Perder ou ganhar faz parte do jogo, e quando ganhamos ou perdemos, devemos respeitar nossos adversários, torcedores, patrocinadores, trabalhadores que possibilitam a realização do espetáculo, imprensa e demais colaboradores. Lamentavelmente não foi isto que todos que estiveram no Ginásio Panela de Pressão presenciaram nesta noite de terça-feira, 01/12.
Vimos nosso vôlei Bauru, em uma noite difícil, mas, com garra e determinação, brigando para tentar a vitória, que nos foi tirada pelo comportamento totalmente desequilibrado do nosso técnico, o sr. Chico dos Santos, que provocou um cartão vermelho na etapa final do tie brake, quando perdíamos por 11 x 13, depois de estarmos 4 pontos atrás. Cartão este que fez o placar ficar 11 x 14, posteriormente sendo fechado o jogo pela equipe adversária.
Não só eu, como todos que lá estiveram ficamos muitos tristes, eu, talvez, mais ainda, pois esta é a terceira vez que vejo este sr. tendo este tipo de comportamento, sendo a primeira vez durante os Jogos Abertos, contra um membro da comissão técnica, a segunda vez durante uma partida da Super Liga B, quando foi vaiado pelas pessoas presentes no Ginásio e nesta noite.
Considero uma total falta de respeito para com as atletas o comportamento deste sr., que grita, esperneia, esbraveja, joga a prancheta com raiva nos assentos, enfim, este não é o comandante que gostaríamos de ver, respondendo pelo nosso time. Sendo correto afirmar que quase todos tem o direito de perder a noção dos seus atos, mas o comandante jamais.
Estamos desenvolvendo um projeto sério no vôlei, como tem sido no basquete, projeto este que tem trazido para Bauru jogadoras de alto nível, membros da comissão técnica da Seleção Brasileira, atraído os olhares da televisão, enfim, um projeto grandioso, feito por pessoa sérias, responsáveis, que vêem no esporte uma forma de fazer as pessoas felizes.
Não conheço o sr. Chico dos Santos como cidadão ou como profissional no dia a dia, porém uma coisa posso afirmar, com certeza: os exemplos que este sr. vem dando em quadra, nos dias dos jogos, não é o que gostaríamos que nosso filhos vissem, pois lá tem muitas crianças assistindo às partidas, não é o que eu gostaria de ver caso uma das minhas filhas estivessem fazendo parte desta equipe, pois considero uma grandiosa falta de respeito o jeito como ele fala com as atletas, e, acima de tudo, não é a forma como devem ser tratados nossos subordinados, pois, se não somos capazes de respeitar nossos subordinados, também não merecemos ter o respeito deles.
Com este sr., acredito que nossa equipe não vai evoluir o necessário para seguirmos firme na luta nesta Super Liga, pois se existia um pouco de respeito por parte das atletas e comissão técnica, acredito que, ao final deste jogo, nada mais restou.