Nestes tempos de inquietação social, queremos ressaltar: quanta falta fazem Ulysses Guimarães, “Pai da Constituição Cidadã”, e André Franco Montoro, “O grande democrata”, tudo para o bem da democracia, que devemos preservar a qualquer custo.
Pena que Covas e Alckmin, seus sucessores no governo do Estado, não seguiram a lição do mestre, idolatrado por todo funcionalismo estadual, sem exceção (unânime).
Covas sai do conforto do Palácio dos Bandeirantes para brigar com professores, em greve, na Avenida Paulista, a ponto de receber uma ovada no peito e uma cabada de vassoura na cabeça (que Deus o tenha, prezado Covas).
No terceiro dia de seu governo, após a desastrosa administração de Maluf, que deixou o funcionalismo do Estado em frangalhos, Montoro viu-se cercado de grevistas, forçando as porteiras do Palácio dos Bandeirantes, ordenando aos guardas que abrissem as portas para recebê-los; exemplo de democracia.
Vendo no jornal ”Agora” de 04/12/2011 a frase: “Pai, afasta de mim esse Alckmin” (rimando) repetindo Cristo, num momento de agonia, confesso que uma lágrima rolou de meus olhos, face o apelo dramático e comovente daquela frase. Modernamente, não se governa com opressão, com autoritarismo, com repressão policial, governa-se com a força do direito e não com o direito da força (vale apenas repetir).