| Divulgação |
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| O próprio filho de Chico com Alcione Mazzeo, Bruno Mazzeo, é quem interpreta o Professor Raimundo nestes sete episódios em 2015/16 |
Neste domingo (13), às 14h15, começa na Rede Globo de Televisão uma série de sete episódios de um remake da Escolinha do Professor Raimundo, programa que marcou época na TV brasileira entre os anos de 1980 e 2001. A atração está cravada na memória afetiva de várias gerações por aspectos como humor inocente e também a verossimilhança dos personagens com pessoas do cotidiano - capazes, inclusive, de, sozinhos, retratarem um período da história brasileira.
Cinco episódios já foram exibidos no canal a cabo ‘Viva’ e outros dois são totalmente inéditos para a Globo, incluindo o deste domingo. Os personagens seguem presentes na memória do público que assistiu à atração já na década de 80 e são interpretados por outros artistas, mas procurando manter a essência original do programa, que é considerado o mais famoso de toda a trajetória de Chico Anysio, um dos maiores comediantes brasileiros, morto em março de 2012.
O próprio filho de Chico com Alcione Mazzeo, Bruno Mazzeo, é quem interpreta o Professor Raimundo nestes sete episódios em 2015/16. E outros atores de sucesso, como Marcelo Adnet, Dani Calabresa, Fabiana Karla, Otaviano Costa, Marco Ricca, Fernanda Souza, Marcius Melhem, Marcos Caruso e Evandro Mesquita dão vida a personagens como Rolando Lero, Catifunda, Dona Cacilda, Ptolomeu, Pedro Pedreira, Tati, Seu Boneco, Aldemar Vigário e Armando Volta, respectivamente.
Em Bauru, muitos fãs da Escolinha do Professor Raimundo já mataram a saudade assistindo aos cinco episódios na TV a cabo (no Viva), mas garantem que vão rever todos eles na Globo e ainda aguardam com ansiedade os dois episódios inéditos, produzidos apenas para a TV aberta.
| João Rosan |
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| Deny Carvalho Comine é fã da Escolinha e já assistiu a quatro dos novos episódios na TV a cabo |
| Malavolta Jr |
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| Cássia Buzzetti espera o retorno da atração nesta breve temporada entre dezembro de 2015 e janeiro de 2016 |
Escondido
O publicitário Deny Carvalho Comine, de 39 anos, cresceu assistindo à Escolinha e diz que, algumas vezes, teve até que se esconder do pai para ver os episódios. A Escolinha começou como um quadro de outro programa de Chico Anysio, até se tornar uma produção própria, passando por um tempo à noite e depois à tarde.
“Minha família não gostava muito de algumas piadas, então, na época que passava à noite, eu assistia escondido do meu pai. A hora que ele chegava, mudava de canal. Isso na época que a Escolinha ainda era um quadro de outro programa, no final dos anos 80. Eu tinha entre 11 e 12 anos”, relembra, com bom humor.
Em 1991, já com a Escolinha sendo um programa independente e no horário da tarde, Comine estava no colegial. “Eu e meus colegas imitávamos sempre o seu Boneco, que era um personagem muito marcante. Os professores do colégio até ficavam um pouco irritados, porque a gente realmente gostava muito e imitava os personagens”, reitera.
Para ele, o sucesso da Escolinha se deve muito à verossimilhança (ser parecido com a vida real). “Os personagens eram caracterizados, claro, mas sempre acabam lembrando alguém que você conhece. O Canabrava, por exemplo, faz aquele tipo do bêbado, que fala de todos os assuntos. O Aldemar Vigário, que conhecia o professor de quando ele era jovem, e é bem isso que acontece quando alguém tem essa proximidade com o professor”, afirma.
Texto
O publicitário Deny Carvalho Comine aprova a nova versão e já assistiu quatro dos cinco episódios no Viva. “Na época em que a Escolinha acabou (2001), realmente estava cansativo, repetitivo. Mas esses episódios agora ficaram muito bons, senti que aproximou muito do original, até com um texto melhor. Acho que foram felizes na escolha dos artistas. Na versão original, a Escolinha revelou muita gente também, agora apostaram em artistas já conhecidos, como o Marcelo Adnet, Marco Ricca, Evandro Mesquita, que, aliás, estão interpretando muito bem”, define. “É um tipo de humor que funciona bem no Brasil, justamente porque é um tipo de texto que permite ao ator crescer também”, pontua.
Nostalgia a fãs bauruenses
Neste domingo (13), às 14h15, começa na Rede Globo de Televisão uma série de sete episódios de um remake da Escolinha do Professor Raimundo, programa que marcou época na TV brasileira entre os anos de 1980 e 2001. A atração está cravada na memória afetiva de várias gerações por aspectos como humor inocente e também a verossimilhança dos personagens com pessoas do cotidiano - capazes, inclusive, de, sozinhos, retratarem um período da história brasileira.
Cinco episódios já foram exibidos no canal a cabo ‘Viva’ e outros dois são totalmente inéditos para a Globo, incluindo o deste domingo. Os personagens seguem presentes na memória do público que assistiu à atração já na década de 80 e são interpretados por outros artistas, mas procurando manter a essência original do programa, que é considerado o mais famoso de toda a trajetória de Chico Anysio, um dos maiores comediantes brasileiros, morto em março de 2012.
O próprio filho de Chico com Alcione Mazzeo, Bruno Mazzeo, é quem interpreta o Professor Raimundo nestes sete episódios em 2015/16. E outros atores de sucesso, como Marcelo Adnet, Dani Calabresa, Fabiana Karla, Otaviano Costa, Marco Ricca, Fernanda Souza, Marcius Melhem, Marcos Caruso e Evandro Mesquita dão vida a personagens como Rolando Lero, Catifunda, Dona Cacilda, Ptolomeu, Pedro Pedreira, Tati, Seu Boneco, Aldemar Vigário e Armando Volta, respectivamente.
Em Bauru, muitos fãs da Escolinha do Professor Raimundo já mataram a saudade assistindo aos cinco episódios na TV a cabo (no Viva), mas garantem que vão rever todos eles na Globo e ainda aguardam com ansiedade os dois episódios inéditos, produzidos apenas para a TV aberta.
Escondido
O publicitário Deny Carvalho Comine, de 39 anos, cresceu assistindo à Escolinha e diz que, algumas vezes, teve até que se esconder do pai para ver os episódios. A Escolinha começou como um quadro de outro programa de Chico Anysio, até se tornar uma produção própria, passando por um tempo à noite e depois à tarde.
“Minha família não gostava muito de algumas piadas, então, na época que passava à noite, eu assistia escondido do meu pai. A hora que ele chegava, mudava de canal. Isso na época que a Escolinha ainda era um quadro de outro programa, no final dos anos 80. Eu tinha entre 11 e 12 anos”, relembra, com bom humor.
Em 1991, já com a Escolinha sendo um programa independente e no horário da tarde, Comine estava no colegial. Eu e meus colegas imitávamos sempre o seu Boneco, que era um personagem muito marcante. Os professores do colégio até ficavam um pouco irritados, porque a gente realmente gostava muito e imitava os personagens”, reitera.
Para ele, o sucesso da Escolinha se deve muito à verossimilhança (ser parecido com a vida real). “Os personagens eram caracterizados, claro, mas sempre acabam lembrando alguém que você conhece. O Canabrava, por exemplo, faz aquele tipo do bêbado, que fala de todos os assuntos. O Aldemar Vigário, que conhecia o professor de quando ele era jovem, e é bem isso que acontece quando alguém tem essa proximidade com o professor”, afirma.
Personagens que marcaram
Para a auxiliar de contabilidade Cássia Fernandes Buzzetti, 44 anos, o personagem Rolando Lero (que era interpretado originalmente por Rogério Cardoso e agora por Marcelo Adnet) é quem mais marcou o programa. “Quando fala em Escolinha, o primeiro nome que me vem à cabeça é o Rolando Lero. Ele era aquele cara que o professor perguntava, e ele enrolava a pergunta, sempre estava perdido. Era um humor inocente, como, aliás, eram os outros personagens também”, recorda.
Outros personagens de impacto, em sua visão, são Aldemar Vigário e Seu Boneco. “O Aldemar Vigário tirava o sarro de tudo, e no caso do Seu Boneco, o que chamava a atenção era o bordão dele, perguntando se era hora da merenda”, reitera. “Essa nova fase eu não vi, vou assistir agora que vai passar na Globo. Mas vi as chamadas e parece que realmente os personagens estão bem caracterizados e parecidos com o original, vamos ver como será o nível das piadas, se vai manter a qualidade de antes”, argumenta Cássia. “Eram piadas do dia a dia, um programa que você pode assistir com a família”.
No DNA: remake tem filhos no lugar dos pais
Thiago Navarro com Agência Estado
O remake da Escolinha do Professor Raimundo conta com uma nova geração de atores, alguns deles que se consagraram justamente no humor. Dois, inclusive, fazem atualmente os mesmos papeis que seus pais fizeram há 15 anos - a última temporada da Escolinha foi em 2001.
O Professor Raimundo, que sempre foi interpretado por Chico Anysio, ganhou vida nos sete episódios desta breve temporada com Bruno Mazzeo, filho de Anysio. Outro personagem que carregará o ‘DNA original’ é o de Aldemar Vigário, cujo ator que o interpreta desta vez é Lúcio Mauro Filho - foi seu pai, Lúcio Mauro, quem fez o papel na versão original. E Lúcio Mauro - o pai - estará em ação neste primeiro episódio.
Ele entrará em cena como um servente da escola, sendo certamente o elo mais forte entre a atração original e o remake. Em entrevista à Agência Estado, Lucinho disse que só Aldemar Vigário e Rolando Lero (Rogério Cardoso, agora vivido por Marcelo Adnet) tinham autorização para improvisar o texto na versão original. O pai também confirma. “Eu não tinha texto. Entrava e falava o que eu queria. E o Chico, quando comecei com esse negócio de Maranguape, veio me perguntar: ‘Como você sabe que eu sou de Maranguape?’ Ninguém sabia. Sabiam só que ele era do Ceará, mas fui eu quem colocou Maranguape no mapa”.
Na nova versão, a diretora Cininha de Paula manteve uma característica do original: os atores só recebem os textos que dirão em cena, ninguém tem o roteiro completo, com diálogos alheios. Assim, a surpresa com a piada torna autêntico o riso dos colegas.
Durante a exibição no Viva, a performance de Lucinho esteve entre as mais comentadas nas redes sociais, ao lado da interpretação de Mateus Solano para Zé Bonitinho (Jorge Loredo no original) e de Fernanda Souza para Tati, personagem criada por Heloisa Périssé.
Cronologia
A história da Escolinha do Professor Raimundo começa em 1952, criado por Haroldo Barbosa, já com Chico Anysio interpretando o mestre. Na televisão, a primeira edição veio em 1957, na TV Rio, e depois passou pelas emissoras Excelsior e Tupi, chegando à Rede Globo na década de 1970, como um quadro do programa ‘Chico City’, mas sempre com poucos personagens. Em 1988, era um quadro do ‘Chico Anysio Show’, já com uma sala maior, com cerca de 20 alunos.
Em agosto de 1990, finalmente tornou-se um programa próprio, sendo exibido originalmente aos sábados à noite, e poucos meses depois, passou a ser diário (segunda a sexta), no final da tarde. O programa ficou no ar até maio de 1995, quando sentiu o reflexo da queda de audiência.
Em 1999, voltou como um quadro do humorístico ‘Zorra Total’, ficando pouco mais de um ano nesta situação, até outubro de 2000. Em 2001, o programa passou a ser independente de novo, mas foi a última temporada. Entre o final do ano passado e abril deste ano, a Globo reprisou a Escolinha dentro do ‘Vídeo Show’, e no final de novembro o canal Viva exibiu cinco novos episódios, com outros artistas, que serão levados ao ar também na Globo, com mais dois episódios inéditos feitos só para a TV aberta.
Você sabia?
Chico Anysio esteve algumas vezes em Pirajuí (58 quilômetros de Bauru) nos anos 90. Isso porque ele foi casado com a economista Zélia Cardoso de Mello, que tinha residência na cidade vizinha. Zélia foi ministra da Fazenda durante o governo do ex-presidente Fernando Collor de Mello, período em que houve o ‘confisco’ das cadernetas de poupança dos brasileiros.


