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Bauru realiza primeira caminhada Sling na Getúlio Vargas

Dulce Kernbeis
| Tempo de leitura: 3 min

Douglas Reis
Uma centena de pais e seus bebês deram um colorido especial à quadra 8 da Avenida Getúlio Vargas dentro da 1ª. Caminhada Sling

Uma manhã gostosa e de clima ameno se traduziu em uma festa multicolorida. Uma centena de pais e seus bebês deram um tom especial nesse domingo (13) à quadra 8 da avenida Getúlio Vargas dentro da 1.ª Caminhada Sling. O objetivo é justamente difundir o sling, tipo mais moderno do “canguru” - uma tira de pano reforçada usada pelas mães para carregar os filhos junto ao corpo.

Modernamente, o “canguru” é usado em vários países há muitos anos e o principal benefício é estreitar o vínculo entre mãe/pai e o bebê. Quem participou da caminhada levou também uma roupa de recém-nascido, que será doada para as mamães carentes da Maternidade Santa Isabel.

A promoção foi da clínica Splena, por iniciativa da médica Laila Yamashita, ginecologista, obstetra e também mãe que, ao final de evento, ainda ajudou a coordenar uma roda de dança entre os pais e seus bebês.

A também médica Paula Patrícia Costa Zanoti levava a filhinha Isabela e ressaltou os benefícios. “Muitas vezes, o bebê chora, mas é só a falta do contato com a mãe. Então, deixando-o junto ao corpo, acalma o bebê e a mãe dá conta de fazer o que precisa”. Ela enumerava outras vantagens: além de melhorar o vínculo materno, previne as famosas cólicas e é bastante confortável.

O SLING

Quem adere afirma que o acessório é confortável, acalma o bebê, facilita a amamentação e até previne cólicas

Patrícia Almas de Abreu aderiu ao sling porque é de tecido mais leve, mais confortável e não retém o calor do corpo. Ela caminhava ao lado da filhinha Valentina Almas Netto. O equipamento facilita também a amamentação. Não é preciso sentar e retirar o bebê do sling para amamentar.

Mães de ‘primeira viagem’

Como o evento era beneficente, roupas para recém-nascidos foram doadas por quem participou e serão repassadas às mães carentes da Maternidade Santa Isabel. Além disso, foi feita a distribuição de slings novos para quem não conhecia. Fernando Almeida e Isabel de Lurdes experimentaram a novidade com o filhinho Lucas Celestino, de 5 meses, que parecia estar bem satisfeito.

Para casos como o dela, a clínica providenciou doulas, como Mônica Borges, que trazia uma boneca para demonstrar às mães de “primeira viagem” como se usa. Fácil e sem nenhuma contraindicação. Tanto que inúmeros bebês dormiam ali, aconchegados, no colo dos pais e das mamães até durante a roda de dança que encerrou a caminhada. E nem é preciso falar no benefício que uma boa caminhada sempre traz!

Você sabia?

Carregar os filhos como “canguru” é um costume milenar usado por mães/pais entre as culturas indígenas, africanas, orientais e sul-americanas. Ele permitia que as mães fizessem o cultivo de grãos nos campos, entre outras atividades, e não perdessem de vista seus bebês enquanto ainda fossem bem pequenos. O costume foi “quebrado” com o uso de carrinho, porém, desde a década de 70 voltou a ganhar força na cultura ocidental.

Fotos: Douglas Reis
Paula Costa Zanoti, com a filha Isabela e o marido Gustavo, ressaltou os benefícios
Valentina Almas Netto, 6 meses, e sua mãe Patrícia Almas de Abreu
A doula Mônica trouxe um bebê “fake” para mostrar às mamães
Lucas Celestino, 5 meses, ao lado dos pais Isabel de Lurdes e Fernando Almeida

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