| João Rosan |
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| Como de praxe, técnico argentino não deu pistas sobre os escolhidos para a disputa dos Jogos Olímpicos do ano que vem |
O técnico da seleção brasileira de basquete, Rubén Magnano, esteve em Bauru, semana passada, para assistir ao jogo entre Paschoalotto/Bauru e Mogi. De olho nas Olimpíadas do Rio, em 2016, Magnano pretendia, além de ver a partida, conversar com jogadores e comissão técnica do time bauruense, com objetivo de estudar possíveis atletas para compor a equipe olímpica.
Em entrevista ao Jornal da Cidade, o treinador falou das expectativas para as Olimpíadas, ressaltou que Bauru tem grandes chances de fazer a final do Novo Basquete Bauru (NBB 8) novamente e avaliou a estrutura do basquete no Brasil. “Eu vejo que a nossa estrutura ainda está fraca”, destacou. Confira os principais trechos da entrevista com Magnano:
Jornal da Cidade - Qual o objetivo da visita?
Rúben Magnano - O primeiro objetivo é assistir ao jogo entre Bauru e Mogi. Já estou entrando em contato com alguns atletas, treinadores, comissão técnica, com vistas aos Jogos Olímpicos de 2016.
JC - Você já teve contato com jogadores da NBA?
Magnano - Preparadores físicos e médicos da seleção já tiveram contato com alguns atletas da NBA. Eu terei contato com eles em janeiro.
JC - Algum jogador do Bauru na sua ‘mira’ para atuar pela seleção nas Olimpíadas?
Magnano - Muito cedo para falar. A imprensa terá conhecimento quando sair a escalação.
JC - Rafael Hettsheimeir, por exemplo?
Magnano – Talvez. Gente nova também. É muito interessante no futuro. Na verdade, quero ficar perto do que está acontecendo em cada um dos clubes brasileiros com potenciais jogadores de seleção. Por isso, o que faço é falar com alguns treinadores sobre o que está acontecendo na equipe.
JC - A expectativa para a Olimpíadas é muito grande. Em 2016 é especial para a seleção brasileira porque os jogos serão no Rio de Janeiro. Isso gera uma pressão a mais pelo fator de jogar em casa ou é algo que pode ajudar a equipe?
Magnano - A expectativa é muito boa por jogar em casa, mas temos que ser muito inteligentes em canalizar e conduzir esse fato de jogar em casa. É um desafio importante marcar uma pressão. É um desafio interessante. Temos que ser muito inteligentes nesse aspecto.
JC - É o seu segundo ciclo olímpico pela seleção brasileira. Como você vê, da sua chegada para cá, a evolução do basquete no Brasil?
Magnano - Precisamos, primeiramente, destacar o que significa evolução. Quando falamos de evolução, falamos da estrutura do basquete. Se melhorar a estrutura, melhora a evolução. Não vejo uma estrutura melhor. Temos um número menor de equipes. Hoje, a liga joga com uma equipe a menos, ainda não apareceu na segunda divisão uma equipe forte. É muito complicado. Vejo que nossa estrutura ainda está fraca.
JC - Na sua opinião, Bauru chega à final do NBB novamente?
Magnano - Pelo nome que tem, tem muita possibilidade de chegar na final do torneio nacional. Eu não tenho dúvidas que a equipe está fazendo um bom trabalho.
