| João Rosan |
![]() |
| Maria Flor preside o partido; Alex Di Piero, Antônio Euzébio Filho e Arthur Monteiro Júnior integram o novo diretório |
O PSOL de Bauru elegeu pela primeira vez seu diretório municipal (não provisório), que passa a ser presidido pela militante e psicóloga Maria Flor Di Piero. A vice também é mulher: Thatiane Nunes. Desde o mês de setembro com representação no Legislativo local, por meio da filiação do vereador e ex-petista Roque Ferreira, o partido já começa a discutir o processo eleitoral do ano que vem, quando pretende lançar candidatura própria à Prefeitura de Bauru, estruturada a partir de uma Frente de Esquerda.
No último pleito, a sigla apoiou Paulo Martins, lançado pelo PSTU, legenda com a qual pretende novamente dialogar em 2016. O PCB também é apontado como uma opção pelo comando nacional dos socialistas, mas o partido não é estruturado em Bauru.
Quanto à possibilidade de lançar Roque Ferreira à sucessão do prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB), a presidenta [como prefere ser chamada] Maria Flor garante que nomes serão discutidos só a partir de fevereiro, quando o PSOL deve chamar novo encontro para discutir a eleição municipal.
PROGRAMA
A nova direção do partido sinaliza também a intenção de construir coletivamente um programa para a campanha do ano que vem, por meio de plenárias temáticas que apontarão as diretrizes do grupo para setores como educação, saúde, meio ambiente e transporte público.
Secretário-geral do PSOL, Antônio Euzébios Filho afirma que a intenção é apresentar a sigla de forma mais organizada para a cidade. “Esse ciclo de debates acontecerá no ano que vem e o objetivo é aproximar as pessoas”.
Maria Flor reitera que uma das metas de sua gestão à frente da legenda será consolidá-la como um partido de base, próxima da classe trabalhadora e da juventude. “Nossa ideia é atuar por meio de núcleos e participar expressivamente dos movimentos sociais, como já fizemos, agora, durante as ocupações nas escolas contra o fechamento de unidades pelo governo do Estado”.
“PIOR”
Para o segundo secretário do PSOL de Bauru, Arthur Monteiro Júnior, o segundo mandato do prefeito Rodrigo Agostinho pode ser considerado pior do que o primeiro, especialmente em razão do flerte com as privatizações e terceirizações, por meio do projeto de lei que tenta criar o programa municipal de Parcerias Público-Privadas (PPPs), cujo adiamento da votação para 2016 foi articulado pelo vereador Roque Ferreira.
“O governo já experimentou a Fundação Regional de Saúde, que em nada resolveu os problemas da cidade”, pontua. Problemas no DAE e a luta pela igualdade de gênero também constam na pauta prioritária do partido em Bauru.
Consenso
A eleição da nova direção do PSOL se deu no último domingo, na sede municipal da Esquerda Marxista. A chapa foi escolhida por consenso e contemplou representantes de todas as correntes que militam na sigla.
Presidente cessante, Tarcílio Loureiro não compareceu ao encontro, mas justificou sua ausência.
