Cerca de 30 alunos da Escola Estadual Stela Machado, na Vila Pacífico, protestam, na manhã de ontem, contra um boletim de ocorrência (BO) de danos ao patrimônio público, registrado pela Diretoria Regional de Ensino (DRE), após a desocupação da unidade, na semana passada.
Os estudantes definem o registro policial como uma “retaliação” e negam que tenham cometido qualquer ato de depredação no prédio. “Fomos acusados de danificar coisas que já estavam quebradas antes da ocupação”, aponta a aluna do 1.º ano do ensino médio, Giovana Sanches, 16 anos.
O protesto começou por volta das 7h. Os estudantes fizeram uma espécie de assembleia no interior das escola para chamar a atenção da direção e apresentar as reinvindicações. Com faixas e cartazes, eles esperavam uma resposta da DRE sobre a retirada do BO.
Os alunos alegam ainda que estão sofrendo perseguição por parte da diretoria da escola. “Eles colocam os alunos contra alunos e professores contra alunos. O que a gente pediu sobre não ter retaliação não está sendo cumprido”, destaca Giovana.
Segundo a estudante, o protesto de ontem foi isolado e não comprometeu as aulas. “Não impedimos nenhum professor de dar aulas e nenhum aluno de assisti-las”, disse. A aluna destacou ainda que, caso as reivindicações não sejam atendidas, não está descartada que haja a reocupação da escola Stela Machado.
Bomba
Durante o ato, ontem, houve explosão de uma bomba na escola, que assustou alunos e professores. “A gente estava fora da escola, quando ouviu o barulho. Ficamos muito assustados, mas ninguém sabe ao certo quem foi e o motivo”, explicou a estudante Giovana Sanches. Ninguém se feriu.
Outro lado
Em nota, a Secretaria de Educação do Estado aponta que a DRE deixou claro que o boletim de ocorrência foi registrado pela direção da Escola Estadual Stela Machado justamente para que a polícia investigue o caso de vandalismo ocorrido na unidade. “A administração jamais fez acusações sobre possíveis responsáveis pelos danos, mesmo porque a investigação é feita pela Polícia Civil”, aponta o comunicado, complementando que técnicos do DAE e da Diretoria de Ensino fizeram, após alunos deixarem a escola, reparos em uma bomba danificada.
“Vale destacar que, somente esta semana, a direção da escola realizou reuniões com o Conselho Escolar - composto por funcionários, professores, pais e alunos - com a Associação de Pais e Mestres, com o grêmio estudantil e representantes de sala, e promoveu ainda uma assembleia com os alunos. Portanto, o espaço democrático de diálogo está garantido”.