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Se a grana está curta ou a época pede contenção de despesas, a dica é reaproveitar a iluminação e os enfeites usados nos Natais passados. Na casa da professora aposentada Lúcia Cristina Gomes de Sá, essa foi uma das alternativas para o lar não ficar “no escuro”.
“A gente guarda tudo em saquinhos para não quebrar. Este ano, eu não comprei nada, a não ser uma bola ou outra para a árvore. Até as pilhas dos Papais Noéis eu tiro e guardo”.
Quem passa pela quadra 1 da Alameda dos Crisântemos, no Parque Vista Alegre, pode ver a decoração feita há mais de 10 anos pela família de Lúcia na varanda de casa. Pisca-pisca, minilâmpadas, árvore, presépio e mais de uma dúzia de Papais Noéis completam o cenário montado na varanda da família.
“É uma tradição. A árvore, por exemplo, é montada há mais de 10 anos. Eu gosto do Natal. Cresci em berço católico e aprendi a amar Cristo. É o meu berçário montado para o Menino Jesus”, comenta Lúcia. Segundo ela, a decoração é feita para crianças e adultos que passam pela rua. “Também faço para os vizinhos. Basta chegar o fim do ano para as pessoas perguntarem se eu vou montar tudo”, alegra-se.
Coleção
Além da iluminação que alegra a varanda e quem passa pela calçada, Lúcia coleciona miniaturas do Bom Velhinho. Ela tem cerca de 20 deles espalhados por toda a casa, maioria eletrônicos e musicais. “Eu não sou criança, mas eu creio em Papai Noel”, brinca.
‘Os tempos são outros’
Morador da quadra 1 da rua Guarani, na Vila Antártica, o aposentado Pedro Lot Neto avalia que a tradição de iluminar as residências para o Natal vem se perdendo porque “os tempos são outros”, como ele mesmo diz.
Mas não na casa dele. Quem passa por lá, pode notar que a tradição ainda se mantém forte e resistente e vem sendo passada de geração a geração. “Somos evangélicos e reunimos toda a família para um culto de ação de graças antes da ceia para agradecer por tudo o que Deus nos deu durante o ano. Cerca de 30 pessoas comparecem à nossa festa. Mas, infelizmente, somente as famílias mais tradicionais levam essa data em conta”, grifa.
A esposa de “seo” Pedro, dona Olinda Jabur Lot, acrescenta que a decoração, tanto dentro quanto fora da casa, tem o cristianismo como único objetivo. “Fazemos questão de celebrar o Natal, que é essa data tão festiva e bonita. Meu pai já fazia isso, tradição que herdei dele. Todo ano a gente faz e coloca algo novo na iluminação. Este ano, as lâmpadas coloridas na parte externa do sobrado e uma rena que se move são as novidades. Por aqui, as crianças ainda esperam pelo Natal e ainda há presentes na árvore”, comemora.
Já foram tradicionais
Bauru já teve até competição de iluminação natalina. Muitas residências e prédios tinham fama pela decoração apresentada e atraíam “visitantes”. Uma delas foi a sede da CPFL Paulista no município. Um verdadeiro evento familiar era montado na Vila Pacífico no dia da inauguração da iluminação. Entretanto, as luzes se apagaram por lá. A última edição da iluminação especial de Natal foi em 2010.
Segundo informações da gerência da concessionária, a empresa decidiu suspender a decoração para privilegiar parcerias com entidades assistenciais e empresas da cidade que trabalham com voluntariado e procuram a ajuda da CPFL para o fornecimento da iluminação.
