Bairros

Pioneiros lembram início nos anos 90

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 3 min

Se hoje o morador do Mary Dota pode comprar quase tudo o que precisa no bairro, há 25 anos os primeiros a se mudarem para lá não tinham quase nenhuma estrutura de comércio e serviços. O acesso ao núcleo também era bem mais difícil, dependendo praticamente do que atualmente é a entrada principal, no final da avenida Nuno de Assis, próximo a Vila Santa Luzia e ao Núcleo Beija Flor.

Na década de 2000, o bairro ganhou o acesso pelo Distrito Industrial 1, com a inauguração da Ponte Ayrton Senna, sobre o Rio Bauru, ligando o setor industrial com o Jardim Chapadão. A estrutura apresentou problemas anos depois e teve de passar por reforma, até ser reaberta em definitivo, facilitando a vida de quem mora no Mary Dota e bairros adjacentes e trabalha no Distrito ou vai a região do Jardim Redentor, Geisel e final da avenida Rodrigues Alves. Também foi aberto um acesso novo ao Bairro Quinta da Bela Olinda, e neste ano inaugurada a transposição do córrego Barreirinho, ligando o Bauru 2000 (e por consequência o Mary Dota) ao Jardim Flórida.

A diarista Eliana Celestina Andrade Gasque, de 56 anos, chegou ao Mary Dota na época da inauguração, e recorda as mudanças pela qual o bairro passou. “Melhorou muito. No começo não tinha calçada, era de terra, o mercado estava construindo ainda. Agora tem bastante comércio, é fácil de ir para o Centro da cidade. Eu morei no Geisel já, mas acho melhor aqui no Mary Dota”, relata.

O valor das prestações da casa, através da Cohab, assustou muitos moradores no início. Eliana conta que quase perdeu o imóvel, porém conseguiu se regularizar em um mutirão em 2009. “Nessa época eu quase perdi a casa, mas naquele ano teve um mutirão para regularizar, no começo do governo do Rodrigo Agostinho, e conseguimos acertar a situação. Eu ia perder a casa, felizmente deu tudo certo”, acrescenta. Já o que ainda falta melhorar é a saúde. “Precisa melhorar o atendimento nessa parte”, finaliza.

Evolução
A proprietária de auto-escola Helenice Aparecida Rohrer, 48 anos, também mudou-se para o Mary Dota logo após a inauguração do núcleo. “A auto-escola a gente tem há 13 anos no Mary Dota, mas já trabalhava com isso antes, no Centro. O bairro tem muita demanda, muitos jovens. É como se fosse uma cidade à parte, com vida própria”, avalia.

Ela lembra que nos primeiros anos a vida era diferente. “Quando a gente chegou, o bairro era feio, as casas iguais, sem muro, a terra vermelha. Mudamos aqui em dezembro, em janeiro o único acesso que tinha, perto da escola João Maringoni, caiu porque não aguentou o movimento. A gente ficou ilhada, tinha que ir pelo caminho de terra até a Vila São Paulo, não tinha comércio, pouco ônibus e orelhão só existia na avenida Marcos de Paula Raphael”, relata. “Muitos moradores do começo não ficaram, por conta das prestações. Acho que dos que pegaram a chave, a maioria não ficou, são outros moradores hoje”, conclui.


Linhas de ônibus

O Atualmente, dez linhas de transporte coletivo atendem ao Mary Dota e adjacências, ligando a região ao Centro e a outros pontos da cidade, como o Jardim Estoril, o Pousada da Esperança e o câmpus da Unesp, passando pelas regiões do Jardim Redentor e Geisel.

Linhas que passam pelo Mary Dota

Isaura P. Garmes - Jd. Estoril (via Duque de Caxias)
Isaura P. Garmes - UNESP / CTI
Mary Dota - Centro
Nobuji Nagasawa - Centro
Jd Mendonça/Jd Chapadão - Jd Estoril (via Dq. de Caxias)
Interbairros - Horário
Interbairros - Anti Horário
Pousada da Esperança - UNESP/CTI
Pq Jaraguá - Beija Flor/Jd Silvestri
Quinta da Bela Olinda – Centro

 

 

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