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| Heloísa Burini veio de Avaré para Bauru no ano passado e deseja que em 2016 possa conhecer muita gente e fazer amizades |
A passagem de um ano para outro é simbólica, uma época especial. Momento para refletir sobre o que passou, o que aprendemos, o que queremos deixar para trás e o que desejamos daqui para frente. É hora de estabelecer metas. Esta é a melhor época para se entender quando uma etapa está chegando ao fim e dar oportunidade para o novo ganhar espaço. Isso os adultos sabem, mas e as crianças? Aquelas que já têm consciência suficiente para deixar de acreditar no Papai Noel, para entender que estamos em crise e precisam lidar com uma nova fase que se inicia, o que pensam deste período? O que pensam do que se foi? E o que esperam de 2016?
O mote do emprego
Uma pesquisa recente da empresa de consultoria Robert Half, sediada em São Paulo, mostrou que 87% dos brasileiros pretendem mudanças no emprego em 2016. Seja para ganhar mais – (sim, embora estejam empregados e muitos agradeçam por isso nestes tempos bicudos, a maioria gostaria de um bom aumento), para subir na carreira ou ainda para conseguir uma colocação.
Para 49%, a perspectiva de sair à caça de emprego é classificada como “muito provável”. O estudo ouviu 500 profissionais do sexo feminino e masculino, residentes em diferentes regiões do País.
E foi justamente o mote de um novo emprego, a busca de oportunidade profissional que trouxe a família de Heloísa Burini, 10 anos, de Avaré para Bauru em 2015. Eletricista, seu pai agarrou a oportunidade em uma concessionária de energia elétrica. A família estabeleceu vida nova por aqui, na Vila Souto. Heloísa se adaptou bem ao novo colégio na Vila Alto Paraíso.
“Este para mim foi um ano bem diferente. Eu era de Avaré e tive que mudar, mas está dando tudo certo. Quero que 2016 seja também especial, bem divertido, quero conhecer bastante gente, fazer bastante amizade por aqui”, diz sorridente com cara de quem foi bem recebida pelos bauruenses. Não que não tenha saudade. “Especialmente da represa. Avaré tem essa coisa do rio (Paranapanema), de muito verde que aqui não tem. Mas é perto. Fui passar o Natal lá”, contou.
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| 2015 foi bom para Letícia Bueno (à esq.), mas ela quer 2016 melhor ainda; Lucas Cavalieri espera ir melhor nos estudos neste ano novo |
Esperança redobrada
Letícia dos Santos Bueno, 10 anos, não sentiu a tão famigerada crise. Ela passou ao largo do assunto desemprego e do clima geral de incerteza. Deu-se bem nos estudos, achou que 2015 foi “bem legal” e espera de 2016, “um ano melhor ainda”.
Segundo a mesma pesquisa, a maioria dos brasileiros está confiante quantos às próprias perspectivas no ano que chega. Cerca de oito em cada 10 pessoas ouvidas, veem seu futuro com mais esperança do que viam no mesmo período em 2014.
É o caso de Lucas Gabriel da Silva Cavalieri, 12 anos, morador do Núcleo José Regino que está esperançoso com as perspectivas de um novo ano.
Aliás, para ele 2015 já foi um ano significativo, um ano de mudanças. Começou a estudar em um novo colégio, no Parque das Camélias, e precisou se adaptar à nova escola. “Mas foi bom, fiz novos amigos”, diz esperando que 2016 “seja um pouco melhor de modo geral para todos, não só para mim”. Ao mesmo tempo, espera ir melhor nos estudos e acalenta o sonho de ser engenheiro quando chegar à idade certa.
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| Para superar dores, Bruno Ramos se ‘jogará’ também no futebol |
Força na adversidade
E sonhos não faltam para Bruno Henrique Ramos, 13 anos, morador do Parque Bauru e estudante da Escola Estadual Azarias Leite. Seu coração acalenta o desejo de ser jogador de futebol e para isso já frequenta o programa “Jovens Talentos”. Também tem uma predileção pela música e ganhou de presente um curso de baterista.
Tudo para acalentar seu coração de jovem que já está tendo que despertar a força interior para enfrentar a adversidade. Com os olhos marejados, ele conta que perdeu a mãe, vítima de acidente vascular cerebral (AVC), há apenas seis meses.
Então, diante de seu drama pessoal, a crise do país é algo que passou longe, nem ouviu falar, nem sentiu diferença. Diferença sim está em seu interior. Por isso, tudo o que deseja para agora é que seja para si próprio e para todo mundo “um 2016 bem legal”.
Paz mundial
Bem legal também foi ano de Pablo César Gonçalves Nicolau (foto abaixo), morador da Bela Vista, de 11 anos. Para ele, 2015 teve gostinho especial porque ganhou o irmão Arthur, de três meses. Além disso, seu time foi campeão de futebol de campo no campeonato interno da escola. Por coincidência, a mesma escola de Heloísa e Letícia entrevistadas desta matéria. E não foi nada proposital. Nada marcado. Pura coincidência mesmo. E, se coincidências existem, Pablo quer que aconteça (de novo!) o mesmo campeonato de futebol e que seja novamente campeão. Quer mais: poder viajar para a Paraíba onde estão as avós. “Além disso, desejo que a paz mundial reine”, conclui.
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| Pablo Nicolau espera viajar para ver os avós que vivem na Paraíba |




