| Quioshi Goto |
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| Irene Nagashima, co-idealizadora do CineMaterna, esteve em Bauru para falar sobre o projeto |
A chegada de um bebê é acompanhada de alegria e amor, mas também de bastante trabalho e poucas horas de descanso. Para se adaptar à nova rotina, entre os primeiros itens cortados da agenda estão os momentos de diversão, não é mesmo?
Pensando em um programa cultural que as “mães recém-nascidas” pudessem curtir com seus bebês surgiu o Projeto CineMaterna, que chega ao Cinépolis de Bauru no próximo dia 27 de janeiro, às 14h, com estreia gratuita.
Todo mês, uma sessão de cinema é especialmente dedicada a mães, acompanhadas ou não dos pais, com bebês até 18 meses. Na sala, som e ar condicionado suaves, um pouco mais de iluminação e tapetes emborrachados quem se sentir mais à vontade no chão.
Também são disponibilizados trocadores e um “estacionamento” para carrinhos de bebê. Após a exibição do filme, algum lançamento escolhido através do site do CineMaterna, mães voluntárias recepcionam o público para um café com bate-papo na loja Ri Happy do shopping.
Em dezembro, Irene Nagashima, co-idealizadora do projeto, esteve em Bauru para conversar com as mães voluntárias e os responsáveis pelo Cinépolis em Bauru, no Boulevard Shopping Nações. Ela aproveitou a ocasião para contar mais sobre o CineMaterna ao Jornal da Cidade.
Você sabia?
CineMaterna é uma associação sem fins lucrativos que nasceu na cidade de São Paulo em agosto de 2008. O projeto já está em 38 cidades de 16 estados. O Cinépolis Boulevard Shopping Bauru é o 93º cinema do país a receber as sessões, informam os organizadores. O público regular é avisado e pode assistir ao filme ao lados dos bebês: só não vale reclamar.
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Jornal da Cidade – Qual o objetivo do projeto?
Irene Nagashima – O CineMaterna não cuida de bebês, mas de mães, que estão se descobrindo ou redescobrindo como mães. Para as mulheres no pós-parto, não importa se é o primeiro ou o terceiro filho, este é um momento especial e sensível, com angústias e incertezas. O projeto conhece este universo e auxilia o retorno delas à vida social, incentivando a troca de experiências sobre maternidade e proporcionando entretenimento e cultura. No cinema, as mães podem relaxar e se divertir. Papais também são bem-vindos.
JC – Afinal, como são essas sessões?
Irene – Geralmente são filmes que estão em cartaz, de todos os gêneros. Por isso recomendamos que participem crianças de até 18 meses, pois com 2 aninhos elas começam a entender as cenas.
O diferencial está nas condições especiais que tornam o ambiente amigável para as crianças. Já as mães se sentem à vontade porque ninguém vai olhar feio se o bebê chorar! Elas podem levantar para ninar o filho ou trocar fraldas. Relaxadas, dizem ate que fica mais fácil amamentar”.
JC – As mães que participam dão logo retornos positivos?
Irene – Muitos! É incrível como algo simples pode causar tantas mudanças. Algumas dizem que estavam ‘presas em casa’, pois sair com uma criança de colo é complicado e isso reduz muito a vida social. Ter um local preparado especialmente para a mãe e o bebê é um incentivo. E ter um momento faz diferença no dia a dia. Elas também aprovam a oportunidade de conhecer outras mães e várias já se tornaram amigas, fazendo até outros programas com seus bebês. Todas recomendam e voltam, e isso é muito gratificante para nós”.
Serviço
CineMaterna: sessão mensal na última quarta-feira do mês (filme a definir). Estreia no Cinépolis em Bauru será dia 27-1, às 14h, com filme a ser definido em enquete no site https://www.cinematerna.org.br. Na inauguração, mãe com o bebê e mais um acompanhante não pagam; as demais sessões têm preço normal.
