Tribuna do Leitor

Papo de boteco

Lázaro Carneiro
| Tempo de leitura: 1 min

A crise é cria do crime. Os tempos são outros, já não há pelas ruas indecisos cordões; há uma mídia que permeia a periferia e os que marcham tem voz, se falam, se comunicam e denunciam a delinquência da grande mídia. A mídia popular ao alcance de todos age como antídoto ao veneno da serpente que está menos nociva. A massa gera e registra seus próprios eventos, opina e forma opinião. Não foi pelas redes de TV que o mundo tomou conhecimento e se solidarizou com as escolas paulista ocupadas pelos alunos. O antagonismo político dos boêmios do Leblon chegou aos confins do Brasil e gerou posicionamento político que, de clic em clic, se construiu uma rede de militantes em favor de uma das partes.


Isso não significa que estamos a um passo, ou melhor, a um clic da revolução popular, pois a mídia digital que temos ao nosso alcance onde podemos ler e ver o que nos convém também é alienante na medida em que um simples clic alimenta nosso ego, alivia nossa consciência política e nos provoca a sensação do dever comprido enquanto cidadão perante a sociedade, há casos que só clicar não basta, tem que clicar e ir pra rua dizer: quem clicou fui eu.

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