| Malavolta Jr. |
![]() |
| Arnaldo Ribeiro e Paulo Eduardo de Souza oficializaram em âmbito municipal aliança que já existe nas esferas estadual e federal |
Com foco na eleição municipal deste ano, que definirá o novo prefeito ou prefeita e a composição do Legislativo de Bauru, o PSB e o PPS anunciaram a formação de um bloco partidário. Ambas as siglas caminharão juntas no pleito e, com isso, pretendem se fortalecer mutuamente.
Presidentes das legendas, Arnaldo Ribeiro (PPS), que é chefe de Gabinete do prefeito Rodrigo Agostinho, e o vereador Paulo Eduardo de Souza (PSB) explicam que estão apenas oficializando em âmbito municipal a aliança que já existe nacionalmente, no Congresso, e no Estado, por meio do “Diálogo por São Paulo”, grupo que reúne ainda o PV e a Rede Sustentabilidade.
Os dirigentes garantem que o principal elo do bloco é de caráter ideológico, tanto é que, entre o final de 2014 e o início de 2015, as duas siglas ensaiaram uma fusão. “Não vingou ainda, mas este processo será retomado depois do próximo processo eleitoral”, alerta Arnaldo.
Paulo reforça, no entanto, o intuito de resgatar para a política algo que parece essencial, mas tem estado distante da prática: o debate político. “A classe está desgastada e não é para menos. Precisamos nos reaproximar da sociedade e discutir coletivamente conteúdos voltados ao desenvolvimento, à justiça social, à geração de emprego e renda e ao aprimoramento da infraestrutura urbana”, elenca o parlamentar do PSB.
PRAGMATISMO
A criação do bloco, no entanto, contempla também objetivos pragmáticos, como, por exemplo, maior tempo de rádio e televisão na propaganda eleitoral gratuita, fator crucial para a costura de alianças e coligações.
Além disso, juntas, as siglas terão maior peso na discussão dos rumos do futuro governo; caso o próximo governo, diferentemente da gestão Rodrigo Agostinho, promova maior diálogo com os partidos que lhe dão sustentação.
PSB e PPS, possivelmente, também firmarão uma coligação para a eleição de vereadores. Ou seja: os votos destinados para ambas as legendas serão somados para o cálculo do quociente eleitoral. Atualmente, juntas, elas possuem duas cadeiras na Câmara Municipal: o próprio Paulo Eduardo e Moisés Rossi (PPS).
COM AGOSTINHO
Para a discussão sobre a sucessão ao Palácio das Cerejeiras, os dirigentes do bloco garantem que não promoverão, inicialmente, a discussão em torno de nomes. “Pode ser que lancemos uma candidatura daqui ou a um vice, mas integramos a base do prefeito Rodrigo Agostinho. Por enquanto, aguardamos um sinal dele sobre o rumo que será seguido. Vamos construir tudo com diálogo”, frisa Arnaldo. Paulo Eduardo completa que, nesse sentido, o bloco está aberto a todas as siglas e agentes interessados em discutir o futuro da cidade.
SEM PV
Arnaldo Ribeiro explica que, inicialmente, o PV não foi inserido ao bloco, como ocorre em âmbito estadual, em função das divergências internas enfrentadas na sigla. “Eles enfrentam o dilema entre Raul ou Gazzetta. Por isso, é melhor esperar. Caso contrário, já começaríamos rachados”, explica.
