Renascida das cinzas conservadoras e intolerantes, a direita Brasileira mostra toda a sua falta de compostura e sua mais bestial face. Densamente polarizada numa cruzada insana de antipetismo apoiada pelo monopólio irresponsável midiático, os atos de intolerância cometidos por abastadas classes sociais inconformadas com os caminhos transcorridos no país chega às raias do fascismo.
Generalização estupida, desconhecem que a política é um caminho civilizatório de edificação de uma sociedade, e a intolerância hoje cresce irrefletidamente sob as bênçãos de uma oposição que quer rasgar a Constituição e romper com o Estado Democrático de Direito.
Chico Buarque apenas foi mais uma vítima desta casta que se acha dona do país, e detentora das verdades absolutas. Esses não querem debater, expor ideias, apenas querem insultar, agredir, impor, e desconhecem a democracia, o contraditório.
A imbecialidade inconteste revela a mais enraizada ignorância, e o altíssimo grau de analfabetismo político. O analfabetismo político representa uma estagnação social, uma zona de comodidade ofusca e carente de consciência política, ratificada pelo conhecido discurso articulado pelos equivocados do tipo: “odeio política”, “política não se discute” e solidificados em atitudes como insultar e agredir os que pensam diferente.
Vestem roupas com as cores pátrias achando que assim são cidadãos responsáveis e querem patrão Fifa, estilo Josef Blater e Platini, e votam em Eduardo Cunha, Bolsonaro, e Paulo Maluf. São preconceituosos inconformados que classes sociais secularmente marginalizadas se elevaram à sociedade de consumo. Eticamente celetistas, moralmente deformados, exercitam o complexo de Gerson no particular, mas fazem discursos eloquentes contra os políticos que os desagradem. Complexadamente são miseráveis culturais, abisonham um Brasil de conduta de Recursos Humanos, invejam Miami, são covardes para se impor. Isso tudo demonstra que agem apenas com seus instintos primitivos, não aceitam, não concordam, não digerem que seus privilégios sejam ameaçados. A resposta aos fascistas, pode vir do mestre Chico Buarque, que diz em sua bela composição “Apesar de você”:
‘Apesar de você // Amanhã há de ser // Outro dia // Você vai ter que ver // A manhã renascer // E esbanjar poesia // Como vai se explicar // Vendo o céu clarear // De repente, impunemente // Como vai abafar // Nosso coro a cantar // Na sua frente