| Malavolta Jr. |
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| Catalogação do acervo: registro e embalagens apropriadas para preservação de todas as obras |
| Renan Casal |
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| Fachada externa da Pinacoteca Municipal Ponce Paz |
Após 12 dias fechada para uma nova fase de catalogação do acervo, a Pinacoteca Municipal Ponce Paz reabre suas portas para visitação das mostras “Retornare” e “Raízes do Brasil”. Ambas seguem até dia 21 deste mês e podem ser vistas, gratuitamente, de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h.
No fim do mês, quando as atuais exposições deixarem o local, o público terá acesso à parte do acervo de obras enviadas pela cidade japonesa de Tenri, cidade-irmã de Bauru, que destinou mais de 500 peças para a Pinacoteca Municipal incluindo cerâmicas, quadros e fotos, entre outros objetos de arte.
De acordo com Ronaldo Gifalli, diretor do Departamento de Proteção ao Patrimônio Cultural, ligado à Secretaria Municipal de Cultura, a mostra das peças japonesas antecipa a exposição “Cerâmica do Japão: A Geração Emergente do Forno Tradicional Japonês”, que acaba de passar pelo Rio de Janeiro e chega a Bauru em março.
“Estamos convidando exposições que percorrem o País para o enriquecimento da cultura local e também mantendo a agenda aberta para interessados em expor ao longo de 2016, pois ainda temos datas disponíveis”, informa Ronaldo. Os artistas devem enviar a proposta ou projeto de exposição para a Pinacoteca Ponce Paz. Não há data limite.
Mais novidades
O acervo fixo da Pinacoteca Municipal, que ultrapassa mil peças entre pinturas, fotografias, esculturas e gravuras, vai crescer com obras dos irmãos Antônio, João e Salvador Ponce Paz. “Será um comodato. A família irá manter os direitos sobre as obras, mas a Pinacoteca vai ficar responsável pela preservação. São artistas importantes e precisamos contar a história deles”, destaca Ronaldo.
Ele conta que os artistas vieram da Espanha e, primeiro, pararam em São Paulo. “Inclusive a Catedral da Sé tem uma pintura de João Ponce Paz. Depois, chegaram a Bauru e aqui deixaram sua arte em quadros, casas e igrejas”.
Aliás, a casa que sedia a Pinacoteca recebeu o nome Ponce Paz em homenagem a eles. “As paredes estavam cobertas por tinta e quando limpamos, descobrimos pinturas decorativas feitas por João e Antônio, no início da década de 40. Os desenhos lembram papel de parede e valorizavam os imóveis das famílias ricas da época”, destaca o diretor do Departamento de Proteção ao Patrimônio Cultural.
Preservação do acervo
A chamada reserva técnica da Pinacoteca Municipal está passando por uma nova catalogação. Segundo a agente cultural Elisete Barro, há um registro manual e outro digital de cada item, com informações que vão do título, tamanho e tipologia à descrição e ao histórico. “Cada peça está recebendo uma embalagem apropriada, organizada por cor”, comenta. “Fora das exposições específicas, este acervo só recebe visitas de grupos agendados e com autorização da Secretaria”.
O local conta com um termohigrômetro, aparelho que mede a temperatura, mantida de forma mecânica para que as obras não passem por grandes variações e nada seja danificado. Com o objetivo de preservar e contar a história das artes na cidade, este acervo teve início da década de 1980 com doações de artistas de Bauru e de outras localidades. Atualmente, as doações passam por uma comissão da Pinacoteca. “Não minimizamos o valor das obras, mas realmente não conseguimos absorver tudo”, conclui Elisete.
Serviço
A Pinacoteca Municipal fica na Casa Ponce Paz: rua Antônio Alves, 9-10, no Centro de Bauru. Informações sobre envio de projetos e exposições: (14) 3232-1552. Mostras “Retornare” e “Raízes do Brasil” até dia 21 deste mês. Entrada gratuita.

