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| A produção se passa durante um rigoroso inverno no Estado norte-americano de Wyoming, após a Guerra Civil Americana |
Longas cenas de violência, tiroteios e um banho de sangue tão irreal que beira o cômico. Todos esses elementos estão presentes em “Os Oito Odiados” e não deixam dúvidas de que se trata de um filme de Quentin Tarantino.
Em sua oitava produção, que estreia nacional e nos cinemas de Bauru nesta quinta-feira (confira mais sobre o filme clicando aqui), o cineasta norte-americano aposta mais uma vez no gênero do faroeste.
“Dirigi ‘Django Livre’ de uma forma intuitiva porque era a primeira vez que eu estava fazendo um filme de faroeste. Então, quis fazer outro longa desse gênero porque sabia exatamente o que queria”, explica o diretor de “Pulp Fiction” (1994). Em seu novo trabalho, Quentin reúne antigos parceiros, como Samuel L. Jackson, Tim Roth e Kurt Russell.
A produção se passa durante um rigoroso inverno no Estado norte-americano de Wyoming, após a Guerra Civil Americana. E a trama tem início com o caçador de recompensas John Ruth (Kurt Russell) ao lado de sua prisioneira, a assassina Daisy (Jennifer Jason Leigh), em uma carruagem. Eles seguem rumo à cidade de Red Rock, onde ela será enforcada.
Quando uma nevasca se aproxima, outro caçador, Marquis Warren (Samuel L. Jackson), e o futuro xerife da cidade, Chris Mannix (Walton Goggins), pedem carona. Para escapar da tempestade, eles se abrigam em uma cabana ao lado de quatro desconhecidos. Confinados, os oito passam a viver em um clima de tensão devido aos seus passados sangrentos.
“Todo mundo ali é questionável, você não pode confiar no que ninguém diz sobre ninguém”, diz o diretor. E Tarantino realmente não livra a cara de ninguém, nem de Daisy, a única mulher do longa. Ela leva vários socos na cara durante a trama. “Eu acho que ela é a personagem mais forte e mais perigosa no filme inteiro. Ela apanha muito, sim, mas ela devolve, cospe nos olhos de todo mundo”, defende o cineasta.
