| Aceituno Jr. |
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| Agora, terreno na quadra 8 da rua Antônio Manoel Costa poderá fazer jus ao nome de praça |
Um alívio para os calos das mãos de Sebastião Antônio, o guardião de um terreno que deveria ser uma praça do Jardim Olímpico, mas nunca havia recebido a atenção do poder público. Depois da reportagem publicada nessa quinta-feira (7) pelo Jornal da Cidade, mostrando que há três anos o morador tem trabalhado por conta própria com o intuito de conservar minimamente o espaço, o lote será, finalmente, urbanizado pela Prefeitura de Bauru a partir da próxima segunda-feira (11).
Na manhã dessa quinta, os secretários de Obras e Meio Ambiente, Sidnei Rodrigues e Lázara Gazzetta, estiveram no local e constataram o abandono da área que poderia ser um importante equipamento de lazer para a população do bairro, que fica na região do Jardim Carolina.
No mesmo dia, as equipes da Semma roçaram o alto mato que dominava a praça, já dando uma nova cara para o local, tão bem quisto por seu Sebastião. Na segunda-feira, trabalhadores da Secretaria de Obras darão início à construção das calçadas ao redor de todo o espaço, já dotado de árvores de médio porte.
Além disso, será construída uma passarela de concreto no centro da “futura praça”, que contará ainda com nove bancos. A expectativa é de que os serviços sejam concluídos em até 25 dias. “Realmente, era só um terreno com matagal. Quando a gente viu todo o esforço do morador, não tínhamos como não dar apoio. Enquanto tanta gente joga lixo, a gente vê um exemplo desses e precisa valorizar. Como falar não para o sonho de uma calçada?”, explica Sidnei.
A INICIATIVA
Descrito como um homem de poucas palavras por vizinhos da quadra 8 da rua Antônio Manoel Costa, no Jardim Olímpico, Sebastião já cuida da praça há um bom tempo, mas na última semana deu início à limpeza do espaço, retirando, sob chuva e sol, o lixo do local e preparando-o para a construção de calçada, na expectativa de que o poder público pudesse ao menos cimentar as margens do terreno.
A iniciativa se deu, conforme relatou o homem, em função do aumento do número de insetos, principalmente pernilongos, atraídos pelo mato alto. “Não quero nada em troca. Só quero uma calçada limpa para as crianças brincarem. Eu gosto da roça e gosto do que estou fazendo”, relatou Sebastião, nas poucas frases que trocou com a reportagem na tarde da última terça-feira (5).
A simpatia da comunidade à iniciativa é tão grande que ele ganhou de uma vizinha a enxada que utiliza como principal instrumento de sua empreitada.
