O PSDB deu a largada para a corrida eleitoral deste ano e agendou para o dia 20 de fevereiro a prévia que definirá o candidato tucano para a Prefeitura de Bauru. Estão no páreo os dois representantes da sigla na Câmara Municipal: Fernando Mantovani e Arildo Lima Júnior. Em entrevista concedida ao JC, ambos adiantaram que, independentemente do resultado, um contará com o apoio do outro na disputa pela sucessão de Rodrigo Agostinho.
Terão direito a voto cerca de 2.850 filiados ao diretório local. O pleito ocorrerá na Câmara Municipal, das 8h às 12h. Antes disso, a sigla deve organizar um evento no qual os dois postulantes ao Palácio das Cerejeiras poderão expor suas ideias. Ambos, aliás, receberão a listagem de militantes para que possam fazer suas campanhas.
A decisão da candidatura por meio do processo democrático interno é uma das diretrizes estabelecidas pelo deputado e presidente estadual do PSDB, Pedro Tobias.
Dirigente municipal, Gilson Rodrigues de Lima já queria ter promovido as prévias no ano passado, mas o diretório paulista optou por disciplinar os processos de disputa, regulamentando normas para todas as cidades.
INTERESSE
Em meados de 2015, o PSDB de Bauru fixou prazo para que os interessados em concorrer à prefeitura se manifestassem formalmente até o mês de outubro. Até então, além de Lima e Mantovani, o ex-vereador Toninho Garms e o empresário Caio Coube figuravam na lista de pré-candidatos, mas recuaram do desejo.
Desde que assumiu a presidência do diretório, Gilson Rodrigues de Lima tem defendido a necessidade de que a sigla lance uma candidatura própria, vontade esta também de Pedro Tobias enquanto dirigente estadual.
Em 2012, os tucanos indicaram apenas o vice para a chapa encabeçada pela então vereadora Chiara Ranieri (DEM). Na ocasião, a bancada do partido no Legislativo de Bauru encolheu de três para duas cadeiras.
“Estamos em uma cidade importante do Estado, com nossa liderança maior conduzindo o partido em São Paulo. Não tem como ser diferente”, pontua Gilson.
ALIANÇAS
O presidente do partido reitera que, após a definição do candidato, terão início as articulações com o objetivo de atrair o maior número de legendas possível para a construção de uma coligação majoritária em torno do nome tucano.
“Respeitando o direito de cada sigla em lançar seu nome próprio, vamos tentar agregar aquelas que compõem o grupo que apoia o governador Geraldo Alckmin. As portas estão abertas para todos, menos para o PT, por razões ideológicas”.
Desenvolvimento
Lima Júnior (PSDB) explica que abriu mão da vida profissional (já foi bombeiro e é advogado) para se dedicar à vida pública. “Acabei me jogando intensamente. Nasci para servir e isso em motiva a buscar uma cidade melhor. Em determinados momentos, temos que tomar decisões que nos tiram da zona de conforto. Algumas pessoas começaram a me encorajar”.
Também em seu segundo mandato, só que não consecutivo, o parlamentar, que já passou pelo PP, pontua que pretende replicar o projeto de social democracia implantado pela atual legenda no governo do Estado ao longo das últimas duas décadas.
“Sei das dificuldades que a prefeitura enfrentará a partir de 2017. Mas temos uma proposta que já deu certo em São Paulo. Vamos buscar o desenvolvimento sustentável, definindo protocolos e políticas que garantam segurança para os investidores e contribuintes. Precisamos dar mais agilidade aos processos. Hoje se demora quatro anos para aprovar um empreendimento residencial em Bauru, o que é inadmissível. O objetivo é aumentar a arrecadação para conseguir atender às demandas da comunidade”, finaliza Lima.
Administração científica
Fernando Mantovani (PSDB) diz que, para ele, é uma alegria militar em um partido que promove prévias. “Vai ser uma festa interna para aquecer nossa militância. Sinto que chegou a nossa vez. Todo mundo que é tucano cansou de perder eleição municipal. Sempre tivemos as melhores cabeças e as melhores propostas, mas, de alguma forma, não fomos capazes de comunicar isso. Agora, a cidade já enjoou dos outros grupos”, avalia.
Para o vereador, que está em seu segundo mandato, colocar-se à disposição para disputar a prefeitura é uma forma de ser útil para o País e ajudar a construir e mudar a cara da cidade.
“O principal desafio é administrar Bauru de forma científica. A população escolheu pessoas sem capacidade administrativa. Sinto que o comando está na mão de amadores. Erra-se demais e a política sempre supera as decisões de gestão. Obviamente, se paga um preço por isso”, pontua Fernando, empresário e filiado ao PSDB há 17 anos.