Polícia

"Falso cliente": vítima perde R$ 9 mil

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Quioshi Goto
O delegado Carlos Creppe Júnior deverá requisitar quebra de 

sigilo bancário para investigar caso

Um empresário de Bauru perdeu R$ 9 mil depois de cair no golpe do “depósito fantasma”, em que um falso cliente o convenceu de estornar o valor que, na verdade, não tinha direito a receber. A fraude, que não é inédita na cidade, já fez outras vítimas no passado.

No caso mais recente, registrado na última segunda-feira, o empresário, que preferiu manter a identidade preservada, recebeu uma ligação telefônica em que o suposto cliente solicitava um serviço do estabelecimento, que atua no ramo de manutenção de aparelhos de ar-condicionado. O trabalho ficaria em R$ 3 mil.

“Ele passou o endereço onde deveríamos ir dentro de dois dias e disse que faria o pagamento antecipado diretamente no banco. Na mesma tarde, fez o depósito de um envelope vazio, mas informando que havia R$ 12 mil dentro. No extrato do banco, contudo, já aparecia como saldo disponível, somado ao valor que eu já tinha em conta”, relembra o empresário.

Segundo ele, na manhã do dia seguinte, antes do início do expediente bancário, o falso cliente voltou a ligar para a empresa, informando que sua secretária havia depositado dinheiro a mais e solicitando que os a devolução dos R$ 9 mil excedentes.

ESTORNO E TRANSTORNO
Acreditando que o valor realmente havia sido inserido no envelope, a vítima realizou o estorno, creditando, a pedido do estelionatário, o dinheiro em outra conta corrente.

Horas depois, contudo, foi informado pelo banco que o envelope depositado pelo golpista no dia anterior estava vazio. “Agora, estou tentando negociar para que o banco assuma esse prejuízo, já que registrou como saldo disponível um valor que nem havia sido apurado ainda”, reclama o empresário.

Investigação
O empresário afirma que apurou que a conta onde os R$ 9 mil foram depositados é originária de Rondônia. Ele registrou boletim de ocorrência na Central de Polícia Judiciária (CPJ), que já está investigando o caso.

Segundo o delegado Carlos Creppe Júnior, a Polícia Civil deverá requisitar a quebra de sigilo bancário da conta corrente de Rondônia e imagens do momento e local em que o saque dos valores foi efetuado. “A dificuldade é que, em boa parte dos casos, as contas são abertas com documentos falsos somente com a finalidade de aplicar este tipo de golpe. O titular da conta pode nem mesmo existir”, pondera.

Ele frisa que o golpe do “depósito fantasma” ou do “falso cliente” não é novo em Bauru e que empresários devem estar atentos a propostas de negociações semelhantes a esta. “É um golpe que tem algumas variações, às vezes com contato pessoal, com depósito de cheque fraudado, mas com o mesmo modo de ação. Não temos registro de uma nova onda atualmente, mas todo cuidado é recomendado”, completa.

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