| PM/Divulgação |
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| Produtos e acessórios para conduta criminosa apreendidos pela PM |
Uma dupla foi presa em Pirajuí (58 quilômetros de Bauru) em uma ação que revelou o derrame de milhares de reais em notas falsificadas na região. Para se ter uma ideia, um dos acusados confessou que foram distribuídos R$ 60 mil falsificados em várias cidades, inclusive em Bauru. Foram apreendidas também drogas, remédios contrabandeados, anabolizantes e munições de uso restrito.
Após denúncia anônima, equipes da PM de Pirajuí fizeram diligências na noite de sábado (9) e encontraram, na casa de Matheus Galli, 22 anos, na Vila Bel, a quantia de R$ 10,7 mil, divididas em notas falsificadas de R$ 50,00 e R$ 100,00.
Segundo a polícia, no dia anterior, o jovem teria R$ 40 mil, ou seja, R$ 30 mil já tinham sido distribuídos na região. Foram encontrados 70 tubos de lança-perfume, cocaína e uma balança de precisão.
‘Fabricante’
Com a prisão de Matheus, a polícia chegou ao acusado de ser o “fabricante” das notas: Heitor Araújo Silva, também de 22 anos, morador no Jardim Angavile. Na casa dele, foram apreendidos um computador e dispositivos utilizados na fabricação das notas, além de uma nota impressa pela metade. Ele confessou ter derramado, nos últimos dias, R$ 60 mil em notas falsas na região.
Cinco cartuchos de espingarda calibre 16 e uma munição de fuzil 7.62 também estavam em seu poder, assim como anabolizantes e remédios.
Eles foram conduzidos à Polícia Federal (PF) de Bauru, onde a prisão foi ratificada. Matheus deve responder pelos crimes de moeda falsa, tráfico e associação ao tráfico. Já Heitor, pelos crimes de moeda falsa, tráfico e posse de munição de uso restrito.
Uma outra ocorrência de notas falsas ocorreu em São Luiz do Guaricanga, Distrito de Presidente Alves (56 quilômetros de Bauru). Três acusados de terem repassado notas falsas naquela região foram detidos em Reginópolis (70 quilômetros de Bauru). R$ 300,00, divididos em notas de R$ 50,00, foram apreendidos.
Campanha da PM e Acip
De acordo com o comandante da 2.ª Companhia da Polícia Militar (PM), capitão Juliano Loureiro, devido à quantidade de notas falsificadas no comércio de Pirajuí, há cerca de um mês, a PM e a Associação Comercial e Industrial de Pirajuí (Acip) realizaram campanha com distribuição de cartazes com dicas para verificar a autenticidade de notas. “Tal campanha nos ajudou muito na identificação e prisão das pessoas envolvidas na fabricação e venda das notas falsificadas”, acredita.
No dia 23 de dezembro, conforme noticiado pelo JC, um comerciante de Pirajuí conseguiu identificar uma nota falsa por conta da campanha e uma pessoa foi presa.
Prejuízo
A falsificação é crime previsto pelo artigo 289 do Código Penal, com pena prevista de 3 a 12 anos de prisão. Quem tentar colocar uma cédula falsa em circulação depois de tomar conhecimento de sua falsidade, pode ser condenado a uma pena de 6 meses a 2 anos de detenção. As notas falsas não são trocadas pelo Banco Central ou pelo governo. O dinheiro suspeito pode ser apresentado a uma agência bancária, que se encarregará de encaminhá-lo para análise pelo Banco Central.
Como proceder
Ao receber uma nota falsa de um terminal de autoatendimento ou caixa eletrônico, o cidadão deve encaminhar-se ao gerente da agência para pedir providências de pronta substituição. Se não obtiver resposta, o cidadão pode procurar uma delegacia policial mais próxima para registrar a ocorrência. Ao desconfiar da autenticidade de uma nota em uma transação do dia a dia, o cidadão deve observar os elementos de segurança na cédula ou compará-la com outra legítima (veja mais no quadro acima). Se for falsa, recuse e chame a polícia.
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