A Feira Internacional de Tecnologia de Las Vegas (Nevada, EUA), CES na sigla em inglês, que termina neste final de semana, consolida uma nova etapa da era digital: a Internet das Coisas, ou seja, a tecnologia do mundo digital e da Internet agregada à estrutura e ao funcionamento de objetos de nosso uso diário, como óculos, carros, relógios, TVs, fogões, geladeiras, telefones, entre muitos outros.
Nossas vidas nunca mais serão as mesmas com a popularização da Internet das Coisas, que ainda é apresentada como novidade em feiras como a de Las Vegas, mas que, em breve, será anunciada nos principais veículos de comunicação e até mesmo vendida nas lojas de cada cidade.
A wearables technology, que traduzido quer dizer, a grosso modo, tecnologia de vestir (relógios, pulseiras, óculos inteligentes etc), foi um dos segmentos que mais apresentaram novidades e encantaram os visitantes.
O show de tecnologia em Las Vegas contou, neste ano, de quarta-feira até ontem, com estrelas de Hollywood, atletas profissionais, personalidades de TV, chefs famosos e executivos e pensadores das principais empresas do planeta para apresentar as novas tecnologias que estão revolucionando a forma como os consumidores vivem, trabalham e se divertem. Organizada pela Associação de Consumidores de Tecnologia (CTA, sigla em inglês), a feira é o mais famoso local de encontro do mundo para todos os que estão nos negócios de tecnologia de consumo.
A CES 2016 abriu suas portas na quarta-feira, abrangendo a maior área de exposição em 49 anos de história do programa, com mais de 3.600 empresas, incluindo um recorde de 500 startups.
“Hoje, andando pela feira, sou como uma criança numa loja de doces, cercado por inovações alucinantes que vão, verdadeiramente, melhorar a experiência humana”, disse Gary Shapiro, presidente e CEO da Associação de Tecnologia do Consumidor. “A partir de robótica, impressão 3D e sistemas não tripulados de tecnologia automotiva, wearables e outros, o nosso mundo está mudando à medida que a tecnologia nos conecta a todos e trabalha para resolver o impossível. É incrível reunirmos tantos visionários da indústria, formadores de opinião e empresários nesta semana na CES para mostrar como tecnologia está mudando o mundo”, complementa.
‘Smart sobre rodas’
Herbert Diess, presidente do Conselho de Administração da Volkswagen, anunciou o foco da empresa voltado à criação de um “Novo Volkswagen”, redefinido com reengenharia digital em todos os seus aspectos.
Em seguida, anunciou o novo e-Golf Touch, com emissões zero de gás carbônico, todo eletro-eletrônico, “um smartphone sobre rodas”, que estará disponível até o final do ano. Além disso, apresentou o carro elétrico BUDD-e, um conceito único para veículo elétrico de longa distância, apresentado como o “primeiro carro da Internet das Coisas”. Os usuários serão capazes de se conectar de sua casa inteligente (ligada inteiramente à Internet) com o carro inteligente (também conectado à rede).
A Intel, uma das maiores empresas de tecnologia digital do mundo, também levou suas inovações à feira: drones da próxima geração, robôs e muito mais. A empresa anunciou uma série de novidades tecnológicas, como o Oakley Radar Pace, óculos inteligentes; sistema de treino ativado por voz projetado para melhorar e reforçar a formação e o desempenho dos atletas; e o Typhoon H. Drone, alimentado pela Intel de tecnologia RealSense, para evitar colisões em tempo real.
O conceito
O termo Internet das Coisas se refere a uma revolução tecnológica que tem como objetivo conectar os itens usados do dia a dia à rede mundial de computadores. Cada vez mais, surgem eletrodomésticos, meios de transporte e até mesmo tênis, roupas e maçanetas conectadas à Internet e a outros dispositivos, como computadores e smartphones. A ideia é que o mundo físico e o digital se tornem um só, através de dispositivos que se comuniquem com os outros, os data centers e suas nuvens.
Computação cognitiva para idosos e deficientes
A Consumer Technology Association (CTA) anunciou, na Feira de Las Vegas, um projeto em colaboração com a IBM (grande empresa americana voltada à informática) que vai pesquisar como a computação cognitiva pode fornecer melhores informações para ajudar a transformar a vida das populações cada vez mais longevas do mundo e das pessoas com deficiência.
A ideia é descobrir como a computação cognitiva pode redefinir a relação entre os seres humanos, tecnologia e o meio ambiente que os cerca, permitindo que os membros da família, médicos e demais profissionais de saúde possam monitorar proativamente a saúde e o bem-estar dos idosos e dos deficientes ou incapacitados por alguma doença.
O projeto vai examinar como a tecnologia disponível em casa, como móveis e eletrodomésticos inteligentes, robótica e dispositivos portáteis, poderá facilitar as rotinas diárias, tais como alertas sobre os medicamentos, lembretes sobre o exercício e as recomendações dietéticas e de dietas.
Ele ainda vai estudar o potencial de um sistema com base em temperatura ambiente, casa com eletricidade e padrões de calor e de consumo de água para proporcionar melhor monitorização doméstica, bem como entender como condições meteorológicas ou padrões de tráfego atual podem afetar as atividades sociais dos indivíduos.
Se você pudesse, que maravilha tecnológica gostaria de inventar para facilitar a sua vida?
“Inventaria um robô que limpasse a minha casa conforme o meu comando. Isso facilitaria muito a minha vida. Por conta da minha rotina, fica corrido fazer o serviço doméstico.”
Daniel Gonçalves da Silva, 26 anos, pedreiro
“Faria algum mecanismo que limpasse a casa toda sozinha e também fizesse a comida. Minha rotina é muito puxada e tenho que fazer esse tipo de serviço aos finais de semana.”
Elen Cristina de Nardi, 39 anos, gerente de vendas
“Inventaria um equipamento que passasse as roupas. Não gosto de passar roupa. Por falar nisso, acabei de levar meu ferro no conserto. Vive quebrando.”
Marcos Marques Moralles, 35 anos, técnico em telecomunicações
“Eu criaria uma espécie de robô que fizesse todo o serviço doméstico para mim: faxina, cozinhar, entre outros. Assim, poderia ficar sentada vendo televisão tranquilamente.”
Ana Cláudia dos Santos, 23 anos, do lar
“Inventaria um teletransporte para não ter mais que esperar circular e enfrentar o trânsito caótico de Bauru. Sou ansiosa e não sei esperar. Quero chegar logo nos lugares.”
Vivian Leonel Santos Dota, 26 anos, estudante
“Inventaria um carro voador, para poder ‘driblar’ o trânsito da cidade, que está sempre muito intenso e provoca atrasos e estresse em todo mundo. Era isso que eu inventaria hoje.”
Ianca Cristina Barros da Silva, 19 anos, auxiliar de produção