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Entrevista da semana: Natalia Nandes

Ana Paula Pessoto
| Tempo de leitura: 6 min

Divulgação
Natalia é apaixonada pelas coisas do campo. “Cresci ouvindo Milionário e José Rico, Chico Rey e Paraná e por aí vai".

Ela tem 27 anos e trabalha exclusivamente com a música. A Entrevista da Semana desta edição dedilha um pouco da vida pessoal e profissional de uma das grandes promessas da música sertaneja clássica e universitária do Interior de São Paulo: Natalia Nandes.

Bastante conhecida no meio, a cantora começou tocando em bares, mas se dedica agora a shows mais amplos em casas noturnas, rodeios, feiras, entre outros. “Tocar para um público maior, em eventos grandes, é bem diferente de tocar em bares. Eu gosto de dizer que o bar prepara o artista, porque é tudo muito no improviso. É como se o bar fosse uma escola”, acredita a cantora.  

Criada na pequena Álvaro de Carvalho, Natalia é apaixonada pelas coisas do campo. “Cresci ouvindo Milionário e José Rico, Chico Rey e Paraná e por aí vai. Minha vida era sítio, pescaria, passeios a cavalo”.

Sobre seu trabalho? “Acredito muito no poder que a música tem sobre a vida das pessoas. Busco sempre nos shows deixar uma mensagem positiva para o público encarar de forma mais doce e alegre a correria e sufocos do dia a dia, rindo, dançando e cantando”, afirma. Leia mais, a seguir.

Jornal da Cidade – Você começou a se dedicar à música aos 15 anos.
Natalia Nandes – Minha família me influenciou bastante. Praticamente todos eles cantam, tocam e são muito festeiros, embora não haja profissionais da música em casa. Meu pai e minha mãe cantam, tios e primos tocam violão, pandeiro, sanfona... comecei minha carreira aos 15 anos ‘fazendo bares’, em Bauru. Aprendi pandeiro aos 10 anos. Hoje toco violão, ukulele, cajón e gaita, além do pandeiro.

JC – Você sempre teve o apoio da sua família?
Natalia – Na verdade, eles gostavam de me ouvir cantar, mas foi diferente quando eu falei que cantaria na noite. Minha família teve receio dos perigos da noite, além disso, eu ainda era adolescente. Mas foram aceitando aos poucos, viram que é o meu sonho e hoje gostam muito da ideia.

JC – Atualmente, você está mais focada em shows, certo?
Natalia – Sim. Há cerca de um ano nós começamos o meu novo projeto, voltado para o sertanejo. Quando eu tocava em bares, no início de tudo, o sertanejo não era bem visto em bares, principalmente se fosse tocado por mulheres. Mas eu sempre acabava cantando e isso me fechou algumas portas. Passei a cantar MPB, mas eu gosto mesmo é de sertanejo.

JC – Seu novo projeto conta com músicas próprias. São três canções gravadas em um EP.
Natalia – O carro-chefe é a música “Cê Chora”. Graças a Deus minha carreira vem crescendo nos últimos meses. A nossa prioridade hoje são os shows em rodeios, casas noturnas, feiras, festas particulares e eventos empresariais. As apresentações são sempre muito animadas. Também tem um pouco de música romântica e o famoso “modão”. Tocar para um público maior, em eventos grandes, é bem diferente de tocar em bares. Eu gosto de dizer que o bar prepara o artista, porque é tudo muito no improviso. É como se o bar fosse uma escola, onde você fica bem próximo do público, que te pede músicas fora do repertório e tudo mais. É essencial para um músico “fazer o bar” para amadurecer.

JC – Você também compõe?
Natalia – As três músicas que estamos tralhando não são minhas. “Cê Chora” é do Dudu Paixão, de Goiânia. “Até morrer de amor” e “Se ainda existe amor” são do Felipe Oliver, de Jundiaí. Atualmente eles são as bolas da vez dos compositores. Mas eu fiz uma composição com um amigo e vou trabalhar com ela este ano. Outras já estão vindo. Compor e gravar minhas composições. Isso fará parte do meu novo ano.

JC – Quando você se mudou para Bauru?
Natalia – Eu mudei muito. Nasci em Garça e fui criada em Álvaro de Carvalho, que é onde toda a minha família mora. Quando comecei a cantar, vim para Bauru. Saí de casa com 16 anos para morar sozinha. Mas eu queria conhecer mais gente. Peguei o violão e o carro e fui para São Paulo. Morei um ano lá. De lá fui para Monte Verde, em Minas Gerais. Um belo dia resolvi viver em um lugar turístico e fui para Florianópolis. A aventura é a parte mais gostosa da música (risos). Até que quase desisti da música.

JC – Foi quando você decidiu voltar para Bauru?
Natalia – Sim. Voltei e fui trabalhar com outras coisas. De volta a Bauru, há uns dois anos, passei a vender fotos. Já entreguei marmitas, trabalhei em açougue, trabalhei no setor administrativo de um hospital... tudo isso porque não conseguia viver só de música. Eu estava desiludida, até que o meu empresário me deu forças para voltar para a música, que é a minha paixão, o meu sonho.

JC – E no tempo livre? A montaria e a pesca são hobbies?
Natalia – São. Eu fui criada em uma cidade de quatro mil habitantes. Cresci ouvindo Milionário e José Rico, Chico Rey e Paraná e por aí vai. Minha vida era sítio, pescaria, passeios a cavalo. Adoro tudo isso. Recentemente, eu ganhei um cavalo do meu empresário, o Eliton Rogério Gomes. Ele é uma das pessoas que acreditam em meu trabalho, assim como o meu produtor artístico, o Luciano Augusto. Tenho muito a agradecer. Também tenho muito a agradecer à minha família. A “nota 10” vai para a minha avó Dora porque ela é sensacional. Uma pessoa muito alegre. Nunca vi minha avó destratar as pessoas. Ela é minha rainha.

JC – Música.
Natalia – A música está na minha vida 24 horas por dia. Eu penso música, faço música, vivo música. Acredito muito no poder que a música tem sobre a vida das pessoas. Busco sempre nos shows deixar uma mensagem positiva para o público encarar de forma mais doce e alegre a correria e sufocos do dia a dia, rindo, dançando e cantando.

JC – 2016.
Natalia – O ano está inteirinho. Espero muita coisa boa. Quero subir os degraus da vida. Tenho muitas coisas em mente. Queremos fazer um clipe da canção que criei e preencher o EP. Queremos fazer algo diferente. Acredito que o sertanejo está saturado, precisando de algo novo. Vamos em busca desse novo.

JC – Curiosidades sobre você.
Natalia – Já fui chamada de “menina da noite” por ter começado a tocar em bares muito cedo e ser muito brincalhona. Uso meias com os pés trocados para dar sorte. Agora (na hora da entrevista), por exemplo, estou com uma meia rosa e a outra branca (risos).

Perfil

Nome: Natalia Fernandes Varjão
Idade: 27 anos
Signo: Touro 
Local de nascimento: Garça 
Livro de cabeceira: “O Segredo” 
Filme preferido: Gosto de comédias  
Hobby: Andar a cavalo e pescar
Estilo musical preferido: Sertanejo   
Time de futebol: Corinthians
Para quem dá nota 10: Para minha avó Dora  
Para quem dá nota 0: Para a maldade  
E-mail: show@natalianandes.com.br
www.natalianandes.com.br  

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