| Aceituno Jr. |
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| O ponto de partida dos navegantes foi o Distrito de Nogueira, no município de Avaí. O clima era de alegria e o sentimento de cada qual fazendo sua parte |
Neste final de semana, cerca de 150 voluntários percorreram trecho do Rio Batalha entre Avaí e Uru plantando mudas de árvores e recolhendo todo o tipo de lixo flutuante encontrado nas margens e na água. O material será encaminhado para destinação adequada.
A chamada Descida Ecológica é realizada há mais de 20 anos, sempre na segunda semana de janeiro. Esta edição reuniu uma média de 80 barcos, com voluntários de Bauru, Avaí e outras cidades da região.
Ulisses Adriano de Castro, que participa do passeio há 10 anos, conta que o grupo saiu de Nogueira, Distrito de Avaí, no sábado, por volta das 9h, e seguiu até Reginópolis, onde passou a noite em um camping.
“O Batalha é um rio que começa em Agudos e vai parar no Rio Tietê. Neste passeio, nós descemos recolhendo todo o tipo de sujeira que encontramos nele, como garrafas pet, pedaços de isopor”, explica.
Ele estima que, no primeiro dia, tenham sido retiradas do rio 2 toneladas de lixo. No domingo, os voluntários continuaram o percurso até a foz do Batalha, em Uru, onde ele desemboca no Rio Tietê.
Segundo Ulisses, o material coletado pelos barcos será recolhido por caminhões das prefeituras de Reginópolis e Uru e levado para local adequado. “Além de curtir a descida, a gente ajuda a preservar o rio”, diz.
Dificuldades
O prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB), que participa como voluntário na Descida Ecológica há vários anos, lembra que boa parte do lixo recolhida no Rio Batalha vem de Bauru. “É uma atividade de trabalho, mas acaba sendo também um passeio”, afirma.
Ele conta que, neste ano, o trabalho foi um pouco mais difícil do que nas edições anteriores porque o rio estava muito cheio. “Teve muito barco que virou, teve gente que ficou perdido no meio do caminho e teve que ser resgatado”, diz.
Em razão do grande volume de água no rio, segundo o prefeito, parte do lixo foi coletada na altura da copa das árvores. “Nem todo mundo aguentou até o final. Hoje (ontem), na foz do Batalha, chegaram em torno de 20 barcos”, revela.
Apesar das dificuldades, ele avalia que o objetivo do passeio foi atingido. “Coletamos o material que flutua. Tem muita garrafa plástica, isopor, latinhas, embalagens diversas. Já aquele que não flutua, infelizmente, não conseguimos retirar”, declara.
O rio
O Rio Batalha nasce na Serra da Jacutinga, em Agudos, e percorre cerca de 167 quilômetros até a sua foz, no Rio Tietê. Nesse trajeto, ele passa pelos municípios de Piratininga, Bauru, Avaí, Pirajuí e Reginópolis.
Nascentes mapeadas
Conforme divulgado pelo JC em dezembro, o Ministério Público (MP) em Agudos (13 quilômetros de Bauru) irá fazer levantamento para analisar as atuais condições das nascentes do Batalha. Com base nesse estudo, o órgão vai propor ações de preservação e recuperação aos produtores rurais com imóveis às margens dessas nascentes com o objetivo de garantir o potencial de abastecimento do rio e evitar uma futura crise hídrica. Na proposta, também estão previstas ações de recuperação das matas ciliares.
