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Bauruense Jorge Floret assume o Tiro de Guerra

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 3 min

Douglas Reis
O subtenente Jorge Floret (à esq.) assume a chefia e o sargento Marcio Sá segue para Brasília

O ditado popular do título desta reportagem resume bem a vida de Jorge Luís da Rocha Floret, 46 anos. Bauruense, o subtenente, que tem 23 anos de trajetória profissional no Exército Brasileiro, acaba de realizar seu grande sonho. Nessa quarta-feira (13), ele assumiu a chefia de instrução do Tiro de Guerra (TG) de Bauru, local onde deu o pontapé ao início de sua carreira militar, formando-se atirador em 1988.

Com a mudança, o chefe do local até então, sargento Márcio Alexandre Silva de Sá, seguiu para Brasília (DF) e atuará na Diretoria de Civis, Inativos, Pensionistas e Assistência Social do Exército.

‘SEMPRE QUIS’

“Passei 15 anos fora da cidade, servindo em Osasco, São Paulo (Capital), mas o meu foco sempre foi voltar às origens e ser chefe do Tiro de Guerra de Bauru”, ressalta o subtenente, que passou a infância e juventude na Vila Falcão.

E tanta felicidade, não é sem motivos. Há muitos anos, o TG de Bauru não era comandado por um nome “da cidade”.

Isso, talvez, pelo tempo de duração da prestação do serviço, que muda a chefia a cada dois anos, e pela quantidade de opções de cidade que os pretendentes possuem. Existem 73 TGs em todo o Estado de São Paulo, fora o de Bauru.

“Fui promovido a subtenente em 2014, e existe um tempo limite para assumir essa função. Se não fosse agora, não seria mais. Ainda bem que deu tudo certo. É uma alegria e uma satisfação poder continuar em Bauru e fazer o que eu sempre quis”, acrescenta.

O subtenente Floret afirma que sua maior expectativa está em poder motivar novos atiradores a ingressarem no Exército. “Quero mostrar que a carreira militar é possível”, salienta o antigo atirador.  

TRAJETÓRIA

Após formar-se atirador, Floret chegou a prestar concurso para a antiga escola de sargentos, mas não passou. Quatro anos depois, quando estudava para prestar engenharia civil, voltou a prestar e acabou aprovado, mudando-se para Barueri. Lá, Floret atuou no Grupo de Artilharia Antiaérea por seis anos.

Depois, foi transferido para a Capital, para atuar na base de apoio do Exército no bairro Ibirapuera. Lá, ficou até 2008, ano em que sua mulher, Juliana, ficou grávida de sua filha Júlia, e solicitou sua transferência para a Circunscrição de Serviço Militar em Bauru (6.ª CSM).

OPERAÇÕES ‘DE PESO’

Aqui, teve várias funções, entre elas, a fiscalização de armamentos e também explosivos. Floret chegou a participar de operações “de peso” em conjunto com as polícias Civil e Militar da cidade. Ocorrências de vulto, como a que envolveu a explosão de caixas eletrônicos em Bauru, em 2014, e a de apreensão de réplicas de armas no ano passado, são algumas citadas por ele.

70 anos

Neste ano, o TG de Bauru completa 70 anos. O subtenente Floret projeta, entre outras comemorações, a instalação de um monumento no pátio da unidade, com a imagem de um mosquetão (armamento utilizado na instrução) e um capacete. “É um símbolo conhecido do Exército e tem o formato de um soldado”, frisa.

Novos atiradores e missão

Nesta semana, vários jovens passaram pelas etapas iniciais de seleção do TG. Em fevereiro, 100 candidatos, dos 300 selecionados, serão escolhidos e iniciarão a instrução no dia 1 de março. As instruções dos novos atiradores se encerram ao final de novembro, com a formatura das turmas.

O objetivo do Tiro de Guerra (TG), que é mantido pelo Exército em parceria com a prefeitura, é formar o soldado de 2.ª classe (reservista) em apoio às necessidades da cidade, como a colaboração em casos de calamidade pública, campanhas de agasalho e doação de sangue, entre outras. Assim como a 6.ª Circunscrição do Serviço Militar (6.ª CSM), a unidade é subordinada à 2.ª Região Militar, em São Paulo.

Serviço

Mais informações pelo telefone (14) 3227-0207. Até o dia 1 de março, a secretaria da unidade funcionará às segundas, das 13h30 às 18h, e de terça à sexta, das 8h às 12h.

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