| Billy Mao |
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| Prefeitura teve muito trabalho ontem para fazer a limpeza |
Aquela que vem sendo considerada a pior enchente da história de Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru) deixou cerca de 250 imóveis embaixo d’água e 100 desabrigados. Outras 800 pessoas ficaram desalojadas e foram levadas para casa de amigos ou parentes. Metade da cidade está sem água e a prefeitura disponibilizou caminhões-pipa.
O levantamento foi divulgado nessa quinta-feira (14) pelo coordenador da Defesa Civil na cidade, José Antonio Marise. Segundo ele, os desabrigados estão no Ginásio de Esportes do CSEC e recebem o apoio da Secretaria de Assistência Social.
Um centro de doação e triagem foi montado no Ginásio de Esportes Antônio Lorenzetti Filho, o “Tonicão”, e os voluntários pedem para que sejam doados roupas, água, latas de óleo de soja, feijão, fraldas e produtos de limpeza.
Doações em dinheiro também podem ser feitas através de depósito bancário na Caixa Econômica Federal, agência 0962, conta 006.2016-8, em nome de PMLençóis Pta Doação Enchentes, CNPJ: 46.200.846.0001-76. Uma guia para pagamento também pode ser emitida pelo link https://apl3.lencoispaulista.sp.gov.br/GuiaDoacao/
Reunião
Pela manhã, representantes da prefeitura se reuniram com o coordenador estadual da Defesa Civil, coronel José Roberto Rodrigues de Oliveira, e com o deputado estadual Pedro Tobias (PSDB) para discutir a situação do município. Segundo Marise, Lençóis Paulista criou um Comitê de Gerenciamento de Crise para definir estratégias de atuação nesse momento difícil. “A gente aproveita a experiência de todo mundo e passa orientação para a população”, diz.
Ele explica que eventual liberação emergencial de recursos para recuperar os estragos depende de alguns trâmites legais. Preliminarmente, o coordenador adianta que pelo menos sete pontes foram danificadas parcialmente ou totalmente. “No pico da cheia, o Rio Lençóis chegou a subir cinco metros. Hoje (quinta-14), ele está por volta de um metro”, revela.
Sem água
Até essa quinta (14), a Estação de Tratamento de Água (ETA) continuava alagada e Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) operava com metade da capacidade. Além de viabilizar onze pontos de distribuição de água potável na cidade, a prefeitura disponibilizou 15 caminhões-pipa. Outros 20 caminhões cedidos por empresas fornecem água não potável para a limpeza das casas.
