O desemprego oficial no Brasil acabou de chegar a 9 tristes por cento. Uma urgência que atinge dezenas de milhões de brasileiros, especialmente os mais pobres! E eu, aqui, agora tenho plena consciência disso. Por que, então, eu não me junto ao coro dos que gritam: “fora PT”, “Somos todos Cunha”, “Impeachment já”? Ora, simplesmente porque eu não confio que, com Aécio e os tucanos no poder, a economia brasileira estaria melhor; eu penso inclusive que agressões à classe trabalhadora seriam dobradas caso hoje houvesse um governo do PSDB no poder federal. Igualmente eu não confio, nem um mínimo que seja, em algum governo que venha do PMDB: PMDB de Cunhas, de Calheiros, de Sarneys da vida...
Por fim, obviamente eu não confio e nem analiso as opções burras, como dar o poder aos bolsonaristas, aos golpistas de direita, abertamente amantes de ditadura. Ora, o que resta então? Resta tolerar o PT no poder por ser ele o menos desacreditável dentro deste cenário atual. E resta olhar com esperança para a próxima década, fazendo prognósticos de que a esquerda está amadurecendo com a história, e partidos como o PSOL se fortalecerão no Brasil enquanto, ainda, novas frentes de esquerda, mais racionais, programáticas e populares se levantarão para garantir que o povo exerça todo o poder que emana de si. Enfim, de qualquer forma, o desemprego oficial chegou a 9% no Brasil, mesmo tendo hoje um partido trabalhista no governo federal. Por isso, acredito poder dizer que certamente não está bom com o PT, mas, por ora, seria ainda pior sem ele.