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Bauru e região são marcados com mais um dia de violência


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Mulher diz ter sido estuprada por três no Parque Vitória Régia

Catadora de recicláveis denunciou violência praticada por 2 homens e ex dela, que foi preso

Por Marcus Liborio e Tisa Moraes

Malavolta Jr.
Vítima foi encontrada caída no Parque Vitória Régia, no início da manhã dessa quarta-feira (20), pedindo ajuda

Um catadora de materiais recicláveis de 35 anos procurou a polícia para denunciar o ex-namorado e outros dois homens, que a teriam estuprado, na madrugada dessa quarta-feira (20), no Parque Vitória Régia, em Bauru. Segundo ela, o ex, de 38 anos, teria contado com ajuda do sobrinho, de 19 anos, e de outro rapaz, que ela não conhece. No mesmo dia, o ex-namorado foi preso.

Segundo relato da mulher, após cometer o estupro, o trio fugiu levando seu celular, a deixando apenas de vestido e sem calcinha. Segundo a Polícia Militar, a vítima permaneceu das 2h, quando ocorreu o crime, até as 7h no local, pois apresentava uma grave lesão na região anal e não tinha condições de andar.

Já no início da manhã, um pedestre que passava pelo Vitória Régia viu a vítima caída, pedindo ajuda. Equipes da PM e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas e a mulher, levada ao Pronto-Socorro Central (PSC). Segundo a assessoria de comunicação da prefeitura, após avaliação médica, ficou constatado que a paciente tinha hemorroidas, prolapso retal (exteriorização de parte do reto) e dependência de álcool.

Por este motivo, depois de receber cuidados médicos, ela foi encaminhada à Associação Hospitalar Thereza Perlatti, de Jaú. Segundo a delegada Luciana Claro Rodrigues, da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), a Polícia Civil ainda não recebeu confirmação sobre a violência sexual sofrida pela mulher.

“Mas o PSC já adiantou que ela não apresentava qualquer lesão no restante do corpo, que sinalizasse que tivesse sido agredida. Ficou uma dúvida, que será esclarecida quando ela receber alta e puder apresentar sua versão sobre os fatos”, detalha.

Inicialmente, também havia a suspeita de que a catadora de recicláveis estivesse grávida, mas um exame realizado no PSC resultou negativo. Ainda de acordo com a delegada, em 2010, a mulher já teria registrado boletim de ocorrência por estupro, mas, na época, recusou atendimento médico.

Prisão

Aos policiais militares, a vítima, moradora do Parque Santa Edwirges, contou que recolhia materiais recicláveis no Parque Vitória Régia, por volta das 2h dessa quarta (20), quando foi surpreendida pelos agressores e obrigada a praticar sexo anal com os três por diversas vezes - enquanto um a violentava, os outros dois a seguravam.

Na tarde do mesmo dia, o ex-namorado da mulher foi detido em frente ao Bosque da Comunidade. Segundo a PM, ele estaria assediando algumas mulheres que passavam pelo local e ofereceu resistência à prisão.

Em depoimento à DDM, o homem negou o crime, relatando que manteve relações sexuais com a catadora de recicláveis de maneira consensual, na madrugada dessa quarta (20), na Praça da Paz. “Ele diz que os dois ficaram juntos e sozinhos durante todo o tempo. Depois disso, teriam descido juntos pela avenida Nações Unidas até a Rodoviária, quando cada um seguiu um caminho, sem qualquer tipo de agressão ou mesmo discussão entre eles”, aponta Luciana Claro.

Mesmo assim, a delegada decidiu prendê-lo em flagrante, até que a vítima possa confirmar o relato registrado em boletim de ocorrência. O suspeito seria encaminhado à Cadeia Pública de Barra Bonita.

Homem é baleado no Parque Viaduto enquanto soltava pipa com crianças

Ericsson dos Santos, 21 anos, foi internado após ser atingido por cinco disparos

Por Marcele Tonelli

Aceituno Jr.
Tentativa de homicídio ocorreu na quadra 6 da rua Frederico Herrera, no Parque Viaduto, nessa quarta (20)

Dois homens em uma motocicleta Twister verde atiraram contra um rapaz de 21 anos, por volta das 18h dessa quarta-feira (20), no Parque Viaduto, em Bauru. Ericsson dos Santos, vulgo Deda, que é conhecido nos meios policiais, brincava de soltar pipa com crianças na quadra 6 da rua Frederico Herrera quando foi atingido. Ninguém foi preso.

Segundo testemunhas, o passageiro da motocicleta efetuou ao menos cinco disparos contra Santos, que teve, segundo as primeiras informações, o braço, a mão, o ombro e o tórax atingidos pelos tiros.

Até o final dessa quarta (20), ele permanecia internado no Hospital de Base (HB).
No local, a Polícia Militar aventava hipótese sobre acerto de contas, já que Ericsson teria histórico de envolvimento com o tráfico de drogas.

Susto

Moradores da rua em que o crime ocorreu disseram que o rapaz, que morava no Ferradura Mirim, estava instalado na casa de uma familiar há algumas semanas, e que teria mudado de vida.

“Ele não mexe com nada errado mais. Comprou uma maquininha e agora está cortando cabelo por aqui. Ele é não é uma pessoa ruim, ajuda bastante o pessoal”, comenta uma moradora de 32 anos, que pediu para não ser identificada.

Ela, inclusive, é mãe de algumas crianças que brincavam com o Ericsson no momento em que o crime ocorreu. “Estamos todos assustados, meus filhos podiam ter sido atingidos”, acrescenta.

Uma adolescente de 14 anos conta que viu a ação e ficou em choque. “Eles atravessaram a avenida, pararam a moto e atiraram com um revólver pequeno. Antes de ir, ficaram olhando e nós saímos todos correndo, assustados”, conta a garota.

Fuga

Após os tiros, os acusados fugiram pela avenida Bernardino de Campos. Ambos usavam blusas de frio e luvas. Atingido e sangrando, o rapaz correu até a casa de um vizinho, onde pediu socorro e recebeu os primeiros atendimentos pelo Serviço Móvel de Atendimento de Urgência (Samu). O caso foi registrado na Central de Polícia Judiciária (CPJ) como tentativa de homicídio e segue sob investigação.

Mais uma condenada pelo crime contra adolescente é presa em Jaú

Crime aconteceu no dia 6 de maio de 2000 na casa onde morava a jovem, no José Regino

Por Rita de Cássia Cornélio e Tisa Moraes

Mais uma pessoa envolvida no assassinato de uma adolescente de 15 anos e na tentativa de matar a mãe dela, em um crime bárbaro registrado há 16 anos em Bauru, foi presa nessa quarta-feira (20) pela Polícia Militar em Jaú (47 quilômetros de Bauru). Inês de Paula foi achada em brechó que mantinha na rua Dante Lázaro.

A mulher que, juntamente com Wilson Calegari e Ângela de Souza, foi condenada a 22 anos de prisão estava foragida. Wilson Calegari foi preso pela Polícia Civil de Jaú, no início desta semana. Ela foi presa nessa quarta e Ângela Souza continua foragida.

Segundo o major PM do 27º Batalhão de Jaú, Renato Ramos, uma pessoa fez a denúncia, via WhatsApp informando onde a mulher estava. “Temos recebido informações pelo WhatsApp anonimamente. O número do 27º Batalhão é (14) 9-971101190. Quem souber o paradeiro de Ângela Souza pode nos comunicar.”

Os três tiveram o direito a recorrer em liberdade, mas a Justiça reiterou a pena e eles permaneciam foragidos. O crime aconteceu no dia 6 de maio de 2000 na casa onde moravam as vítimas, no Núcleo José Regino.

Segundo as investigações apontaram, a mãe da vítima, Nataly Manso, Ivani Delchiaro teria descoberto que o marido, Edison Manso, estava tendo um caso com Ângela de Souza e o flagrou em uma casa de prostituição de propriedade de Inês de Paula. O local era frequentado por Calegari.

Durante a confusão, Ivani teria jogado um corpo de cerveja no rosto da amante do marido. Por vingança, o trio teria ido na casa da vítima, dias depois, e agredido violentamente Nataly Manso, que ficou na UTI, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Já Ivani teve dentes quebrados e perdeu a visão esquerda quase completamente, além de ter sofrido prejuízo na audição e no olfato.

Homem tem a cabeça decepada em Potunduva

Motivação do crime seria passional e suspeito está sendo procurado pela polícia

Por Rita de Cássia Cornélio e Lilian Grasiela

Beatriz Zebibi/Energia FM/Divulgação
Crime aconteceu na avenida Santa Catarina
Fotos: Divulgação
João Clementino da Silva (foto acima) está sendo procurado
Antônio Aparecido da Silva levou dois golpes de facão 

Um homem de 41 anos foi assassinado com golpes de facão, nessa quarta-feira (20) de manhã, em Potunduva, distrito de Jaú (47 quilômetros de Bauru). O crime ocorreu na avenida Santa Catarina, na entrada do bairro Olaria, próximo a um ponto de ônibus, e a vítima, Antônio Aparecido da Silva, teve a cabeça decepada. Um suspeito já foi identificado e está sendo procurado.

Segundo o delegado Euclides Salviato Júnior, responsável pelas investigações, o crime ocorreu por volta das 6h, quando a vítima seguia para o trabalho. Testemunhas relataram à Polícia Civil que João Clementino da Silva, 47 anos, conhecido como “Frangolino”, atacou Antônio pelas costas.

Um dos golpes atingiu o tórax da vítima e o segundo acertou seu pescoço, praticamente separando a cabeça do corpo. Na sequência, o autor fugiu em um veículo Fox vermelho. Antônio teve morte instantânea e o facão usado no crime foi localizado ao lado do corpo dele e apreendido para perícia.

Familiares do suspeito e uma testemunha presencial ajudaram a polícia a identificá-lo. Até o final dessa quarta (20), ele estava sendo procurado. De acordo com o delegado, a família de João chegou a dizer que ele se apresentaria com o advogado, o que não ocorreu, ao menos, neste mesmo dia citado.

Passional

O coordenador operacional do 27º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPM/I) de Jaú, major Renato Ramos, conta que a vítima tinha diversas passagens pela polícia por furto, receptação e associação para o crime. Já o autor não tinha antecedentes criminais. Ainda segundo o major, o homicídio teve motivação passional.

“A vítima teria falado para várias pessoas que estava saindo com a mulher de João Clementino da Silva. Ao tomar conhecimento, João teria ido tirar satisfações com a vítima. O desentendimento se acirrou e João teria desferido um golpe de facão que atingiu o tórax e outro que decepou a cabeça da vítima”, revela.

A informação foi confirmada pelo
delegado. Ele conta que, há cerca de um ano, Antônio, que já foi casado com a irmã do suspeito, passou a insinuar que a mulher dele o traía. Os boatos se espalharam pelo bairro, gerando uma crise no relacionamento do casal, que chegou a se separar, mas reatou posteriormente.

Ainda de acordo com Salviato Júnior, após o fato, a vítima mudou-se para a Vila Ribeiro, mas retornou há cerca de um mês para Potunduva. As desavenças entre eles se intensificaram e, em dezembro, eles chegaram a discutir. Na ocasião, segundo o delegado, João teria ameaçado Antônio.

Polícia Civil prende dois homens acusados de latrocínio em Bocaina

Caseiro de 63 anos foi violentamente agredido e teve carteira e celular roubados

Por Lilian Grasiela

Fotos: Polícia Civil/Divulgação
Polícia acredita que a vítima foi agredida na cozinha da casa onde morava e arrastada até corredor
Willian Daniel Silvestre conhecia o caseiro e, segundo a Polícia Civil, teria planejado a ação criminosa
Fabiano Theodoro, que confessou participação no latrocínio, já havia sido condenado pelo mesmo crime

A Polícia Civil conseguiu identificar e prender dois homens acusados de roubar e agredir até a morte o caseiro João Bitencourt Neto, de 63 anos. Eles confessaram o crime, ocorrido no início de dezembro, na fazenda “Santa Cruz e Rancho Alegre”, zona rural de Bocaina (69 quilômetros de Bauru), e tiveram prisão temporária decretada por trinta dias.

O corpo da vítima, conhecida como “Bita”, foi encontrado pelo proprietário da fazenda, na manhã do dia 9 de dezembro, caído no corredor da casa onde ele morava sozinho.

O titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jaú, Marcelo Aparecido Tomaz Goes, conta que ele estava com braços e pernas amarrados com roupas e fios elétricos e a cabeça encoberta por uma toalha.

“Exames revelaram que a vítima sofreu diversos ferimentos e faleceu em decorrência de traumatismo cranio encefálico”, revela. Na ocasião, o filho dele sentiu falta de um celular e carteira com R$ 800,00, cartões bancários e documentos.

O caso passou a ser tratado como latrocínio (roubo seguido de morte) e, na última terça-feira (19) à tarde, equipe da DIG deteve Fabiano Theodoro, 38 anos, conhecido como “Biano”, que estava com o celular e um vidro de perfume do caseiro.

Segundo o delegado, ele foi levado à sede da DIG para prestar depoimento e confessou o crime. Após diligências, nessa quarta-feira (20) de madrugada, os policiais civis localizaram o coautor, Willian Daniel Silvestre, 25 anos, conhecido como “Ueira”.

“Tanto Fabiano quanto Willian confessaram a prática criminosa, dando detalhes da empreitada e das agressões praticadas contra a vítima, no caso chutes e golpes contra sua cabeça e rosto”, revela Goes.

De acordo com o titular da DIG, a dupla diz que amarrou o caseiro quando ele estava vivo e cobriu seu rosto com toalha para abafar os gritos. Os acusados alegam que, quando foram embora, ele se debatia para tentar se livrar das amarras.

No depoimento à polícia, Fabiano e Willian relataram ainda que, na carteira de Bitencourt Neto, havia R$ 400,00 e que o valor foi dividido entre eles. O primeiro também decidiu ficar com o celular e o perfume roubados.

Histórico

O delegado conta que Fabiano foi condenado em 1996 por latrocínio ocorrido também em Bocaina e cumpriu 17 anos de prisão. A vítima, na ocasião, foi uma comerciante da cidade. Desde 2012, ele estava em liberdade condicional.

Já Willian, segundo Goes, não tinha antecedentes criminais. Porém, as investigações apontaram que ele conhecia a vítima e teria planejado o crime.

O perigo mora ao lado

De acordo com a Polícia Civil, Willian Daniel Silvestre era vizinho de uma casa que João Bitencourt Neto tinha na área urbana de Bocaina. No dia do crime, o acusado contou ter visto a vítima com a caçamba do veículo repleta de sacolas de supermercado e deduzido que ela estava com dinheiro. Segundo a polícia, ele teria, então, convidado Fabiano Theodoro para cometer o crime. A intenção da dupla seria apenas roubar o dinheiro, mas o caseiro passou a gritar por socorro, foi agredido e acabou morrendo.

Mototaxista de Torrinha é encontrado morto com perfurações de faca em Dois Córregos

Vítima tinha diversas passagens pela polícia e deixou a cadeia em junho do ano passado

Por Lilian Grasiela e Rita de Cássia Cornélio

O mototaxista de Torrinha Gilliar Nogueira, 29 anos, egresso do sistema prisional, foi encontrado morto no início da tarde dessa quarta-feira (20) em um canavial em Dois Córregos (73 quilômetros de Bauru). A Polícia Civil já deu início às investigações para tentar identificar o autor do crime.

O corpo de Gilliar foi localizado às margens da rodovia Deputado Amauri Barroso de Souza (SP-304), num canavial na altura do bairro Ventania, sentido Dois Córregos. A motocicleta que ele usava para trabalhar estava do outro lado da pista, sentido Torrinha.

Segundo o delegado de Dois Córregos, Gláucio Eduardo Stocco, a vítima tinha diversas perfurações, provavelmente causadas por faca ou punhal, na parte de cima da cabeça, na testa e no abdômen, além de dois cortes profundos nas laterais do pescoço.

Na barriga do mototaxista, de acordo com Stocco, havia um ferimento provavelmente causado por disparo de arma de fogo calibre 12. “Além de um cartucho deflagrado, tinha mais quatro cartuchos íntegros, três dentro de uma sacola e outro no chão”, diz.

“Nós estamos aguardando o laudo para poder confirmar (o que provocou os ferimentos)”. No local, também foram recolhidos dois pedaços de madeira que podem ser parte da coronha da arma usada no crime. O delegado conta que a vítima era de Torrinha.

Após deixar a cadeia em junho de 2015, segundo ele, Gilliar passou a trabalhar de mototaxista. “Ontem (na última terça-19), ele foi fazer uma corrida à tarde e não retornou. Hoje (nessa quarta-20) de manhã, familiares fizeram boletim de ocorrência em Torrinha de desaparecimento”, relata.

“Por volta do meio-dia, fomos comunicados sobre a localização da moto dele e do corpo, que estava do outro lado da rodovia”. De acordo com Stocco, a vítima tinha passagens por tráfico de drogas e associação. “Ele era suspeito da prática de um homicídio, foi investigado, mas não foi denunciado”, afirma.

Até o final dessa quarta (20), a Polícia Civil não tinha pistas sobre o autor do crime e o caso seguia sob investigação. Segundo o coordenador operacional do 27º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPM/I), com sede em Jaú, major Renato Ramos, a vítima também respondeu por porte ilegal de arma e exploração de prostituição.

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