A Secretaria Municipal de Saúde, através do Departamento de Saúde Coletiva, confirmação nesta quinta-feira (21) 11 casos de dengue em Bauru, todos autóctones e relativos a 2016.
Segundo o secretário Fernando Monti, há dois fatores a serem considerados com essa informação. O primeiro é que Bauru continua a ter transmissão da doença, e o segundo é que o número, dentro de um período de transmissão, ainda é considerado baixo diante dos números verificados em outros municípios, o que não dispensa, absolutamente, os cuidados necessários para combater o mosquito, que é também transmissor do zika vírus e da febre chikungunya, embora no município, até o momento, não haja registro dos novos vírus.
Em 2015 foram registrados em Bauru, 8.522 casos de dengue, sendo 8.460 casos autóctones e 62 casos importados, com 6 óbitos.
O município reitera a importância da população no combate ao mosquito Aedes aegypti. O verão, devido ao clima quente e úmido, já é propício à proliferação do Aedes. E neste, em especial, devido ao excesso de chuvas, pode facilitar o acúmulo de água parada, ambiente ideal para a procriação do Aedes.
Assim, é necessário que a população redobre a atenção e colabore de forma ainda mais efetiva para o combate ao mosquito.
Esse período também coincide com a época de férias, quando muitos imóveis permanecem fechados por vários dias, devido à ausência dos responsáveis que saem em viagem.
Pois além do trabalho realizado diariamente pelas equipes de agentes de endemias junto aos imóveis e seus responsáveis, é imprescindível que todos atentem para as condições de seus imóveis habitados ou não e terrenos baldios, o que pode influenciar de forma incisiva no controle do transmissor e avanço das doenças.
A proliferação do mosquito Aedes aegypti só é possível desde que haja condições da sobrevivência das suas larvas, entre elas a água parada.
De acordo com a Divisão de Vigilância Ambiental do município, todos os moradores, proprietários de imóveis com edificações habitadas e desocupadas ou de imóveis sem construções devem providenciar não só a capinação dos mesmos quando necessário, mas também a retirada de todo o lixo ou entulhos, já que as larvas do mosquito transmissor da dengue, zika vírus e da febre chikungunya se proliferam em qualquer tipo de recipiente onde possa armazenar o mínimo de água possível, desde tampinhas de garrafas até garrafas pets, latas, baldes, etc. A Divisão informa também que é proibido atear fogo em matagais ou entulhos.
SINTOMAS
- Dengue: Entre outros, alguns dos sintomas da dengue são o início súbito de febre alta, dor de cabeça, dores fortes nos olhos, na musculatura, nas juntas, podendo surgir manchas avermelhadas na pele. Ao aparecer os sintomas, a pessoa deverá procurar imediatamente a Unidade Básica de Saúde mais próxima ou o médico de sua confiança e evitar a automedicação. Entretanto, a coleta de exame para diagnóstico da dengue deve ocorrer no 6º dia após o início dos sintomas já comunicado ao profissional médico, pois se o exame for realizado em data anterior, corre-se o risco de se obter um resultado com falso negativo.
Havendo confirmação de casos na família, os demais moradores da residência que apresentarem qualquer sintoma característico acima citado, também deverá procurar atendimento médico imediatamente para os devidos exames e tratamento.
Outra forma de prevenção é procurar informações, antes de sair em viagem, sobre a situação da doença da região de destino, para evitar que a mesma seja contraída.
- Febre chikungunya: Seus sintomas são semelhantes aos da dengue: febre, mal-estar, dores pelo corpo, dor de cabeça, apatia e cansaço. Porém, a grande diferença da febre chikungunya está no seu acometimento das articulações: o vírus avança nas juntas dos pacientes e causa inflamações com fortes dores acompanhadas de inchaço, vermelhidão e calor local.
- Zika vírus: Febre, entre 37,8°C e 38,5°C; dor nas articulações, principalmente das mãos e pés; dor nos músculos do corpo; dor de cabeça, que se localiza principalmente atrás dos olhos; conjuntivite, que é uma inflamação do olho e que provoca cor avermelhada dos olhos, sensação de picada que leva a lacrimejar, inchaço das pálpebras e secreção amarela; hipersensibilidade nos olhos, e maior sensibilidade à luz do dia; manchas vermelhas na pele, que iniciam na face e que se podem espalhar pelo corpo e, que podem ser confundidas com sarampo; cansaço físico e mental.
O vírus pode passar de mãe para filho durante a gravidez provocando uma grave doença chamada microcefalia. Apresentando os sintomas, a mulher grávida ou amamentando devem falar com o médico e seguir todas as suas orientações.
CUIDADOS
• Evitar vasos de plantas com pratos de plásticos
• Manter ralos internos e externos tampados, bem como vasos sanitários
• Manter as piscinas limpas, tampadas ou desmontadas, quando possível.
• Descartar todo material inservível com potencial para criadouro de larvas do mosquito Aedes aegypti (garrafas, latas, embalagens vazias, pneus e outros)
• Manter a limpeza das calhas antes de sair de casa por vários dias
• Manter alguém responsável pela troca e limpeza dos recipientes de água dos animais, etc.