| Aceituno Jr. |
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Desde segunda-feira, os motoristas que abastecem na cidade têm sentido no bolso mais um reajuste de preços nos combustíveis. Ontem, o litro do etanol era comercializado a até R$ 2,69 e o da gasolina a R$ 3,59 na maioria dos estabelecimentos. Cerca de R$ 0,20 mais caro que a média de valores na última semana.
O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Sicnopetro) diz que dois fatores contribuíram para a elevação: a entressafra, no caso do etanol, e a majoração de uma alíquota aplicada pelo governo federal no indicador chamado de Preço Médio Ponderado a Consumidor Final (PMPF) de combustíveis.
“Estamos vivendo uma onda de aumento. De 15 em 15 dias, o governo reajusta o PMPF e as distribuidoras repassam aos postos”, afirma Edivaldo Tusch, diretor do Sincopetro.
Pesquisa de preços realizada pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) aponta que a variação de preços de venda do etanol na cidade, entre 17 e 23 de janeiro, era de R$ 2,39 e R$ 2,69, em 26 postos. Já a variação da gasolina ficava entre R$ 3,38 e 3,59 no mesmo período. O preço de custo dos dois produtos nas distribuidoras variava entre R$ 2,14 e R$ 2,34 e R$ 2,99 e 3,17, respectivamente.
O sindicato critica o aumento seguido de preços e diz que já procurou até a Secretaria da Fazenda para cobrar explicações. “Procuramos o Ministério Público também. Se continuar assim, já já o combustível chegará a R$ 6,00”, reclama Tuschi.
Mais aumento?
Mesmo com a mojaração, o preço do combustível em Bauru continua sendo um dos menores praticados na região, conforme a tabela da ANP. Tanto Tuschi quanto o gerente de um posto de combustíveis na Nações Unidas alertam que mais elevações podem ocorrer, já que março é a data base para reajuste de salário dos frentistas.
“É aumento em cima de aumento, a gasolina e o etanol reajustaram 5% dessa vez, e o diesel 2,5%. E isso sem contarmos o dissídio”, afirma Edmar Gonçalves, 26 anos, gerente de posto.
O novo aumento pegou de surpresa alguns motoristas. Sônia Cabestré, 47 anos, conta que pensava em encher o tanque de seu carro ao sair de casa, mas optou por colocar somente o necessário ao ver a gasolina a R$ 3,59. “Tem semana que sobe e têm dias que o preço cai. Não dá para entender”, reclama.
O vendedor Adalberto Santos, 44 anos, que abastecia com etanol, saiu do posto sem encher o tanque. “. Como a empresa paga por mês, o reajuste não estava previsto. Não dá para completar o tanque”, afirma.
Quando etanol vale a pena
Para saber se a gasolina ainda compensa, basta fazer uma conta simples e rápida.
O consumidor deve dividir o preço do litro do álcool pelo valor da gasolina. Se o resultado for maior que 0,7, deve optar pelo segundo combustível. Se for inferior, é melhor ficar com o álcool.
Seguidos
O JC tem acompanhado a sequência de aumento de preços desde setembro do ano passado, quando o etanol chegava a R$ 1,89. Menos de dois meses depois, o combustível aumentou para R$ 2,49, uma diferença de até R$ 0,60. Já a gasolina, após reajuste anunciado pela Petrobras de 6%, passou de R$ 3,19 a R$ 3,39 no início de outubro. O aumento acometeu o óleo diesel, que subiu 4%. Na ocasião, o governo alegou que a elevação teve como estratégia a recuperação da situação financeira da companhia. Em novembro, houve novo aumento nas bombas e o etanol chegou a R$ 2,49. No mesmo período, a gasolina era comercializada a até R$ 3,49. Lideranças do setor também justificaram reajuste do PMPF.
