Ler Eclesiástes, cap.3, do versículo I ao VIII, e Salomão, seus provérbios, e Jó, sua paciência. Me apraz aqui transcrever o que escreveram as personalidades citadas. Vejam suas orientações. Em todos nós, empresários, políticos e governantes, acredito que se acertaria muita coisa se a seguíssimos.
Comecemos por Marco Túlio Cicero, político e orador latino que viveu há 55 AC: “O orçamento nacional deve ser equilibrado; As dívidas públicas devem ser reduzidas. À arrogância dos autores deve ser moderada e controlada; os pagamentos a governos estrangeiros devem ser reduzidos, se as nações não quiserem ir à falência”.
“As pessoas novamente devem aprender a trabalhar, ao invés de viver por conta pública”: Abraham Lincoln, presidente norte-americano, que viveu entre 1803 a 1865, que ainda diz: “Não criarás a prosperidade se desestimulares a poupança; não fortalecerás os fracos se enfraqueceres os fortes; não estimularás a fraternidade humana se aumentares o ódio de classes; não poderás criar estabilidade permanente baseada em dinheiro emprestado; não evitarás as dificuldades e gastares mais do que ganhas; não fortalecerás a dignidade humana e o ânimo se subtraíres ao homem, a iniciativa e a liberdade; não poderás ajudar aos homens permanentemente se fizeres por eles aquilo que eles possam e devem fazer por si próprios”.
E este próximo é digno de respeito também: Bertold Brecht, poeta e dramaturgo alemão, que nasceu em 1898. “Há homens que lutam um dia e são bons, há outros que lutam muitos dias e são melhores, há os que lutam um ano e são excelentes, mas há os que lutam toda a vida, e estes são os imprescindíveis”.
Falando de noções de finanças, passo alguns trechos de Fallon, financista dos séculos XVIII e XIX, que fala sobre orçamento e despesas públicas. O que disse sobre impostos: “Deve subministrar recursos para a o tesouro, não deve, porém, vexar ou humilhar o contribuinte. Deve gravar todos os eleitores, isso é um corolário de sufrágio universal. Regras morais ou de justiça podem só ser exigidas pela autoridade legítima, tendo em vista o bem comum. Deve ser quanto mais possível equitativo, com efeito à justiça, exige que o imposto seja proporcional as faculdades contribuintes de cada cidadão”.
Com relação a taxas, outro financista achou que ela só deveria ser aplicada quando se necessitasse do serviço público, não necessitando, não ficaria obrigado a pagá-la. Mas os governos alegam crescimento populacional, problema social e, então, criam mais tributos, sufocando a população e a classe produtora.
Teve e deve ter alguém com qualidade e capacidade para inverter essa situação, que no modo geral é chamada de crise. O Brasil ainda é o melhor país para se viver e não deve ser abandonado ao leo. Aqui tudo que se planta, dá. Sua natureza é pródiga.