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220 mil militares vão atuar em campanha contra o Aedes


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Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Chefe das Forças Armadas, Ademir Sobrinho, e ministro da Defesa, Aldo Rebelo, durante o anúncio

Preocupado com o avanço da dengue e do zika vírus, o governo vai ampliar a quantidade de militares das Forças Armadas para atuar no combate ao mosquito Aedes aegypti. A ideia é que 220 mil homens atuem nessa frente, o que corresponde a cerca de 60% de todo efetivo do Exército, Marinha e Aeronáutica.

Segundo o ministro da Defesa, Aldo Rebelo, 50 mil homens atuarão diretamente visitando residências para eliminar focos de proliferação do mosquito e orientar moradores. Essa ação ocorrerá entre os dias 15 e 18 do próximo mês e será articulada em conjunto com o Ministério da Saúde e com os governos estaduais e municipais. Atualmente, o número de militares que estão nas ruas é 2 mil.

A tropa completa, de 220 mil homens, vai ser mobilizada para atuar numa campanha de caráter educativo, com a entrega de panfletos com orientações à população. A mobilização está prevista para ocorrer no dia 13 de fevereiro e a ideia é visitar 3 milhões de casas em 356 municípios - 115 deles considerados endêmicos.

O Ministério da Defesa também vai disponibilizar homens e mulheres para participar da campanha que o Ministério da Educação vai realizar em escolas, para a conscientização de crianças e adolescentes. Paralelamente a isso, os militares também vão fazer uma varredura em quartéis para eliminar eventuais focos do mosquito.

Questionado por que somente agora as Forças Armadas vão começar a atuar efetivamente no combate ao Aedes aegypti, Aldo evitou criticar o trabalho que vem sendo desenvolvido pelo ministro da Saúde, Marcelo Castro, e afirmou que já há militares ajudando no combate da epidemia em cidades onde a situação está mais crítica.

Interior de SP investiga associação de Guillain-Barré e zika vírus

Uma possível associação de dois casos de síndrome de Guillain-Barré com o zika vírus é investigada pelas secretarias da Saúde de Penápolis e de Birigui, no Interior de São Paulo. Em um dos casos, o paciente de 23 anos está internado na Santa Casa de Araçatuba com dengue e acometido pela síndrome. De acordo com o hospital, o paciente foi encaminhado pela Santa Casa de Penápolis já com a confirmação da dengue e diagnóstico de Guillain-Barré.

O segundo caso foi encaminhado pela prefeitura de Birigui e a paciente está internada em estado grave em um hospital particular de Araçatuba. Antes de ser encaminhada, ela fez tratamento para dengue e teve o estado de saúde agravado. Exames diagnosticaram a síndrome. As secretarias dos dois municípios, que são próximos, vão trocar informações sobre os casos.

A síndrome é uma doença neurológica grave caracterizada pela inflamação dos nervos e fraqueza muscular que, em alguns casos, pode levar à morte. Geralmente, o mal é diagnosticado após algumas semanas de uma infecção viral como dengue ou zika vírus.

Vacina só poderá ser usada em 3 anos

Brasil e Estados Unidos fecharam um acordo para acelerar a produção de uma vacina conjunta contra o zika vírus. Mas, no cenário mais otimista, o produto estará no mercado somente em três anos. Nessa quarta-feira (27), em Genebra, na Suíça, o chefe da delegação brasileira nas reuniões da Organização Mundial da Saúde (OMS), Jarbas Barbosa, reuniu-se com representantes do governo americano.

O acordo foi de que haveria um compromisso de ambos os lados para “acelerar” os trabalhos por uma vacina entre as instituições de pesquisa dos dois países. Mas, segundo Barbosa, uma vacina apenas poderia começar de fato a ser usada em três anos. Um primeiro grupo de especialistas brasileiros vai à Universidade do Texas na semana que vem.

Repelentes e microcefalia

O governo começou a negociar ontem a compra de repelentes para fornecer a cerca de 400 mil grávidas que estão inscritas no programa Bolsa Família para que elas possam se proteger do mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão do zika vírus.

Em uma reunião no Palácio do Planalto com cerca de 30 empresas que fabricam o produto, os ministros Jaques Wagner (Casa Civil) e Marcelo Castro (Saúde) afirmaram que o governo já tem os recursos necessários para adquirir os repelentes e reforçaram o caráter de urgência da medida. As empresas, por sua vez, ficaram de dar uma resposta até sexta-feira sobre a quantidade que cada uma pode fornecer imediatamente.

O número de casos de microcefalia chegou a 4.180, segundo o novo boletim do Ministério da Saúde, divulgado nessa quarta (27). Ao todo, foram registrados 68 óbitos após o nascimento ou durante a gestação. O ministério informou que casos já foram registrados em 24 unidades federativas e atingiram 830 municípios no País entre 22 de outubro de 2015 e 23 de janeiro deste ano.

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