| Fotos: Aceituno Jr. |
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| A “Invocada”, bateria da Imperatriz, tem ritmistas de bloco: parceria importante; acima, parte das fantasias que “brilham” |
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A cultura maia vai muito além da criação do calendário, cuja contagem encerrada em 2012 deu margem a previsões apocalípticas. Essa civilização reuniu conhecimentos, criou uma organização social e deixou monumentos arquitetônicos incríveis até mesmo para os dias de hoje.
Esse legado, incluindo seu amor pelo meio ambiente e sua espiritualidade inspiraram a Imperatriz da Grande Bauru a levar para o Sambódromo no dia 6 de fevereiro o enredo “As 7 profecias Maias”.
“O povo maia é milenar e ainda tem muito para nos ensinar sobre ecologia e cultura. As previsões foram mal interpretadas. Acredito que falavam sobre reações da natureza que vemos hoje. É um alerta para não destruirmos o planeta e vamos trazer isso para o desfile”, antecipa José Carlos Zotino, presidente da agremiação. “O mundo não acabou, então, vamos pro Carnaval!”.
Retomada
A Imperatriz da Grande Bauru, “nascida e criada” no Jardim Bela Vista há 35 anos, começou com o pé direito e, logo no primeiro desfile foi vice-campeã. O título veio no ano seguinte, em 1982. Por bastante tempo a escola ficou fora da avenida. Porém, há quatro anos retornou.
“Trabalhamos com muita dificuldade para colocar nosso Carnaval na rua e contamos com os amigos para terminar as alegorias”, conta Zotino.
Por amor ao Carnaval, ele garante que vale a pena seguir em frente. “Nosso bairro envelheceu, muita gente se mudou... Estamos buscando gente nos bairros vizinhos e convidando quem quer participar. É um processo que leva tempo até o pessoal pegar amor pela escola e se firmar”.
Parceria
A “Invocada”, bateria da Imperatriz, conta com o reforço de ritmistas do bloco Pérola Negra, estreante nesse Carnaval. O músico Adílio Nascimento, “sangue novo” no samba, é um dos fundadores do bloco e recebeu a missão de ser mestre de bateria da escola, além de ter composto o samba-enredo.
“Um está dando força para o outro e estamos crescendo juntos. Alguns membros da bateria começaram do zero e com um mês de ensaio dá para perceber a evolução. É gratificante”, comemora. “Apesar das dificuldades, a escola promete desfile empolgante”.
Ele chega animado e com a proposta de aliar cada vez mais mensagem e melodia, tanto no bloco quanto na Imperatriz. “A ideia é colocar uma batida cadenciada que ajude a manter o ritmo durante todo o desfile e valorize o samba-enredo”, sugere o percussionista, que também integra o grupo Balaio de Sinhá.
Samba-enredo
Autor: Adílio Nascimento
Canta forte, deixa fluir a emoção A nova era de uma civilização Canta forte, o samba é minha raiz Sou Bela Vista, sou Imperatriz!
Civilização, História de encanto e magia Mistérios, lutas, profecias, E seus feitos colossais. Ciências, calendário que surgiu, A crença tanto contribuiu, Para o sucesso de um bom plantio.
Faz balançar bateria É carnaval tem folia Ritmo que contagia Faz coração pulsar Matemática, astrologia Da física à ecologia. Da guerra à paz e harmonia.
A força do povo Maia A arte, e a beleza, Cultura de um povo milenar Seus deuses, cultos, os faziam, No amanhã sempre acreditar, Templo, do grande jaguar Sonho, de um dia chegar, Com sua arquitetura Pirâmides, nuvens alcançar Enfim o sonho se realizar.
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