Regional

Polícia esclarece morte de criança em Rolândia

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Fotos: Facebook/Reprodução
Edson Bercamasque e Thais Cavalcante estão presos preventivamente por ocultarem corpo da filha Maria Clara, de 4 anos

Um casal de Cabrália Paulista (45 quilômetros de Bauru) acusado de ocultar o corpo da filha de quatro anos após a morte dela em Rolândia, no Paraná, está preso preventivamente. Eles dizem que a menina morreu após ser medicada contra dores abdominais. A Polícia Civil aguarda o laudo do Instituto Médico Legal (IML) para esclarecer se ela foi vítima de algum crime.

O corpo de Maria Clara Moisés Cavalcante foi encontrado em adiantado estado de decomposição, no dia 4 de janeiro, em terreno baldio em Rolândia. Como não havia registro de crianças desaparecidas na região, a Polícia Civil passou a suspeitar do envolvimento de pessoas próximas à menina na morte dela.

O delegado de Cabrália Paulista, Adib Jorge Filho, conta que, três dias antes, Thais Dayane Moisés Cavalcante, 22 anos, e Edson Aparecido Bercamasque, 30 anos, haviam retornado para Cabrália, após trabalho na cidade paranaense, com apenas dois dos três filhos, uma menina de 7 anos e um menino de 3 anos.

Familiares do casal passaram a perguntar sobre Maria Clara, mas os pais desconversavam e diziam que ela estava na casa do patrão de Edson. Quando a localização do corpo foi divulgada pela imprensa paranaense, a avó materna da menina, que tem filhos morando em Rolândia, passou a suspeitar que o corpo era da neta.

Segundo o delegado, a avó saiu de Bauru e foi até Cabrália para falar com a filha, mas não foi recebida, o que reforçou suas suspeitas. No dia 21, ela procurou a delegacia. Em contato com o Conselho Tutelar de Rolândia, os policiais descobriram que o casal estava morando a quatro quadras de onde o corpo foi encontrado.

Confissão

No dia seguinte, Thais foi detida e, de acordo com Jorge Filho, contou que a filha havia morrido na madrugada do dia 1. Na noite anterior, por volta das 23h30, ela alega que medicou a criança com remédio para dor abdominal. A mulher disse que ficou desesperada ao ver Maria Clara morta e saiu de casa com os outros dois filhos.

Quando retornou, não encontrou a menina e o marido. “Logo depois, ela conta que ele retornou e disse que tinha dado um jeito na situação”, relata o delegado. “Por que eles não acionaram o serviço de saúde pública ou a própria polícia? Por que eles ocultaram o corpo? Isso ficou sem resposta”.

No mesmo dia, ela teve a prisão preventiva decretada pela Justiça do Paraná. À noite, Edson se apresentou à polícia em Bauru, mas foi ouvido e liberado. Na segunda-feira (25), saiu a prisão preventiva dele. Na última terça-feira (26), o casal foi levado para Rolândia, onde o caso segue sob investigação.

 

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