Regional

Jaú confirma primeiro caso de chikungunya

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

A Secretaria de Saúde de Jaú (47 quilômetros de Bauru) confirmou o primeiro caso de febre chikungunya registrado na cidade. Trata-se de paciente do Sergipe que já chegou ao município com sintomas da doença. Ele faz acompanhamento no Hospital Amaral Carvalho, onde ficou internado até essa quinta-feira (28) em observação.

O secretário da pasta, Paulo Mattar, conta que o homem (a identidade não foi divulgada) precisa ser acompanhado por uma equipe do Amaral Carvalho a cada seis meses em razão de um transplante de medula óssea feito há alguns anos.  

Segundo Mattar, ele havia sido orientado por equipes de saúde da cidade onde mora a não viajar, já que a mulher e a filha estavam com sintomas característicos de febre chikungunya. “Mas ele acabou vindo para cá de avião”, revela.

O secretário diz que o paciente passou pelos aeroportos de Brasília, Campinas e Bauru, de onde seguiu para Jaú. Na cidade, começou a apresentar febre e mal-estar. “Pelo relato do antecedente da mulher e da filha, houve a suspeita”, diz.

O homem foi internado no Hospital Amaral Carvalho no último dia 19. Dois dias depois, de acordo com Mattar, colheu material para a realização de exames. Na sexta-feira (22), o resultado confirmou o diagnóstico de chikungunya.

“Foi quando o Hospital Amaral Carvalho informou a nossa Vigilância Epidemiológica”, explica. “Eles já tinham isolado o paciente”. Após ficar mais de uma semana internado em observação, nessa quinta (28) à tarde, o homem teve alta.

Ações

De acordo com o secretário de Saúde, ainda na sexta-feira da semana passada, agentes de controle de endemias iniciaram o bloqueio de controle de criadouros e bloqueio por nebulização na área ao redor do hospital.

Ele garante que não existem outros casos suspeitos da doença na cidade, mas admite que, apesar de ser um caso importado, a confirmação de um paciente com chikungunya em Jaú deixa as autoridades de saúde em alerta.

“Gera muita preocupação. É exatamente assim que o vírus se espalha. Quando alguém já contaminado, naquele período em que o vírus está circulante no seu organismo, acaba sendo picado pelo vetor e o vetor transmite para outras pessoas”, diz.

O secretário reforça que o combate à chikungunya, à dengue e à zika, doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, passa pela eliminação dos criadouros do mosquito. Segundo ele, nos próximos meses, devem surgir novos casos dessas doenças.

“Nós estamos no final das férias, após período de muita chuva, agora vem esse calor e sol forte, temos pessoas ainda em viagem e, agora, temos o carnaval pela frente, quando muita gente vai para o Nordeste”, declara.

 

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