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Que zika, hein!

Thiago Brandão
| Tempo de leitura: 2 min

O zika vírus chegou! Não que ele já não estivesse entre nós há muito tempo, mas agora, oficialmente, Bauru larga na frente no Estado de São Paulo e confirma o primeiro caso autóctone da doença em uma mulher grávida. A notícia, que tomou com o alarde que merece as redes sociais e o noticiário local na tarde desta terça deve sim ser motivo de apreensão para todos os bauruenses, já que a doença manifesta-se com sintomas mais brandos do que a dengue, mas no caso das grávidas, pode deixar como sequela nos bebês a ocorrência da microcefalia.


O vetor do zika vírus, dengue e febre chikungunya é o mosquito Aedes aegypti. Nunca é demais lembrar todas as orientações para evitar a sua proliferação, como evitar água limpa parada, lixos acumulados nos quintais que possam armazenar água, uso de repelentes, tampar caixas d’água, entre outras medidas. Penso e acredito que cada cidadão bauruense esteja fazendo a sua parte dentro de casa. O problema está no descaso e abandono dos proprietários de terrenos baldios na cidade.


Será que esta pessoa que possui um pedaço de terra inabitado, sem construção e sem manutenção para conter o crescimento do mato e o descarte de lixo, consegue deitar a cabeça tranquilamente no travesseiro, todas as noites, e dormir sem importar com os riscos que o seu bem abandonado pode levar à vizinhança? Não podemos depender exclusivamente do poder público para cuidar destes terrenos abandonados, que na sua maioria tem dono.

       

É necessário que a lição de casa de evitar a procriação do Aedes aegypti vá além dos muros para quem possui um terreno baldio. E mais, a Prefeitura Municipal de Bauru deve efetivamente multar essas pessoas para que sintam no bolso, o peso da responsabilidade de uma pessoa que possa estar com uma dessas três doenças por causa da má conservação de um terreno alheio.


Basta de sujeira, abandono e mato alto, a larva do mosquito é resistente e o pequeno inseto que deriva de sua formação é grande o bastante para derrubar qualquer pessoa. Vamos combater este mal, vamos ser vigilantes no nosso quarteirão, rua e bairro e denunciar estes terrenos abandonados para a prefeitura e nas redes sociais.


O autor é jornalista e assessor de imprensa

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