Bairros

Bosque da Comunidade "oculta" precariedade em seus brinquedos

Marcus Liborio
| Tempo de leitura: 2 min

Douglas Reis
A ponte de madeira, um dos brinquedos do Bosque da Comunidade, apresenta alguns remendos

Um ambiente de lazer para as crianças brincarem e se divertirem em segurança. Esse deveria ser o cenário no playground do Bosque da Comunidade, na Vila Universitária, em Bauru. Porém, a situação não é bem assim. A arborização do local “oculta” precariedades em parte dos brinquedos: o escorregador  está danificado, a ponte de madeira contém alguns remendos e o que sobrou da estrutura da gangorra (pedaço de ferro apoiado em blocos de concreto) foi deixado no meio do parquinho.

O reflexo do descuido com os equipamentos acaba inspirando falta de segurança para os pais levarem seus filhos. E, quando levam, não conseguem aproveitar a ocasião para relaxar, porque são obrigados a monitorar todos os movimentos da criança.

É o caso da educadora física Mariana Fioretto, 31 anos, que, mesmo à distância, não desgrudava os olhos da filha Sofia, de 2 anos. “Tem que ficar monitorando, pois ela não tem noção do perigo e pode se machucar”, observa.

A pequena, inclusive, foi privada de brincar no escorregador. “Está faltando um pedaço e ela pode enroscar o pé”. Para atravessar a ponte de madeira, Sofia contou com ajuda da mãe, que segurou sua mão durante o trajeto. “Tem umas partes remendadas”, critica Mariana.

Um mês

A situação de precariedade em parte dos brinquedos no playground do bosque se estende por cerca de um mês, conforme aponta Caroline de Oliveira Barbosa, 30 anos. Ao menos uma vez por semana, ela leva os sobrinhos no parquinho.

Na companhia da tia, Felipe, 10 anos, Ana Laura, 9, e Alice, 4, brincavam no balanço, nessa sexta-feira (29) de manhã. Caroline revela que também não deixa os pequenos descerem no escorregador, pois teme que eles se machuquem. “É difícil cuidar, pois são três para olhar”, brinca.

Ela aponta ainda para estrutura de ferro que sustentava a gangorra. “Eles tiraram a gangorra, mas deixaram o ferro e os pedaços de concreto no meio do parque. A criançada corre o tempo todo e pode se acidentar”, frisa.

Enquanto a reportagem estava no local, no mesmo dia, dezenas de crianças de uma creche chegaram para brincar, mas nem todas tinham respaldo de um adulto, pois havia apenas dois monitores para acompanhá-las nas atividades.

Outro lado

Em nota, a assessoria de imprensa da prefeitura explicou que a Secretaria Municipal do Meio Ambiente irá vistoriar o playground do Bosque “José Guedes de Azevedo”, conhecido como Bosque da Comunidade, para verificar as condições do mesmo.

O novo playground foi instalado no local em dezembro de 2015. Para sua instalação foi necessária a desativação de um brinquedo cuja base será retirada na próxima segunda-feira (1).

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