| João Rosan |
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| Jaques Novak e Benedito Conrado Novak foram nesse sábado (30) ao ecoponto Antonio Eufrásio de Toledo (viaduto da Duque): ação |
Após confirmação do primeiro caso autóctone de zica vírus em Bauru, muitos moradores fizeram sua parte na campanha contra o Aedes aegypti e aproveitaram a reabertura dos ecopontos aos sábados para descartar materiais que podem servir de criadouros para o mosquito que, além da doença, também transmite a dengue e a febre chikungunya.
No ecoponto Antonio Eufrásio de Toledo, que fica na quadra 2 da rua Sorocabana, a reportagem encontrou colchão, sofás velhos, quadros e muitos pedaços de madeira. Parte do material foi levada pelos comerciantes Jaques Novak e Benedita Conrado Novak, que moram no Jardim América.
Eles revelam que sempre recorrem ao ecoponto quando a quantidade de madeira acumulada no comércio do casal, que restaura móveis antigos, começa a aumentar. “A gente faz a nossa parte. Quanto mais limpo o quintal, menos risco de doença”, diz Benedita. “Mas não é todo mundo que tem condições de pegar o lixo de casa e trazer pra cá. Por isso é que tem muito lixo nas ruas de Bauru”.
Apesar de aprovar a iniciativa, o casal sugere algumas mudanças na forma como hoje é feito o depósito no espaço. “Aqui deveria ter um tipo de caçamba para cada tipo de material”, opina a comerciante. “É assim que funciona na França”, complementa o marido dela, que é francês.
A mulher também propõe a criação de um sistema de reciclagem dentro de cada ecoponto, para que o material seja descartado, separado e reciclado num curto espaço de tempo. “Ou a doença não vai embora”, afirma.
Serviço
Os sete ecopontos de Bauru, localizados na região central, Mary Dota, Redentor, Pousada I, Núcleo Edson Francisco da Silva, Parque Viaduto e Parque Bauru, funcionam de segunda-feira à sábado, das 8h às 12h e das 13h às 17h. Além de entulho, o local recebe pneus, móveis, eletroeletrônicos, lâmpadas, pilhas e baterias, tudo em pequenas quantidades.
