| Divulgação |
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| Reeducandos trabalharam em conjunto com funcionários para eliminar focos do mosquito Aedes |
Mesmo sem registro de casos de dengue, zika vírus e chikungunya, o Centro de Progressão Penitenciária (CPP) 3, antigo IPA de Bauru, decidiu entrar na luta contra o Aedes aegypti. No dia 22 de janeiro, a unidade realizou um mutirão para eliminar criadouros do mosquito, além de prestar orientações que deverão ser replicadas a adotadas como conduta pelos cerca de 1.150 reeducandos que cumprem pena no presídio.
Segundo o diretor Alex dos Santos Souza, a vigilância em relação à presença de larvas do Aedes será permanente ao longo do ano, com o objetivo de manter em zero o número de casos de dengue registrados na unidade até o final de 2016, assim como ocorreu em anos anteriores.
No dia 22, a força-tarefa contou com a participação de 70 detentos, além de servidores, que participaram de uma palestra ministrada por um profissional da área de saúde da própria penitenciária. No evento, foram transmitidas informações sobre como eliminar os focos de proliferação do Aedes, com ênfase na recolha de todo objeto capaz de reter água, como latas, embalagens, copos plásticos, tampinhas de refrigerantes, pneus velhos, vasos de plantas, jarros de flores, garrafas, caixas d’água, tambores, latões, cisternas, sacos plásticos e lixeiras, entre outros.
Também foram prestadas orientações sobre sintomas e tratamento da dengue, zika vírus e chikungunya, doenças provocadas pela picada do mosquito contaminado. “Depois da teoria, veio a prática, e funcionários e reeducandos saíram a campo, percorrendo jardins, pomares, hortas e as dependências internas do CPP 3 em busca de criadouros”, detalha o diretor, salientando que os 70 detentos que integraram a ação já trabalham na manutenção e limpeza do presídio.
Multiplicadores
A campanha também contou com a distribuição de panfletos informativos e cartazes, sendo parte deles confeccionada pelos próprios reeducandos. Além de instruir os detentos e funcionários, a iniciativa teve o objetivo, segundo Souza, de formar agentes multiplicadores, que poderão replicar o conhecimento adquirido.
“A intenção foi qualifica-los para transmitir estas informações aos demais funcionários e detentos, que, por sua vez, orientarão seus familiares e colegas de trabalho fora da unidade. A meta é conscientizar o maior número de pessoas possível para, quem sabe, Bauru não se tornar, por mais um ano, refém da dengue e, agora, de outras doenças”, frisa.
Para dar continuidade ao trabalho ao longo do ano, o CPP 3 elegeu um agente penitenciário como “guardião de combate” ao mosquito, que será responsável por conduzir equipes de reeducandos nos trabalhos de fiscalização e identificação de focos do Aedes. Outra iniciativa que a diretoria do presídio estuda colocar em prática é confeccionar e espalhar armadilhas caseiras contra o vetor, as chamadas mosquitéricas, feitas com garrafa pet e microtule.
