| Éder Azevedo/JC Imagens |
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| Presidente da Legião Mirim, Murilo Martha Aiello foi à Câmara |
Na primeira sessão ordinária do ano, o principal assunto na Câmara Municipal foi a possibilidade do fim de repasse de R$ 42 mil mensais (totalizando R$ 505 mil ao ano) do poder público para a Legião Mirim, que atende atualmente 740 jovens da cidade, com o intuito de formá-los para o mercado de trabalho, no contraturno escolar. A suspensão do pagamento começaria já em março e o temor do fim da Legião Mirim mobiliza as lideranças da cidade.
O assunto foi levado à tribuna da Casa pelo vereador Arildo Lima Jr. (PSDB), líder da oposição. Um apontamento negativo do Tribunal de Contas do Estado (TCE), a respeito do exercício de 2009 da entidade, poderia provocar a suspensão do repasse mensal, o que consequentemente poderia levar ao encerramento das atividades da Legião Mirim. O tucano, durante o uso da tribuna, foi incisivo com o prefeito Rodrigo Agostinho (PDMB), chegando a dizer que o município não estaria empenhado em reverter a situação, economizando assim pouco mais de R$ 500 mil por ano.
O líder do governo, Markinho da Diversidade (PMDB), rebateu a afirmação de Lima Jr. e frisou que a prefeitura pretende solucionar o caso. No final da sessão, os trabalhos foram interrompidos por mais de uma hora, quando dirigentes da entidade se reuniram com os parlamentares, na sala da presidência.
O presidente da Legião Mirim, Murilo Martha Aiello, saiu satisfeito com a conversa junto aos vereadores. “O problema não foi do TCE com a entidade, mas sim com o município. Estamos confiantes com a possibilidade de reverter isso, porque o apontamento foi sobre o contrato que vigorou de 2006 a 2012, e o atual começou em 2012. O problema não envolve a parte financeira, mas sim à forma como a prestação de contas deve ocorrer. Desde 2011 já nos adequamos a este modelo que o TCE exige”, frisa Aiello. Nesta terça-feira (2) pela manhã, os dirigentes da Legião Mirim e vereadores vão se reunir com o procurador do município, Ricardo Chamma, no Palácio das Cerejeiras, para chegar a uma solução definitiva.
Na tribuna
Na volta aos trabalhos da Câmara, saúde e saneamento foram os assuntos mais discutidos pelos vereadores. O DAE foi alvo de críticas por parte de Carlão do Gás (PR). “Se chove, falta água, se não chove, também falta. Prefeito, não dá para defender o DAE mais”, bradou na tribuna.
A demora em solucionar os problemas com vazamentos e o número cada vez maior de buracos foram criticados por Roberval Sakai (PP), que mostrou ainda um vídeo com terrenos sujos e criticou a falta de limpeza por parte da prefeitura em áreas públicas e a cobrança do mesmo serviço nos terrenos particulares.
Já Artemio Caetano Filho (PMDB) e Raul Gonçalves Paula (PV) lembraram o alagamento do ponto de captação do DAE, em janeiro. O parlamentar verde, inclusive, considera que Bauru deve aproveitar o acidente geográfico que aumentou a lagoa de captação para ter quantidade extra de água reservada no Batalha. Roque Ferreira (PSOL) lembrou que o problema do abastecimento de água está relacionado, principalmente, à falta de planejamento na expansão urbana, e não apenas restrito ao trabalho da autarquia.
O avanço da dengue e a confirmação do primeiro caso de zika vírus na cidade também foram lembrados. Telma Gobbi (PMDB) disse que nesta semana receberá representantes da empresa que faz o trabalho com mosquitos geneticamente modificados, cujos resultados estão satisfatórios em Piracicaba. Fabiano Mariano (PDT) foi na mesma linha e, além do mosquito transgênico, defendeu o uso da planta crotalaria como método de combate ao Aedes.
Natalino da Pousada (PV) questionou a forma como a prefeitura combate o mosquito e também a eficácia do uso da nebulização, por ser danosa a outras espécies animais. Paulo Eduardo de Souza (PSB) apresentou lista de questionamentos, endereçada à Secretaria de Saúde, cobrando ações rápidas de combate ao transmissor da dengue, zika vírus e febre chikungunya.
