| Fotos: João Rosan |
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| Encontro reuniu gerentes das 40 agências do BB, de Bauru e região, e também produtores rurais |
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| Rios informa que os recursos estão disponíveis desde o dia 1 |
Os produtores rurais de Bauru e região não precisarão esperar até julho, quando começa a safra 2016/17, para adquirir empréstimo no Banco do Brasil (BB). Isso porque a instituição, responsável por 65% dos créditos rurais do País, antecipou o custeio de gastos com insumos (semente, adubo, fertilizante), o que vai movimentar a economia no setor do agronegócio em R$ 300 milhões.
Contando com a liberação de recursos também no meio do ano para investimentos em mão de obra rural, por exemplo, o BB calcula que serão disponibilizados, ao todo, em torno de R$ 1 bilhão somente aos produtores da cidade e região. Em âmbito nacional, o valor é na ordem de R$ 10 bilhões.
O volume ofertado é oriundo das captações resultantes de uma combinação de fatores relacionados, principalmente, à elevação da exigibilidade da poupança rural de 72% para 74%, na safra 2015/16, conforme explica o superintendente regional de varejo do Banco do Brasil em Bauru, Edgard de Resende Rios Neto.
“Esse fator, conjugado com ações de mobilização da rede de agências do BB, propiciou o crescimento dos saldos da modalidade no período de julho a dezembro do ano passado, que foi 22% superior ao desembolsado na última edição, há dois anos. Isso nos permitiu o atendimento das demandas de crédito rural”, comenta Rios.
A novidade foi apresentada nessa terça-feira (2), durante evento realizado na Agência Estilo do Banco do Brasil, que fica na quadra 7 da rua Primeiro de Agosto, Centro da cidade. O encontro reuniu gerentes gerais das 40 agências do BB que compreendem a região de Bauru, produtores rurais e entidades ligadas ao setor do agronegócio.
Os recursos já estão disponíveis desde a última segunda-feira (1) aos médios produtores por meio do Programa Nacional de Apoio aos Médios Produtores Rurais (Pronamp), com taxas de 7,75% ao ano, até o teto de R$ 710 mil. Os demais produtores rurais acessam o crédito com encargos de 8,5% ao ano, até o teto de R$ 1,2 milhão por beneficiário.
Vantagens
Edgard destaca que, com o dinheiro na mão desde já, o produtor consegue negociar os insumos com o fornecedor antecipadamente. “São duas vantagens: comprar antes de subir o preço, pois lá na frente a demanda vai aumentar. A outra é ter a opção de negociar melhor os produtos, uma vez que o fornecedor está vendendo pouco nesta época do ano.”
Positiva
Presidente do Sindicato Rural de Bauru e Região, Maurício Lima Verde enxerga como positiva a medida do Banco do Brasil. Ele destaca que o produtor rural está apreensivo em razão da economia instável.
“Cerca de 90% dos insumos são pagos em dólar. O produtor, com medo do dólar subir ainda mais, pode optar pelo adiantamento do financiamento para a próxima safra (2016/17) e ter a liberação do custeio para adquirir insumos desde já”, destaca.
“De fato, nós vivemos uma recessão brutal. Ninguém compra nada. Estamos no meio de uma safra e vai depender muito do resultado final para que possamos analisar como usar os recursos que serão liberados para o setor”, finaliza.
| João Rosan |
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| Alexandre Sampaio de Almeida destaca: “Agronegócio é o setor da economia com maior potencial de crescimento em 2016” |
Combate à crise
A crise econômica no País foi um dos aspectos que impulsionaram a antecipação de custeio do Banco do Brasil no setor rural. Segundo Edgard de Resende Rios Neto, superintendente regional de varejo do Banco do Brasil em Bauru, a ideia é fomentar a economia. “Com a liberação, o fornecedor começa a vender antes e vai ter mais dinheiro girando no mercado. O produtor rural contrata mais, porque sabe que tem recurso”, aponta.
Superintendente regional de governo do Banco do Brasil, Alexandre Sampaio de Almeida destaca que o agronegócio é o setor da economia com maior potencial de crescimento em 2016. “Provavelmente, o único setor que vá crescer realmente”, avalia. “Consequentemente, irá puxar o crescimento de todo o País. Com essa antecipação dos recursos, o Banco do Brasil está cumprindo o seu papel histórico de parceria com o agronegócio e fomentando a economia”, finaliza.


