Polícia

Polícia Federal negocia para ampliar a sua sede

Cinthia Milanez e Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 4 min

Douglas Reis
Karen Dunder assumiu chefia no último dia 18, mas solenidade que marcou posse foi nessa quarta-feira (3), na ITE

Não é de hoje que a Delegacia de Polícia Federal de Bauru trabalha para conquistar uma sede maior e a nova chefe do órgão na cidade, Karen Cristina Dunder, se dedicará para agilizar esse processo. Ela assumiu o comando da unidade no último dia 18, após ser nomeada pelo superintendente regional da corporação em São Paulo, Disney Rosseti, mas a solenidade que marcou a sua posse ocorreu nessa quarta-feira (3), no auditório da Instituição Toledo de Ensino (ITE).

Na ocasião, Karen afirmou que a ideia é seguir algumas alterações de outras unidades para a delegacia de Bauru e uma delas é aumentar as instalações físicas do local. “Eu não posso falar em ampliação de efetivo enquanto não aumentar a estrutura. O superintendente regional já sinalizou que o aumento do quadro de servidores é viável, só que não posso pedir isso atualmente, porque não tenho onde colocar o pessoal”, argumenta.

A nova líder da delegacia local acrescenta que o Ministério Público Federal (MPF) está intercedendo junto à prefeitura com o intuito de viabilizar uma área lateral à sede da Polícia Federal para que a unidade seja ampliada. “Hoje, eu não tenho onde colocar os caminhões. Eles ficam na avenida Getúlio Vargas, o que é um perigo para motoristas e pedestres. Precisaríamos de um depósito para os veículos”, explica.

Já o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB), que estava presente na cerimônia de posse da delegada, explica que precisa saber o tamanho da área que o órgão necessita para que a prefeitura encaminhe o projeto à Câmara Municipal. “Embora o local pertença à prefeitura, ele fica nas imediações do Aeroclube e precisamos entrar em acordo com eles também, mas acredito que não haverá problema. A expectativa é de que a área seja liberada neste semestre”, aponta.

PERÍCIA

Karen frisa que as tratativas no sentido de ampliar a área da unidade já começaram na gestão do delegado Carlos Alberto Fazzio Costa, que foi chefe do órgão entre 2010 e 2015. Ele havia ocupado a função, ainda, de 2003 a 2007. “Estou dando sequência e procurando agilizar esse processo”, pontua a delegada. Ao ampliar o espaço, Karen adianta que terá condições de negociar a vinda de um núcleo de perícia a Bauru.

“Se conseguirmos a perícia, teremos, de cara, um aumento de 20% a 30% do efetivo. É um trabalho longo, porque você não constrói um prédio da noite para o dia, mas, conseguindo essa ampliação, só com a perícia, a gente teria um aumento considerável de servidores, sem contar com os demais cargos”, destaca. A ideia, segundo a delegada, é conseguir a concessão de uma área lateral à sede, localizada na avenida Getúlio Vargas.

Corrupção

Conforme o superintendente regional da corporação em São Paulo, Disney Rosseti, adiantou ao JC nessa quarta-feira (3), o foco do órgão no Estado é o combate à corrupção. Na cidade, não será diferente, mas a delegada Karen Cristina Dunder pondera que, assim como a superintendência, a unidade de Bauru não abrirá mão de outros tipos de investigação, como aquele que envolve o tráfico de entorpecentes.

“Bauru é rota do crime por questões de logística e, nesse sentido, a PF terá muito trabalho”, diz. Inclusive, Karen pretende dividir as frentes de atuação. “Ficaria uma equipe com foco no combate ao tráfico de drogas e outra contra a corrupção, os crimes financeiros e o contrabando, por exemplo”, comenta.

Por mais mulheres no poder

Aos 42 anos, Karen Cristina Dunder é a primeira mulher a assumir a frente da Delegacia de Bauru. Com 12 anos dedicados à Polícia Federal, ela desempenhou papéis de liderança em alguns Estados brasileiros, como Minas Gerais, Mato Grosso e Tocantins. Inclusive, a delegada defende que as mulheres passem a ocupar mais espaço no País.

Questionada sobre algum exemplo feminino de liderança, Karen não quis citar nenhum. “Seria injusto falar apenas um nome. Conheço muitas guerreiras”, justifica. Ela permanece no cargo por tempo indeterminado. O ex-chefe Carlos Alberto Fazzio Costa também segue na unidade, integrando a equipe de delegados.

Em entrevista recente ao JC, ele afirmou que a mudança periódica de comando é uma prática comum dentro da Polícia Federal e que não houve nenhum fator específico que tenha determinado sua substituição. “O cargo de chefia é desgastante e a troca é boa para quem sai, para quem entra e para a instituição”, concluiu.

 

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