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| Carros alegóricos já eram vistos ontem no Sambódromo do Anhembi; os desfiles em São Paulo serão realizados hoje e amanhã |
A primeira noite de desfiles das escolas de samba do Grupo Especial do Carnaval paulistano será marcada por homenagens a um bairro, uma cidade, uma atriz e uma agremiação que desfila no Grupo Especial do Rio. A partir das 23h15, Pérola Negra abre a noite contando a história da Vila Madalena, na zona oeste da Capital, seu bairro de origem (veja quadro). A dança será o fio condutor do desfile, que contará com a participação de bailarinos da companhia de dança Cisne Negro.
Na sequência, a Unidos de Vila Maria vai homenagear a cidade de Ilhabela, no litoral paulistano. A água será um destaque nas alegorias. Já a Águia de Ouro levará para a avenida o enredo Ave Maria Cheia de Faces. Embora aparente ser um tema religioso, o objetivo é mostrar figuras femininas importantes na história da humanidade.
A Rosas de Ouro terá como tema a tatuagem. “A história da tatuagem se confunde com a da humanidade. As pessoas se tatuavam na Antiguidade e, hoje em dia, as famílias se tatuam, as pessoas tatuam o nome dos filhos”, diz Angelina Basílio, presidente da agremiação.
A atriz Claudia Raia será o tema da Nenê de Vila Matilde. Os grandes musicais e a dança estarão nas alas e alegorias. A escola da zona leste também promete, no encerramento do desfile, homenagem à Beija-Flor de Nilópolis, onde a atriz desfila há mais de 30 anos.
Agremiação com a torcida mais empolgada do Sambódromo do Anhembi, a Gaviões da Fiel vai seguir tendência dos últimos anos e apostar em um tema abstrato. A escola vai falar sobre as coisas fantásticas da vida. O tema será É Fantástico! Imagine, Admire e Sinta!
Já na manhã de sábado, com horário previsto para começar às 5h45, a Acadêmicos do Tatuapé vai encerrar os desfiles. A agremiação terá a escola Beija-Flor de Nilópolis, do Grupo Especial do Rio, como homenageada pelo enredo É Ela, a Deusa da Passarela: Olha a Beija-Flor Aí, Gente!
Salvador
A presença de Bell Marques e Ivete Sangalo em trios elétricos sem corda no Circuito do Campo Grande, na noite dessa quinta-feira (4), em Salvador, descontentou os representantes dos blocos de samba. Há mais de uma década, a quinta antes do Carnaval é informalmente dedicada ao mais tradicional dos ritmos brasileiros.
Para o presidente da União dos Blocos de Samba da Bahia (Unesamba), José Luiz Lopes, o Arerê, os shows prejudicaram as vendas dos blocos. “Somando-se à crise, ainda tivemos que lidar com isso. Com Bell e Ivete de graça, muita gente deixou de comprar o abadá.”, disse.
