| Quioshi Goto |
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| Executivos da CPFL no JC: Edson Renó Amaral, Clauber de Marchi Pazin, Luiz Antonio de Campos e Francisco Medina |
As tarifas da CPFL Paulista terão redução em fevereiro com efeito na conta de luz dos consumidores residenciais, industriais e comerciais a partir de março. A redução das tarifas reflete a aplicação da bandeira tarifária vermelha nível 1 a partir de fevereiro, definida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em janeiro.
Segundo a nova metodologia aprovada pelo regulador, a cada 100 kWh consumidos, a conta de luz sofre acréscimo de R$ 3,00. Anteriormente, estava em vigor o que passou a ser denominado como bandeira vermelha nível 2, que implica em um aumento de R$ 4,50 a cada 100 kWh consumidos.
Com a nova bandeira, as tarifas residenciais da concessionária terão redução de 3,23% em fevereiro. Na prática, o custo da energia para um cliente residencial com consumo de 100 kWh cairá de R$ 46,46 para R$ 44,96, excluindo efeito de PIS/Cofins (cuja alíquota efetiva varia mensalmente), do ICMS e da Contribuição de Iluminação Pública - CIP (que varia por município).
Regulador
O sistema de bandeiras tarifárias, em vigor desde janeiro de 2015, foi criado pelo governo federal e pela Aneel para refletir o real preço da energia consumida no País, considerando o atual nível dos reservatórios das hidrelétricas e o custo da geração térmica em operação.
O regulador define mensalmente a bandeira em vigor, com base na avaliação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) sobre as condições de operação do Sistema Interligado Nacional (SIN).
Além das bandeiras vermelhas, o sistema de bandeira tarifária é composto pela bandeira amarela, que resulta no acréscimo de R$ 2,50 a cada 100 kWh, e pela bandeira verde, que não implica em nenhum aumento na conta de luz dos clientes. A manutenção da bandeira vermelha nível 1 dependerá do nível dos reservatórios e da geração térmica prevista durante o mês de março.
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Índices de qualidade
A CPFL Paulista informou que possui um dos menores índices de duração (DEC) e frequência (FEC) de interrupções de fornecimento de energia do Brasil entre as grandes distribuidoras, segundo o ranking da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
O DEC, índice que representa a média do tempo que o cliente da CPFL Paulista ficou sem energia durante o período de um ano, foi de 6,93 horas em 2014, enquanto o FEC, índice que mede a frequência de interrupções no fornecimento, em média, por cliente, foi de 4,89 vezes em 2014.
A média brasileira, em 2014, foi de um DEC de 14,58 horas e um FEC de 11,77 vezes.
É importante destacar que cerca de 2/3 do tempo em que falta energia corresponde a interrupções emergenciais, provocadas por fatores externos ao sistema elétrico, como os temporais (com quedas de árvores), colisões de veículos contra postes e objetos que atingem a rede – pipas, balões e galhos de árvores, além de furtos de cabos.
O outro terço corresponde a desligamentos programados, informados previamente aos clientes e organizados para que a empresa possa executar obras de melhoria na rede elétrica.
Investimento de R$ 11 milhões
A distribuidora do Grupo CPFL Energia informou que investiu mais de R$ 11 milhões na manutenção e melhoramento das redes elétricas primaria e secundária somente em Bauru no ano passado. Do montante investido pela concessionária no município, cerca de R$ 1,75 milhão foram destinados aos projetos que viabilizam a expansão do consumo de energia e o crescimento do mercado, por meio da ampliação da capacidade de subestações e linhas de transmissão na região.
A companhia alega que também aplicou R$ 5,9 milhões em projetos de atendimento ao cliente, com destaque para o montante de R$ 1,65 milhão na conexão de novos clientes residenciais e comerciais de baixa tensão e na expansão da rede urbana para a ligação dos consumidores com carga inferior a 50 kw. Foram destinados mais R$ 1,26 milhão na manutenção da rede elétrica da cidade. Outros R$ 675 mil foram aplicados na melhoria da rede elétrica.
A CPFL disse que investiu R$ 913 mil na implantação de 507 medidores inteligentes em Bauru, que irão transmitir informações on-line sobre o consumo de clientes industriais para o Centro de Inteligente de Medição (CIM), em Campinas. Em outra frente dessa tecnologia, foram aportados R$ 2,13 milhões na instalação de 71 chaves telecomandadas, que recuperam o sistema automaticamente e reestabelecem o fornecimento de energia sem a intervenção humana.
Segundo a companhia, Bauru recebeu investimentos na melhoria de suas redes secundária e primária, nas linhas de transmissão, na substituição de equipamentos e no suporte ao crescimento do mercado, preparando o sistema para a ampliação tanto do parque industrial como do consumo das classes comercial e residencial.
Entre os municípios que mais receberam investimentos estão Duartina, com R$ 13 milhões; Marília, com R$ 7,1 milhões; Garça, com R$ 6,8 milhões; Gália, com R$ 1,3 milhão; Pederneiras, com R$ 1,1 milhão; Agudos, com R$ 936 mil; Bariri, com R$ 899 mil; Arealva, com R$ 718 mil; e Piratininga, com R$ 579 mil.
