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"Batalhão do bem" ajuda pacientes em toda região

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 14 min

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Projeto Médicos da Alegria é desenvolvido em hospital da Unesp de Botucatu e melhora a autoestima dos pacientes internados

As pesquisas científicas provam e os relatos de pacientes, funcionários e médicos avalizam os estudos de que as pessoas felizes adoecem menos. Quando adoecem procuram a causa no emocional e exterminam, afinal muitas doenças podem ser eliminadas por uma vida cheia de alegria, menos rancor e ódio, menos exigência e menos autocrítica. Pessoas estressadas são as mais propícias a perderem a saúde. Recentemente um artigo escrito pelo professor titular da Universidade de São Paulo (USP), Alberto Consolaro diz que o estresse psicológico faz as suprarrenais aumentarem a produção e secreção de corticoides no sangue que se espalha pelo corpo. “Este aumento inibe e desorganiza as células NK e o sistema imunológico. Você fica frágil e com mais facilidades em contrair doenças autoimunes, infecciosas e câncer !”, comenta.

É claro que não podemos ser inocentes de eliminar o fator genético. Mas não custa sermos melhor. Basta pensar que a evolução é bom primeiro para nós e depois para aqueles que convivem com a gente. O homem evoluído também encara de outra maneira a doença. Vários relatos de profissionais da saúde dão conta que pessoas mal amadas procuram os pronto atendimentos diariamente e nunca se curam, porque a dor está na alma.

Teses a parte, a verdade é que um batalhão de voluntários, pessoas do bem dedicam horas de seus dias para amenizar a dor daqueles que estão nas camas dos hospitais ou que estão sendo submetidas a tratamentos nada ‘delicados’. Fazem o doente rir, fazem o doente viajar até o passado e lembrar o que ele era antes da doença, aumentam a autoestima e melhoram a aparência.

Esses seres do bem ouvem histórias de vida que guardam no coração. Algumas delas de pessoas que já não se encontram mais nesse mundo, mas que se arrependeram de manter posicionamentos rígidos consigo mesmo. De terem curtido pouco os melhores momentos de suas vidas e dedicado muito tempo ao trabalho.
Um dia de princesa foi um sonho realizado pelos voluntários do Amaral Carvalho para uma adolescente que estava com câncer. Após a realização do sonho, a menina partiu deixando várias lições para o voluntariado.

Em Jaú (47 quilômetros de Bauru), o Hospital Amaral Carvalho (HAC), com atendimento quase que 100% Sistema Único de Saúde (SUS), é um dos ‘privilegiados’ nesse tipo de atendimento. Há voluntários que através do riso resgatam o passado saudável da pessoa. Há voluntários que fazem barba, cabelo e unha. Há um grupo que constrói próteses para as mulheres que perderam o peito para o câncer. Há outro que vende produtos para sustentar os gastos dos serviços voluntários. E mais, há quem trabalhe para atrair doares de sangue, enfim, ainda há pessoas que se dedicam a outras sem interesse.

No Hospital das Clínicas Unesp de Botucatu também não faltam trabalhos voluntários. Um projeto de extensão universitária garante o sorriso dos pacientes. A esteticista que aplica uma massagem de conforto na oncologia são trabalhos que saem do coração direto para a melhoria de vida do paciente.

Voluntários cuidam do cabelo e do visual

Pacientes internados no Hospital Amaral Carvalho (HAC) de Jaú recebem ajuda de grupos para fazer a barba, cortar cabelo e unhas

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"Quando fazemos barba, cabelo ou unha, o paciente fica bem com 

ele mesmo", Maria Ramos - Coordenadora do grupo de voluntário 

Elas chegam às enfermarias cheias de energia para fazer a barba, cortar cabelos e unhas e para contrabalancear levam uma lixinha para deixar a unha sem nenhuma ponta que enrosque no lençol. Se apresentam como voluntárias que são e oferecem os serviços. Quem aceita é atendido primeiro. “A princípio eles ficam amedrontados, não conhecem o nosso trabalho. Acredito que sejam poucos os hospitais que oferecem isso para os pacientes do SUS. Depois que um aceita, os demais chamam,” comenta a coordenadora do grupo, Maria Ramos. 

Aos poucos, todos vão aceitando. Tem paciente que está internado há mais tempo, que ajuda com a aceitação. “Alguns homens estranham porque o grupo da estética é formado só de mulheres que fazem a barba deles. Já as mulheres aceitam mais, são mais vaidosas. Uma quer cortar assim e outra de maneira diferente. O cabelo delas está caindo com a quimioterapia, mas mesmo assim, elas aceitam o corte. Em média fazemos 15 barbas e umas 10 unhas por visita.” 

Ela explica que as cabeleireiras são profissionais e uma das integrantes é profissional de manicure. “Nossas visitas são as segundas-feiras, temos um grupo de 10 pessoas. Começamos o trabalho a partir das 13h e ficamos até terminar. Depende da quantidade de pacientes. Atendemos todos os setores do SUS, especialmente da oncologia. Só vamos nos quartos particulares quando somos chamadas. Às vezes o paciente está há muito tempo no hospital, eles pedem para ir raspar cabeça. Na UTI e na pediatria só se formos chamados.”
As voluntárias têm de 74 a 43 anos. Quando alguém entra no grupo, acompanha as mais antigas. “As pessoas que já fazem o trabalho há mais tempo, ensinam as novatas. Temos que aprender as questões de higiene, por exemplo. Aqui não podemos colocar uma sacola no chão e nem em cima da cama, por exemplo.”

Há 12 anos no grupo, Maria Ramos diz que o trabalho é bem organizado. “Somos voluntárias, mas temos relatórios. Se precisamos de produtos, tipo creme de barbear pedimos ao hospital e depois pagamos. Os bazares das voluntárias arca com as despesas. Eu não participo desde o começo, por isso nem sei como começou esse trabalho.”

A voluntária lembra que o atendimento prioritário é do SUS. “Aqui os pacientes chegam de todos os lugares do país. Tem gente que vem de longe e ficam com uma aparência ruim porque estão fora de casa há muito tempo. A autoestima dessas pessoas vai lá embaixo. Quando fazemos barba, cabelo e unha, ela fica melhor com ela mesma.”

‘É tudo o que eu queria’

Maria Ramos é voluntária há 12 anos. Sempre foi enfermeira, mas abandonou a profissão para acompanhar o marido. “Quando voltei para Jaú descobri um tumor no ovário. Depois tive um na mama e o terceiro, um linfoma. No período de tratamento não vi voluntários, tinha um bom plano de saúde, mas fui convidada por uma amiga para fazer parte. É tudo o que eu queria na minha vida”, confessa.

Em determinada fase do tratamento, um médico pediu para ela não voltar a ser voluntária. Temia que ela ficasse de frente com problemas. Ela não aceitou e prometeu que não se envolveria com doentes. “Eu disse para ele que se eu fosse médica oncológica teria que estar lá para ganhar meu dinheiro. Sendo voluntária iria fazer o trabalho com o coração. Prometi separa o voluntariado da vida pessoal há oito anos. Na última consulta ganhei um abraço apertado dele. Consegui provar que era possível. Já perdi algumas voluntárias para o câncer. Não porque elas morreram, mas porque não tiveram condições de enfrentar a rotina do hospital. Elas ajudam vendendo rifa, ingresso para jantar, mas não frequentam o hospital.”

‘Dia de Princesa’

Outro caso relatado por Maria Ramos quando a chamaram para um “Dia de Princesa”. “Peguei a cabeleireira, escova e maquiagem. Ela queria um esmalte escuro e estava muito mal. Tocava nela sangrava, tinha crises absurdas. Ela ia embora e uma loja daqui forneceu todas as roupas. Duas moças foram lá puseram a roupa para ela escolher. Ela não cabia naquela roupa, estava imensa de inchada. Escolheu a roupa puseram só em cima tiramos foto.

Uma semana ela não tinha mais coagulação. Ela queria cuidar do cabelo, fazer escova, ficou com cabelo liso do jeito que ela queria, ela jogava do lado. Tinha uns 15 anos, muito alta. Ela desceu da cama com muita dificuldade ofegante, falta de ar absurda. Tinha que parar. A unha dela não queria que cortasse de jeito nenhum, fui lixando devagar,” relembrou.

Mulher corta cabelo 

Na rotina diária do hospital, o grupo da estética encontra situações inusitadas, lembra Maria Ramos. “Em uma das visitas, a cabeleireira veio falar que a mulher de um paciente pedia para que ela raspasse a cabeça dela também. Eu fui atender o paciente e expliquei que estávamos ali para atender os pacientes. De repente, a mulher dele pediu e nós raspamos a cabeça dela.”

A voluntária lembra que a mulher estava grávida do segundo filho. “Aliás que o marido não conheceu. O cabelo dela era bem tratado, longo, brilhante. Raspamos tudo. Na última vez que o vi ele estava ofegante. Depois de um tempo ele morreu. O filho que o pai não conheceu deve ter uns três anos e o mais velho já frequenta o colégio, eles não moram aqui em Jaú. Os dois são a cara do pai. Essa história marcou minha vida de voluntária.”

‘Remédicos’ buscam resgate da pessoa sadia

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São 62 integrantes que trabalham no Mac Dia Feliz todos os anos

O coordenador do grupo “Remédicos do Riso”, João Alberto Rosin, o “Dr. Baboseira”, começa a entrevista dizendo que, desde que abraçou o trabalho de fazer o paciente do Amaral Carvalho sorrir, ficou seis anos mais velho e 40 anos mais novo. Parece um trocadilho, mas ele conta que, nesse período, aprendeu muito e ao fazer o paciente relembrar o tempo em que era saudável, se emociona todo dia. “O grupo existe há 16 anos e teve início focado nas crianças do setor de oncologia. Atualmente, atende todos os setores com a mesma missão; buscar a valorização daquela pessoa.”

Os “Remédicos do Riso” já foi os “Enfermeiros da Alegria” com 38 integrantes. Em 2009, passou a ter outra denominação e a oferecer o riso para outros setores do hospital. “Além do riso, trabalhamos junto com o Corpo de Bombeiros para atrair doadores de sangue. Somos em 62 integrantes e trabalhamos no Mac Dia Feliz todos os anos.”

O grupo é eclético, tem  empresários, coletor de lixo reciclável, mecânico dentre outros profissionais. “Não somos profissionais do riso, por isso contamos com a orientação de psicólogos e psicopedagogo. Fazemos palestras motivacional em empresas e escolas, sem custo. Os ‘Remédicos do Riso’ também leva alegria para os pacientes da Santa Casa, na pediatria e hemodiálise.”

O “Dr. Baboseira” diz que o grupo não procura saber o estado de saúde dos pacientes. “Resgatamos o ser sadio. Fazemos ele lembrar que nem sempre foi doente, da vida boa que ele esqueceu por estar num hospital.” 

Paciente abre o coração

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Remédicos do Riso de Jaú tem atividades no HAC e Santa Casa  

Na rotina de voluntário, o grupo “Remédicos do Riso” encontra mil histórias e ouve desabafos finais de quem já não encontra mais vontade de viver. Mas sempre um caso chama mais atenção e acaba marcando a vida dos integrantes do grupo, confessa o coordenador “Dr. Baboseira”.

“Certa vez entramos em um quarto  e ficamos um bom tempo tentando ‘mexer’ com o paciente e ele não reagia. Eu já estava esgotando o meu ‘repertório’ e nada. De repente descobri que ele era um caminhoneiro e eu sou apaixonado pelo assunto.”

O paciente começou a conversar de outra maneira. “Relembramos a época dele como profissional. Atuamos sempre em dupla e ele acabou abrindo o coração. Resgatamos a vida profissional dele e então ele sorriu. Batemos um papo longo e na saída, ele levantou da cama e foi abrir a porta para sairmos. Ele disse: Vocês me fizeram um bem. Eu me emociono até hoje quando me lembro. Ele ficou feliz e saí com a sensação de dever cumprido.”  

O “Dr. Baboseira” frisa que indica o trabalho voluntário para todo ser vivente. “É um trabalho maravilhoso que enriquece a vida de todas as pessoas, filhos de Deus. Indico para todos aqueles que querem viver melhor. Não ajudamos as pessoas, elas é que nos ajudam a ver a vida de outra maneira.”

Médicos da Alegria auxiliam na Unesp

Voluntários reúnem quase 100 pessoas entre alunos e funcionários do Hospítal das Clínicas de Botucatu; proposta é distrair pacientes e profissionais de saúde

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Grupo de Médicos da Alegria existe há 16 anos e é integrado por alunos de diversas áreas, funcionários e até professores da Unesp

O grupo Médicos da Alegria existe há 16 anos e é integrado por alunos de diversas áreas, funcionários e professores. No início eram apenas os estudantes de medicina, atualmente, agrega graduandos e pós- graduandos de outras áreas. “Nossa proposta é distrair um pouco o paciente e os profissionais da saúde para propiciar um ambiente menos denso. Toda internação é algo pesado, então focamos os pacientes e aqueles que trabalham com eles”, explica um dos coordenadores do grupo Lucas Barbosa Napolitano de Moraes (aluno do 6º ano de medicina).

Para ele, a participação no grupo é algo muito importante, porque proporciona outra visão sobre a vida e sobre o papel do palhaço no hospital. “Nossa proposta não é só fazer rir. Todo mundo pensa que o palhaço só faz rir. Nós sabemos que muitos pacientes não têm com quem conversar, nem companhia e querem falar sem ter quem os ouça. Muitas vezes só ouvimos e é algo muito importante que a gente pode fazer pelo próximo.” 

Ele explica que, antes de começar o trabalho com os pacientes, todo semestre, os novos participantes passam por treinamento. “Todo semestre fazemos um curso de ingresso que é  preparatório. Nele aprendemos as regras, coisa que vamos ter que evitar. Não é permitido muita bagunça no corredor porque tem muita gente trabalhando. Tem que lavar as mãos e outras, da biossegurança do hospital. Esses são os primeiros passos para a visita.”

Preparados para entrar, a próxima etapa é: “O que vamos fazer lá? Então começa com uma preparação de técnicas de teatro,  tem um professor de teatro que ensina algumas técnicas. Os coordenadores fazem o curso de palhaço e compartilham com os novos participantes. Quando eles chegam para as primeiras visitas a gente tem um ponto de encontro em uma sala  no hospital. Ali eles se preparam com adornos, enfeites, colares coloridos. Pintam o rosto, enchem bexigas etc”. 

Tradicionalmente  as visitas começam pela pediatria e enfermaria de quimioterapia onde as faixas etárias são mais avançadas. “Tem muitos  pacientes idosos. Eventualmente, visitamos o Pronto Socorro e clínica médica. Na pediatria e quimioterapia visitamos todas as segundas- feiras no horário do almoço e 4ª feira à noite.” 

Na quimioterapia os pacientes são mais adultos e estão familiarizados com a presença  do grupo por lá. “Muitas vezes aplaudem quando chegamos, ficam felizes. Esse costume de visitar os pacientes com câncer deu uma transformada no ambiente. Percebemos que eles estão mais animados, embora a gente encontre muitos lamentando. Há aqueles que querem falar, desabafar mesmo e nós emprestamos os nossos ouvidos.”

O projeto começou no ano 2000 e  evoluiu bastante na opinião do coordenador. “Antigamente só podiam participar os alunos de medicina. Hoje todos os cursos podem participar, somos de  80 a 100 pessoas. Todos os participantes são alunos, funcionários ou professores. Para entrar no projeto eles têm que ter um vínculo com a Unesp. A maioria é mulher numa proporção de sete mulheres para três ou quatro homens.”

Para o trabalho da alegria, o grupo de divide. “Na coordenação somos em 15 pessoas e participantes, por semestre umas 80 pessoas. Elas são divididas em equipes. Por dia, de 20 a 30 pessoas entram em visita da alegria. Na quarta-feira também é uma parte do grupo que faz as visitas.”

Massagem de conforto aumenta a autoestima

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Vanessa aplica massagem de conforto em paciente oncológico
A massagem melhora a circulação nos braços dos pacientes

Uma experiência profissional motivou a bacharel em estética Vanessa Monteiro, de 26 anos, a se interessar pelo trabalho voluntário. Ela aplica massagem de conforto nos pacientes oncológicos no Hospital das Clínicas da Unesp de Botucatu. “Em agosto de 2015 ofereci meu trabalho no setor da oncologia. Fui bem recebida. Eu chego e ofereço a massagem de conforto. Se o paciente aceita eu faço.”

Cada paciente recebe 15 minutos de massagem. “Especialmente nos membros inferiores: pé e pernas que incham bastante. Faço nas mãos e nos braços. Um pouquinho na face e na cabeça.  Tem paciente está na 3ª ou 4ª quimioterapia da semana e a veia enrijece. A massagem melhora a circulação daquela região e os enfermeiros conseguem fazer a pulsão com mais facilidade.”

A massagem não é aplicada em pacientes terminais. “Eu faço a massagem naqueles que recebem quimioterapia ou radioterapia. Enquanto eles recebem o tratamento. A massagem relaxa e eles dormem, alguns choram, outros desabafam. Tem paciente que recebe a massagem e passa a dormir melhor. Sente menos dores. Alguns saem da quimioterapia sorrindo.”

Uma vez por semana, a esteticista atende cerca de 20 pacientes. “Mais duas massagista se juntaram a mim e estão trabalhando também. Se tivesse mais profissionais de Botucatu para se dedicarem, acredito que poderíamos ampliar o trabalho. No paciente oncológico não podemos usar nenhum ativo tóxico, por isso, usamos óleo neutro. Não pode ter corante e nem cheiro para não desencadear processo alérgico.” 

Para a esteticista, o trabalho voluntário é diferente e um presente na vida dela. “O trabalho voluntário me incentivou a pesquisar. Vou trabalhar com um projeto científico; a estética na oncologia. Nós esteticista estamos acostumadas a mexer com a beleza. Mulheres bem sucedidas, amadas, desenvoltas. No início desse trabalho cheguei a chorar bastante. É muito diferente. Convoquei amigas para fazer a semana da mulher aqui. Então vamos fazer maquiagem, massagem, auto massagem e a fazer turbante. Meu contato para possíveis voluntárias é: (14) 3841-5848. Preciso de gente aqui em Botucatu.”

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