Esportes

Comitê dos EUA cogita não participar por causa do vírus zika


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O Comitê Olímpico dos Estados Unidos disse a federações esportivas do país que atletas e membros de comissões técnicas podem considerar não participar das Olimpíadas de 2016, no Rio, em agosto, por causa da proliferação do vírus zika no Brasil. A mensagem foi repassada em janeiro durante uma teleconferência envolvendo membros do comitê olímpico do país e líderes de federações, de acordo com duas pessoas que participaram da reunião.

As federações foram informadas de que ninguém deve ir ao Brasil “se não se sentir confortável”, disse Donald Anthony, presidente da Federação de Esgrima dos EUA.
O zika, que está se espalhando rapidamente por toda a América do Sul e Central, foi clinicamente relacionado à má formação cerebral conhecida como microcefalia.

O vírus, que é primo próximo da dengue e da chikungunya, causa febre moderada, erupção cutânea e vermelhidão nos olhos. Não existe vacina ou tratamento disponível para ele. O Comitê Olímpico dos EUA afirmou que a informação é “imprecisa”. A assessoria de imprensa do órgão informou que apenas foram repassadas à federações as recomendações feitas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) e pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças do governo (CDC, na sigla em inglês), “nada mais”.

Segundo o porta-voz do comitê norte-americano, Patrick Sandursky, a entidade “acompanha de perto” a situação por meio do CDC e mantém contato permanente com o COI, com a OMS (Organização Mundial de Saúde) e com a organização dos jogos do Rio. “Além disso, estamos tomando medidas para assegurar que nossa delegação e os afiliados ao time dos EUA fiquem a par das recomendações do CDC em relação a viagens ao Brasil”, disse Sandursky.

Depois de alertar a gestantes que evitem viajar ao Brasil e a outros países onde há circulação do vírus, o CDC recomendou a homens que voltaram recentemente desses países que se abstenham de ter relações sexuais com suas mulheres se elas estiverem grávidas, ou usem preservativos. A orientação foi uma reação ao caso de uma transmissão do vírus por meio de relações sexuais no estado do Texas.

Comitê Rio

O comitê Rio 2016 também foi procurado pela reportagem e disse acreditar “que os próprios atletas farão questão de participar da Rio-2016”. O comitê informou que está em contato permanente com os governos federal, estadual e municipal em busca de informações atualizadas sobre a propagação do vírus zika e que as instalações esportivas estão sendo verificadas diariamente em busca de possíveis focos do mosquito. Disse ainda que agosto e setembro são meses em que a incidência do mosquito cai a próximo de zero e ressaltou que a saúde e a segurança dos atletas são prioridades.

Na semana retrasada, o Comitê Olímpico Internacional (COI) garantiu às delegações que irão viajar ao Rio em agosto que o evento estará seguro em relação ao zika, mas fez um apelo aos visitantes a se protegerem enquanto estiverem na região.

O COI ofereceu aconselhamento para minimizar o risco de infecção do vírus, que é transmitido pelo mosquito Aedes Aegypti, e disse que os viajantes com destino ao Brasil devem consultar as agências de saúde de seus países.

Entre as recomendações está o uso de repelente de mosquito e camisas e calças de manga comprida. As mulheres com suspeita de gravidez foram incentivadas a discutir a viagem com seus planos de saúde.

Europa

O Comitê Olímpico Europeu, órgão com sede em Roma, informou nessa segunda-feira (8) que, no estágio atual do surto de zika no Brasil, não tem razões para orientar os atletas para que não compareçam aos Jogos Olímpicos. A organização coordena os comitês olímpicos nacionais da Europa.

A porta-voz da instituição, Sabrina Rettondini, afirmou que até aqui não há razões para temer pela saúde dos atletas que obtiveram índices e estão classificados para participar dos jogos no Rio. “Não temos nenhuma instrução a respeito de zika. Vamos esperar e observar”, disse Rettondini. “Na nossa visão não há nada urgente no que diz respeito a risco aos Jogos Olímpicos”.

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