| Alex Mita |
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| Moradores afirmam que sujeira foi deixada pela própria população |
O entorno do Estádio Distrital “Horário Alves Cunha”, no Parque União, se transformou em depósito de lixo. O espaço, que sedia partidas de campeonatos amadores, está temporariamente fechado para manutenção interna e, durante este período, muitos moradores decidiram descartar lixo, entulho e galhos de árvores nas calçadas.
Para piorar, o local também sofre com a demora para receber a devida recuperação por parte do poder público. Possivelmente durante as chuvas de janeiro, galhos de uma árvore existente nas dependências do distrital foram derrubados, interditando um dos trechos do calçamento.
Parte do muro feito com placas de concreto, que circunda o estádio, também está cedendo e carece de cuidados.
“A marquise, que deveria proteger a bilheteria, serve apenas para acumular água e lixo.
O cenário é deprimente e desesperador para os que moram em frente ou nas proximidades. É comum os pedestres se depararem com roedores, baratas, sem falar das ‘piscinas’ para o mosquito Aedes aegypti”, reclama um grupo de moradores do Parque União e Vila São João da Boa Vista, em carta publicada pela Tribuna do Leitor.
Mas um morador das imediações do estádio, que preferiu não se identificar, afirma que é a própria população que despeja lixo e entulho no entorno do distrital.
“O pessoal poda árvore, vem e joga aí. Têm pessoas que se oferecem para fazer limpeza de quintal, mas aí joga tudo na calçada do estádio”, aponta.
Limpeza
A reportagem esteve no local e pôde observar que a sujeira tomava conta essencialmente da parte externa do distrital. Segundo o secretário municipal de Esportes e Lazer (Semel), Roger Barude, a limpeza deveria ser iniciada ainda nesta semana, após as equipes da pasta concluírem as melhorias na quadra de areia da avenida Getúlio Vargas.
“Dispomos de uma equipe reduzida para este serviço, de apenas cinco funcionários, já que alguns estão em férias. Por isso, a manutenção periódica em cada local sob responsabilidade da Semel vem ocorrendo a cada dois ou três meses”, revela, salientando que a grande quantidade de lixo no entorno do estádio não é responsabilidade da secretaria.
“A população precisa zelar por aquele espaço. Mas, mesmo assim, faremos a limpeza”, completa.
Durante o trabalho, a pasta também deverá retirar o mato que cresceu nas frestas do calçamento, bem como os galhos de árvore que caíram sobre o passeio, impedindo o trânsito de pedestres no trecho.
Barude esclarece que todos os distritais da cidade ficam fechados nesta época do ano para recuperação do gramado antes do início dos campeonatos.
