Cultura

Secretário Elson avalia avanços do Carnaval

Aline Mendes
| Tempo de leitura: 3 min

Quioshi Goto
Secretário Elson Reis: trabalho recompensado na organização

Quem esteve no Sambódromo de Bauru durante o Carnaval, provavelmente viu o secretário municipal de Cultura, Elson Reis, percorrendo da concentração ao fim da avenida atento aos detalhes, ouvindo as pessoas e comandando a equipe empenhada para que tudo desse certo. E deu!

“Nos dias de desfile têm mil coisas acontecendo e fico de olho até na arquibancada para ver saber se está tudo bem!”, comenta Elson. “Tenho carinho pelo Carnaval, apesar da tensão e de ser um evento desafiador pela complexidade e grande número de pessoas envolvidas, o clima é de festa”.

O Carnaval é uma realização da Prefeitura por meio da Secretaria Municipal de Cultura, com o envolvimento de outras pastas. Os preparativos começam em outubro e o dia do evento reúne ao menos 60 funcionários da prefeitura, 80 da empresa contratada por licitação e 50 seguranças.

Servidor do município desde 1987, Elson já passou por quase 30 carnavais, a maioria deles trabalhando. “É uma maratona, mas gratificante. A parte chata é a apuração, porque seja qual for o resultado, muitas pessoas que trabalharam duro o ano todo pelo Carnaval ficam decepcionadas”.

Neste ano, especialmente por o último como secretário do atual governo, fica mais evidente a sensação de dever cumprido. “O Carnaval de Bauru voltou forte, movimenta a economia local e é importante para os artistas que se apresentam e para o público que lota o Sambódromo”.

Em entrevista ao  Jornal da Cidade, Elson Reis faz um balanço do Carnaval 2016, aponta avanços e deixa pistas para as próximas edições.

JC – Qual a avaliação final do Carnaval 2016?
Elson Reis – “A avaliação da Prefeitura foi extremamente positiva, tudo funcionou a contento. O Sambódromo encheu nos dois dias, o público prestigiou. Até no segundo dia, que tinha a expectativa de ter um número bem menor, não foi tão diferente. O espetáculo foi bonito e esse é o fator fundamental. O que as escolas vêm mostrando está em uma crescente em termos de qualidade do desfile, alegorias, fantasias e animação, além do tamanho das escolas e blocos que aumentou. As agremiações estão se superando a cada ano. E mais uma vez o comando da Polícia Militar nos passou a informação de que tudo transcorreu em paz, sem violência”.

JC – O que fica da edição deste ano?
ER – “Sempre tem alguns aspectos a serem considerados. Como esse foi o último Carnaval da atual administração, vamos deixar apontadas algumas coisas, como a sugestão da imprensa de que escola campeã e vice não desfilem no mesmo dia porque, em tese, são as agremiações que atraem mais público. É uma questão que basta acrescentar ao regulamento. Com calma vou avaliar as sugestões e deixar um relatório para que melhorias sejam feitas”.

JC – E sobre o tempo de desfile entre as agremiações?
ER – “Já o tempo entre um desfile e outro é mais difícil de reduzir, porque uma agremiação não pode entrar na avenida enquanto a outra não encerrar completamente. Quando fecha a porteira (na dispersão) a avenida estaria apta para o próximo desfile. O que vai influenciar é se a escola ou bloco que vai entrar está pronto. A estrutura está lá. Hoje há entre quatro e seis intérpretes por escola e tem que passar o som de cada microfone. Muitos ainda têm cavaco, bandolim, violão... Daí a importância das escolas comparecerem ao ensaio técnico na sexta-feira antes do Carnaval para passar o som e gravar na mesa. Nenhuma agremiação estava pronta para entrar quando fechou a porteira da anterior. Assim, vai se somando o tempo. Isso depende da contratação de mais equipamentos para a infraestrutura, mas também do comprometimento das escolas”.

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