O carnaval de Bauru estava maravilhoso, cheio de plumas e paetês. Animação e folia, porém, com riscos de acidentes e situações tragédias. Atuo como técnico em Segurança do Trabalho há 10 anos e ainda busco explicações do porquê de pessoas serem colocadas em situações de riscos que podem ser evitadas.
Domingo, dia 9, momentos antes do desfile da escola X-9 Paulistana começar, um estudante ficou ferido e teve a coluna fraturada após cair de uma altura de 13 metros em um carro alegórico. Esse é só um exemplo de que a realidade dos acidentes não está longe de nós e poderia ter acontecido também em Bauru.
Participei do desfile de uma das escolas daqui no sábado e fiquei impressionado como as pessoas são expostas aos acidentes. O que acontece é que basicamente elas são elevadas ao carro alegórico por um guindaste, em uma gaiola completamente sem estabilidade, balançando como pêndulos de relógio. Embaixo, crianças já posicionadas para o desfile, correm risco de serem esmagadas caso a gaiola se rompa.
Lá em cima, os foliões ficam em uma altura de aproximadamente sete metros sem qualquer tipo de proteção ou cintos de segurança. E se não bastasse essa exposição, bombeiros participam da operação auxiliando as pessoas a subirem e descerem dos carros alegóricos, cooperando com a situação de risco. Leis e regras de segurança existem, mas precisam ser aplicadas no dia dia e também em festas e comemorações. Depois disso, fica a pergunta no ar: teremos que esperar algo mais grave e até pessoas morrerem para que as regras de segurança sejam seguidas e precauções sejam tomadas?