Tribuna do Leitor

População, quem?

Moradores do Parque União e Bosque Boa Vista: Elma Eli Sarti, Renata Gonçal
| Tempo de leitura: 2 min

Consideramos a imprensa nossa principal aliada no encaminhamento dos problemas que afligem a população e na cobrança de ações do poder público para solucioná-los. Por isso, a reportagem “População transforma estádio do Parque União em lixão”, sobre o Distrital “Horácio Alves Cunha”, não expôs os fatos como realmente são. É claro que alguns moradores não têm respeito pela cidade onde vivem, e contribuem para torná-la suja e propícia para a disseminação de doenças. Entretanto, em relação ao Distrital, alguns fatos precisam ser esclarecidos.


O muro de placas está cedendo em vários pontos e estamos reivindicando o conserto há mais de cinco anos. No mês passado, parte dele cedeu e foi realizada a reposição de algumas placas, as quais foram deixadas na calçada, contribuindo para que  algumas pessoas jogassem lixo no local (infelizmente, existe a mentalidade “já está sujo...” ou “não sou o único”). Basta analisarmos com cuidado a foto da reportagem e observaremos as placas quebradas e entulho, ou seja, a própria Semel contribuiu para este cenário. A calçada está toda esburacada e coberta por mato. Já está provado que lugares bem cuidados tendem a ser mais respeitados do que locais abandonados e sujos.


Fazer generalizações culpando toda a população pela sujeira de áreas públicas é o principal argumento usado pelos governantes para não assumirem suas responsabilidades. Só para exemplificar, a poucos metros do Distrital temos o Bosque “Eliseu Victor Fornetti”. As últimas chuvas ampliaram a erosão que está engolindo a pista de caminhada, derrubaram árvores, galhos e parte do alambrado foi destruída. Para piorar, neste local ocorreu a perfuração de um novo poço profundo, “Padilha 2”, a empresa contratada entrou com máquinas pesadas destruindo parte da calçada, além disso retirou algumas árvores e abriu uma cratera para barrar a água que estava jorrando. Concluindo, a empresa terminou a perfuração, mas deixou um rastro de destruição.


Já contatamos a Semma diversas vezes cobrando ações. Se nada for feito, em breve este lugar será alvo da ação de vândalos e de moradores que passarão a usá-lo como depósito de lixo ( “já está sujo...” “não sou o único...”). Se de fato quisermos tornar nossa cidade um lugar melhor para se viver, temos que identificar estes moradores e coibir sua ação. Mas isto não desobriga o poder público de zelar pelas praças, bosque e outras áreas públicas. Agradecemos  a atenção e, se possível, gostaríamos que complementassem a reportagem.

 

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