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População deve sentir diminuição de buracos nas ruas só em maio

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 5 min

Quioshi Goto
Buraco na Joaquim da Silva Martha com a 13 de Maio deve entrar para lista de reparos emergenciais
Priscila Medeiros/Divulgação
Em parceria com o DAE, prefeitura realizou ação emergencial nessa quinta (11) na quadra 3 da rua Alto Purús

Os buracos abertos no asfalto pelas chuvas em toda a cidade devem continuar incomodando motoristas pelos próximos três meses, pelo menos. É que o mutirão tapa-buracos deste ano, que começou no final de janeiro e atua em quatro regiões de Bauru, elencadas pela Secretaria Municipal de Obras e Prefeitura Municipal como prioridades, deve ser concluído em meados de maio. Isso, claro, se a chuva cooperar e estiver dentro da média para os próximos meses, já que as equipes dependem do bom tempo para sair às ruas, e as enxurradas acabam estragando trechos já recuperados.

A Secretaria de Obras, inclusive, voltou a operar com capacidade total no setor em questão para agilizar o serviço, que conta com investimento de R$ 1 milhão, 55% do total da verba prevista para o tapa-buracos no ano todo, que é R$ 1,8 milhões.

De novembro até metade de janeiro, a pasta havia redirecionado seu efetivo e vinha trabalhando com metade do quadro pessoal nas ações de reparo de asfalto por falta de dinheiro para a compra de material.

As informações são de Sidnei Rodrigues, titular da Obras. Ele ressalta, no entanto, que parte da população de alguns bairros, como no Centro e Bela Vista, já começou a sentir os efeitos da operação.

“A cidade toda sentirá mesmo em maio, mas temos várias vias já recuperadas. Dividimos tudo por setor. As avenidas principais foram as primeiras. Depois, partimos para a região de Centro. Agora, estamos no Bela Vista e a ideia é fechar o serviço no bairro e adjacências, depois seguir para a região da avenida Nações Norte até a rodovia Bauru – Marília (SP-294). Posteriormente, seguiremos para os bairros que pegam desde a região do Fórum até o Bauru 16 (Núcleo Edson Francisco Silva)”, pontua Rodrigues.

Direcionamento

Na sequência, as equipes partirão para ações nas adjacências da Vila Falcão, Vila Industrial, Núcleo Leão 13, região da Vila Dutra, seguindo para a zona oeste até chegar às adjacências do Jardim Terra Branca. “Queremos finalizar tudo nesse primeiro semestre”, comenta Sidnei Rodrigues.

Ele explica que a seleção dos bairros teve como critério a quantidade de buracos e vias problemáticas, e não o número de reclamações. Além de 12 funcionários da Obras e três tratores, participam do mutirão também funcionários do DAE, com outros três caminhões, e da Secretaria de Administração Regional (Sear), com mais um maquinário.

“Temos outros três caminhões e equipes, mas elas atuam apenas em emergências, recuperando asfalto de vias movimentadas e que têm tráfego de circulares”, frisa o secretário.

Mais de 1 mil

Somente o DAE estima que a cidade tenha ao menos 1 mil buracos causados por vazamentos, manutenções de rede e novas ligações de água. A Obras não possui uma relação precisa e também não soube informar quantas reclamações têm recebido.

Rodrigues atribui ao solo arenoso de Bauru a explicação para a abertura de tantas crateras pela cidade. “Se fosse terra roxa, não teríamos tanto problema, porque ela cria uma espécie de lâmina entre o asfalto e a penetração da água é mais difícil”, afirma.

Na sequência, ele destaca que boa parte dos buracos também é causada por problemas ligados ao sistema de água, sejam por reparos ou tubulações antigas. “A avenida São Sebastião e a rua Quinze de Novembro foram recapeadas há menos de cinco anos, mas sofreram vários recortes do DAE”, critica.

O DAE, por sua vez, diz que tem trabalhado para melhorar todo o sistema de água, durante de manutenções e reparos programados, realizando a troca de tubulações antigas, de manilha cerâmica e ferro, por PVC e Ocre, materiais que possuem maior durabilidade e resistência.

Vias mais problemáticas

Segundo a Secretaria de Obras, as vias de asfalto mais problemáticas em Bauru em relação a buracos são: Engenheiro Paulo Frontin, no Santa Edwirges, e Joaquim Marques Figueiredo, até a região do Núcleo Octávio Rasi. Já a Marcos de Paula Raphael e Nuno de Assis são as avenidas que mais recebem reparos com frequência.

“Existem 6 mil quadras em Bauru com asfalto de mais de 20 anos. São ruas que acabam apresentando maior problema por conta da fragilidade e desgaste”, finaliza Sidnei Rodrigues.

Motorista destrói cancela na Nações durante chuva

Durante a chuva que acometeu Bauru nessa quinta-feira (11) à tarde, um motorista acabou colidindo e destruindo a cancela, que terminou de ser instalada na sexta-feira. O dispositivo, que visa evitar que os motoristas passem no local quando houver riscos de alagamento, fica na avenida Nações Unidas, na altura do cruzamento com a rua Aparecida. Após a colisão de uma VW/Variant verde, o equipamento ficou danificado e deve passar por reparos. O condutor não ficou ferido.

Enquanto a cancela não é recuperada, a via será interditada com cavaletes e fitas zebradas durante chuvas fortes. Segundo o Centro de Meteorologia de Bauru (IPMet), a chuva atingiu pontos isolados da cidade e registrou acumulado de 4,3 milímetros na área da instituição.

O Corpo de Bombeiros informou que não recebeu chamados ou informações de alagamentos. Uma casa na quadra 1 da rua Josias Souza de Lima, no Núcleo Beija-Flor, foi invadida pela lama e pela água vindas de um terreno aos fundos do imóvel.

A água chegou a altura do joelho e foi preciso um buraco na parede para que ela escoasse. A família residente, formada por três pessoas, perdeu armários e eletrodomésticos. A Defesa Civil esteve no local e os moradores foram orientados a mudarem para o imóvel que fica na frente da mesma casa e também pertence à família. Ninguém ficou ferido.

“Foi um susto. Em questão de segundos, nossa casa já estava tomada pela água e lama”, comenta Luciana dos Santos Silva, 39 anos.

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